'A gente vai de arrasta': o pavor das amigas presas no Cristo Redentor na ventania
Vídeo mostra nuvem de areia formada por ventania na linha Vermelha "Eu nunca vi nada igual." É assim que a baiana Hannielly Lopes, 23 anos, descreveu a ventania que atingiu a região Sudeste na tarde de quarta-feira (29/7). Ela e duas amigas saíram de Irecê, no interior da Bahia, para passar as férias no Rio de Janeiro. Elas visitavam um dos principais cartões-postais da cidade, o Cristo Redentor, quando foram surpreendidas por uma rajada de vento intensa, por volta das 16h. "Eu falei: 'Meu Deus do céu, vamos nos abraçar e agarrar nessa grade porque senão a gente vai de arrasta'", diz, referindo-se à possibilidade de risco de morte. As fortes rajadas entre São Paulo e o Rio de Janeiro provocaram cinco mortes, apagões, quedas de árvores e interrupções em serviços essenciais. Na capital fluminense, as rajadas chegaram a aproximadamente 100 km/h. O Aeroporto Santos Dumont chegou a suspender pousos e decolagens durante o período de maior intensidade dos ventos. No início, o grupo acreditou que se tratava apenas de um vento forte. "Tanto que a gente fez vídeo. Depois a gente percebeu toda aquela ventania, desceu correndo e foi procurar abrigo", conta Ingrid Silva, de 22 anos. Ventania na tarde de quarta-feira (29) causou destruição no Rio de Janeiro Reuters Mas a situação piorou rapidamente. "A gente estava rindo muito, sem parar, aquele riso de desespero mesmo. Mas foi um momento de tensão. A gente não tinha noção da gravidade do que estava acontecendo", acrescenta Hannielly. Segundo meteorologistas, o fenômeno foi uma frente de rajada e foi consequência do grande contraste entre duas massas de ar com características muito diferentes.

Vídeo mostra nuvem de areia formada por ventania na linha Vermelha "Eu nunca vi nada igual." É assim que a baiana Hannielly Lopes, 23 anos, descreveu a ventania que atingiu a região Sudeste na tarde de quarta-feira (29/7). Ela e duas amigas saíram de Irecê, no interior da Bahia, para passar as férias no Rio de Janeiro. Elas visitavam um dos principais cartões-postais da cidade, o Cristo Redentor, quando foram surpreendidas por uma rajada de vento intensa, por volta das 16h. "Eu falei: 'Meu Deus do céu, vamos nos abraçar e agarrar nessa grade porque senão a gente vai de arrasta'", diz, referindo-se à possibilidade de risco de morte. As fortes rajadas entre São Paulo e o Rio de Janeiro provocaram cinco mortes, apagões, quedas de árvores e interrupções em serviços essenciais. Na capital fluminense, as rajadas chegaram a aproximadamente 100 km/h. O Aeroporto Santos Dumont chegou a suspender pousos e decolagens durante o período de maior intensidade dos ventos. No início, o grupo acreditou que se tratava apenas de um vento forte. "Tanto que a gente fez vídeo. Depois a gente percebeu toda aquela ventania, desceu correndo e foi procurar abrigo", conta Ingrid Silva, de 22 anos. Ventania na tarde de quarta-feira (29) causou destruição no Rio de Janeiro Reuters Mas a situação piorou rapidamente. "A gente estava rindo muito, sem parar, aquele riso de desespero mesmo. Mas foi um momento de tensão. A gente não tinha noção da gravidade do que estava acontecendo", acrescenta Hannielly. Segundo meteorologistas, o fenômeno foi uma frente de rajada e foi consequência do grande contraste entre duas massas de ar com características muito diferentes.

