102 anos de vida: Aniversário do Atlético ou do Athletico?

O Athletico comemora hoje 102 anos. Pensando, pergunto-me: o aniversariante é o velho Atlético, que vivia de amor e ideal, fazendo, às vezes, sua gente sangrar, ou o novo Athletico, imposto por um regime de exceção e isolacionista para construir estranhas catedrais? A dúvida é lógica, porque praticam-se atos mal-intencionados que sugerem a ruptura da […]

Mar 26, 2026 - 11:30
 0  1
102 anos de vida: Aniversário do Atlético ou do Athletico?

O Athletico comemora hoje 102 anos. Pensando, pergunto-me: o aniversariante é o velho Atlético, que vivia de amor e ideal, fazendo, às vezes, sua gente sangrar, ou o novo Athletico, imposto por um regime de exceção e isolacionista para construir estranhas catedrais?

A dúvida é lógica, porque praticam-se atos mal-intencionados que sugerem a ruptura da história. Sempre há quem apareça com um instrumento cortante para separar a história em duas: antes e depois de 1995.
O marco inicial: 1995, quando o Atlético se transformou, ainda exigiu amor, ideal e sangue de muitos atleticanos.

Foi no período de maio de 1995 a maio de 2002, quando construiu-se a base para o novo Athletico: todas as dívidas foram pagas, o CT do Caju foi comprado com o dinheiro da indenização da desapropriação do PAVOC, construiu-se a primeira Arena da Baixada, comprou-se o terreno do Expoente e do Exército, foi recuperada a hegemonia do futebol Estadual. Também foi consolidada a projeção nacional com a classificação para a Libertadores, tendo como corolário, a conquista do Brasileirão de 2001, o maior título da sua história.

Essa obra comandada por Mario Celso Petraglia, Ademir Adur e Enio Fornea Júnior é que construiu a base para esse Athletico que está aí. O que veio depois, foi apenas consequência, só possível pela intensa circulação de dinheiro.

É uma injustiça com o velho Atlético, depois de apropriar-se das suas coisas mais importantes. Mudou-se a camisa, adotando-se um desenho tão infeliz, que até hoje não foi possível acertar o ponto. Mudou-se a marca, que reclama um intérprete de sinais para compreendê-la. Mudou-se o nome do clube e o nome da Baixada, agredindo sentimentos e história.

O velho Atlético que construiu tudo, hoje não tem nada.
Sonho com o dia de ver essa história reunificada.

Torcida do Athletico no Atletiba da Série A. (Foto: Hedeson Alves/AGIF/Gazeta Press).

Siga o UmDois Esportes