Adversário quer acabar com invencibilidade do Paraná: “Colocar uma pimenta”
Após a classificação suada nos acréscimos do segundo tempo do último jogo, o Toledo se prepara para a missão de enfrentar o Paraná Clube, dono da melhor campanha e único invicto, nas quartas de final da Segunda Divisão do Campeonato Paranaense. O jogo de ida ocorre no próximo domingo (03), às 15h30, no estádio 14 […]
Após a classificação suada nos acréscimos do segundo tempo do último jogo, o Toledo se prepara para a missão de enfrentar o Paraná Clube, dono da melhor campanha e único invicto, nas quartas de final da Segunda Divisão do Campeonato Paranaense. O jogo de ida ocorre no próximo domingo (03), às 15h30, no estádio 14 de dezembro.
O técnico Juari Juliano, campeão brasileiro como jogador no Palmeiras, projeta dificuldade no confronto e avalia os pontos fortes do adversário. “São 180 minutos e o primeiro tempo aqui em Toledo. A gente analisou o nosso jogo contra o Paraná, na Vila Capanema, e também o último jogo contra o Patriotas”, diz.
“Sabemos que o Paraná é muito forte na bola parada e vamos trabalhar de todas as formas para neutralizar, além de ficar de olho nos atletas decisivos. O Paraná tem jogadores com capacidade técnica de decidir o jogo, e precisamos neutralizar para que não façam no jogo em Toledo para ir à Curitiba com chances reais de complicar o jogo”, afirma o treinador do Toledo, em entrevista ao UmDois Esportes.
Juliano ressalta que espera colocar uma ‘pimenta’ no confronto entre os clubes. “Vamos estudar o Paraná e colocar a melhor formação para tirar proveito e vencer o jogo aqui para colocar uma pimenta. Em uma bolsa de apostas, 90% deve estar apostando na classificação do Paraná Clube até pelo investimento e pela força que tem, principalmente diante de seus domínios”, complementa o técnico.
Na primeira fase, o Paraná Clube ganhou do Toledo por 2 a 0, na Vila Capanema, com dois gols marcados ainda no primeiro tempo pelo atacante João Felipe e pelo jovem zagueiro Eduardo. Para o treinador do clube do oeste paranaense, a história a partida seria outra se não fossem as falhas de sua equipe.
“Se lembrar bem os gols que nós tomamos contra o Paraná, foram falhas nossas coletiva e individual. O primeiro gol deu uma caneta em setor onde não pode, perdemos a bola e o Paraná aproveitou a transição rápida. Depois, eles fizeram o segundo gol na bola parada, onde são mais fortes ainda. Se fizermos um recorte, nós tivemos a chance de empatar. De repente, se faz 1 a 1, o jogo poderia ter se desenhado de outra maneira. O Paraná poderia até ter ganho, mas poderia ter colocado uma pimenta a mais até porque a torcida estava incomodada”, comenta Juliano.
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Toledo ficou com a última vaga para o mata-mata
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Vice-campeão da elite em 2019, o Toledo busca voltar para a Primeira Divisão após cinco anos. No período, o Porco até caiu para a Terceirona, mas voltou no ano passado. Em 2025, o time do oeste paranaense caiu nas quartas de final para o Galo Maringá, que foi o campeão.
Nesta temporada, o Toledo apostou em jovens jogadores e fez uma primeira fase de altos e baixos. Após quatro jogos de invencibilidade no início do Estadual, o TEC perdeu três jogos consecutivos e ficou próximo de ser rebaixado com antecedência. No entanto, o goleiro Kauã Gomes defendeu um pênalti no último lance do empate sem gols com o Rio Branco e se destacou na vitória fora de casa por 1 a 0 contra o Paranavaí.
“O balanço que a gente faz é que teve um ótimo início de campeonato, com quatro jogos de invencibilidade, e a expectativa de conseguir a classificação com mais tranquilidade. Até aquele momento, a equipe vinha se comportando bem, sofrendo com poucos gols, mas teve um revés em casa para o Laranja Mecânica e duas derrotas em confrontos diretos com Batel, que foi o único jogo que levou mais de dois gols após a expulsão no primeiro tempo, e Paraná. A equipe do Toledo é muito jovem e, naquele momento de oscilação, alguns atletas sentiram as derrotas”, conta Juari Juliano, que também ressalta a garra do time na reta final.
“A gente, dentro dos trabalhos no dia a dia, tentava passar confiança para eles até porque dependia só das nossas forças. A gente empatou com o Rio Branco, teve oportunidades para marcar o gol, mas não fez. E quase foi rebaixado em um pênalti mal marcado no final, mas o nosso goleiro teve um fator prepoderante para estar aqui hoje. Diante do Paranavaí, era tudo ou nada e a gente precisava jogar tudo e mais um pouco para garantir a permanência e a vaga na próxima fase”, complementa o técnico.
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