A cidade que você mergulha com cobras gigantes em rios de águas cristalinas

Vídeo mostra momento em que turistas mergulham ao lado de sucuri gigante em rio Bonito é conhecida pelas águas cristalinas e pela possibilidade de observar sucuris nos rios da região. Durante o inverno, a presença das serpentes fica mais evidente, o que aumenta o número de avistamentos por turistas. Em rios como o Rio Sucuri, a transparência da água permite que turistas observem peixes, plantas aquáticas e até grandes serpentes a poucos metros de distância durante atividades de flutuação. A combinação entre rios cristalinos, turismo de natureza e áreas preservadas favorece esses encontros. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Nos últimos meses, diversos registros mostraram encontros entre visitantes e as cobras. Um dos casos foi o de Larissa e Stefany Sates, que faziam o percurso no Rio Sucuri quando foram surpreendidas por uma sucuri nadando tranquilamente nas águas transparentes. Outros registros mostram momentos de caça. O guia de turismo Ronis Souza Nunes filmou uma sucuri de grande porte capturando um porco-do-mato durante um passeio no Rio Sucuri, cena acompanhada pelos turistas. Já no Rio Formoso, a influenciadora de pesca esportiva Leandra Gomes registrou o momento em que uma sucuri atacou uma piraputanga. A serpente estava submersa nas águas cristalinas quando deu o bote. Também há registros das cobras fora da água. O guia de pesca Isaque Uchoa filmou uma sucuri tomando sol sobre um galho de árvore às margens do Rio Miranda enquanto navegava pelo local. Guias da região relatam que muitos visitantes chegam com receio, mas mudam de impressão ao perceberem o comportamento das sucuris. Na maioria das vezes, elas permanecem paradas ou nadam lentamente, sem qualquer interação com as pessoas. Sucuri gigante é flagrada 'tomando sol' em rio de MS Frio e período reprodutivo aumentam os avistamentos Segundo especialistas, as baixas temperaturas e o início do período reprodutivo explicam o aumento no número de registros nesta época do ano. A doutora em Ecologia pela Universidade de São Paulo (USP), Juliana Terra, explica que o inverno favorece os avistamentos porque as serpentes precisam se aquecer ao sol. "Sempre antes ou após uma frente fria, é comum que elas utilizem as horas do dia do sol para se aquecerem, já que a água nessa época fica muito fria, especialmente durante a noite. É comum que elas busquem sair da água", afirma. Ela ressalta que isso não significa que as sucuris não estejam presentes durante o restante do ano, mas que são mais difíceis de encontrar. "São animais bastante quietos, não fazem barulho, elas são muito camufladas na água com sua coloração, enfim, é muito difícil avistá-las", detalhou Juliana. A especialista explica que as sucuris são animais ectotérmicos, ou seja, não produzem calor corporal por meio do metabolismo. Por isso, precisam buscar fontes externas de calor, como a luz do sol, momento em que costumam ser fotografadas. Outro fator é o início do período reprodutivo. "Elas já estão entrando nesse período que corre de julho a outubro, então devido a isso começa a ser possível observá-las. Os animais ficam mais ativos no ambiente, as fêmeas começam a procurar o local adequado para a copular e os machos vão atrás delas". Segundo Juliana, os feromônios liberados pelas fêmeas durante esse período atraem os machos, que passam a circular mais pela região, aumentando as chances de avistamento. Tamanho não representa risco Apesar do porte, biólogos afirmam que as sucuris têm comportamento tranquilo, evitam contato com humanos e raramente representam risco. Das quatro espécies de sucuri existentes no mundo, três vivem no Brasil. Mato Grosso do Sul abriga duas delas: a sucuri-verde (Eunectes murinus), considerada a maior e mais pesada serpente do mundo, podendo chegar a 7 metros de comprimento e pesar até 200 quilos; e a sucuri-amarela (Eunectes notaeus), comum no Pantanal, cuja fêmea pode atingir cerca de 4 metros. Excelentes nadadoras As sucuris passam grande parte do tempo debaixo d'água e são excelentes nadadoras. Depois de capturar uma presa, podem levar semanas para concluir a digestão. Em todas as espécies, as fêmeas são maiores que os machos. Quando se sentem ameaçadas, preferem fugir a enfrentar pessoas. No Pantanal e em Bonito, as sucuris fazem parte da fauna local e são um dos principais atrativos para quem busca experiências de contato com a natureza. Turistas registram sucuri enorme atacando porco-do-mato em MS Ronis Souza Nunes Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

Jul 23, 2026 - 13:00
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A cidade que você mergulha com cobras gigantes em rios de águas cristalinas

Vídeo mostra momento em que turistas mergulham ao lado de sucuri gigante em rio Bonito é conhecida pelas águas cristalinas e pela possibilidade de observar sucuris nos rios da região. Durante o inverno, a presença das serpentes fica mais evidente, o que aumenta o número de avistamentos por turistas. Em rios como o Rio Sucuri, a transparência da água permite que turistas observem peixes, plantas aquáticas e até grandes serpentes a poucos metros de distância durante atividades de flutuação. A combinação entre rios cristalinos, turismo de natureza e áreas preservadas favorece esses encontros. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Nos últimos meses, diversos registros mostraram encontros entre visitantes e as cobras. Um dos casos foi o de Larissa e Stefany Sates, que faziam o percurso no Rio Sucuri quando foram surpreendidas por uma sucuri nadando tranquilamente nas águas transparentes. Outros registros mostram momentos de caça. O guia de turismo Ronis Souza Nunes filmou uma sucuri de grande porte capturando um porco-do-mato durante um passeio no Rio Sucuri, cena acompanhada pelos turistas. Já no Rio Formoso, a influenciadora de pesca esportiva Leandra Gomes registrou o momento em que uma sucuri atacou uma piraputanga. A serpente estava submersa nas águas cristalinas quando deu o bote. Também há registros das cobras fora da água. O guia de pesca Isaque Uchoa filmou uma sucuri tomando sol sobre um galho de árvore às margens do Rio Miranda enquanto navegava pelo local. Guias da região relatam que muitos visitantes chegam com receio, mas mudam de impressão ao perceberem o comportamento das sucuris. Na maioria das vezes, elas permanecem paradas ou nadam lentamente, sem qualquer interação com as pessoas. Sucuri gigante é flagrada 'tomando sol' em rio de MS Frio e período reprodutivo aumentam os avistamentos Segundo especialistas, as baixas temperaturas e o início do período reprodutivo explicam o aumento no número de registros nesta época do ano. A doutora em Ecologia pela Universidade de São Paulo (USP), Juliana Terra, explica que o inverno favorece os avistamentos porque as serpentes precisam se aquecer ao sol. "Sempre antes ou após uma frente fria, é comum que elas utilizem as horas do dia do sol para se aquecerem, já que a água nessa época fica muito fria, especialmente durante a noite. É comum que elas busquem sair da água", afirma. Ela ressalta que isso não significa que as sucuris não estejam presentes durante o restante do ano, mas que são mais difíceis de encontrar. "São animais bastante quietos, não fazem barulho, elas são muito camufladas na água com sua coloração, enfim, é muito difícil avistá-las", detalhou Juliana. A especialista explica que as sucuris são animais ectotérmicos, ou seja, não produzem calor corporal por meio do metabolismo. Por isso, precisam buscar fontes externas de calor, como a luz do sol, momento em que costumam ser fotografadas. Outro fator é o início do período reprodutivo. "Elas já estão entrando nesse período que corre de julho a outubro, então devido a isso começa a ser possível observá-las. Os animais ficam mais ativos no ambiente, as fêmeas começam a procurar o local adequado para a copular e os machos vão atrás delas". Segundo Juliana, os feromônios liberados pelas fêmeas durante esse período atraem os machos, que passam a circular mais pela região, aumentando as chances de avistamento. Tamanho não representa risco Apesar do porte, biólogos afirmam que as sucuris têm comportamento tranquilo, evitam contato com humanos e raramente representam risco. Das quatro espécies de sucuri existentes no mundo, três vivem no Brasil. Mato Grosso do Sul abriga duas delas: a sucuri-verde (Eunectes murinus), considerada a maior e mais pesada serpente do mundo, podendo chegar a 7 metros de comprimento e pesar até 200 quilos; e a sucuri-amarela (Eunectes notaeus), comum no Pantanal, cuja fêmea pode atingir cerca de 4 metros. Excelentes nadadoras As sucuris passam grande parte do tempo debaixo d'água e são excelentes nadadoras. Depois de capturar uma presa, podem levar semanas para concluir a digestão. Em todas as espécies, as fêmeas são maiores que os machos. Quando se sentem ameaçadas, preferem fugir a enfrentar pessoas. No Pantanal e em Bonito, as sucuris fazem parte da fauna local e são um dos principais atrativos para quem busca experiências de contato com a natureza. Turistas registram sucuri enorme atacando porco-do-mato em MS Ronis Souza Nunes Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: