Álbum da Copa: trocas de figurinhas reúnem famílias em bancas, livrarias, parques e shoppings; veja locais
Espaço para troca de figurinhas no Shopping RioMar Camile Barros/Divulgação A troca de figurinhas da edição 2026 do tradicional álbum da Copa do Mundo reúne colecionadores em diferentes estabelecimentos do Grande Recife para "negociar" jogadores das seleções participantes (veja mais abaixo lista com pontos de troca). Com pacotes vendidos a R$ 7, o custo para completar o álbum pode ultrapassar R$ 1 mil. Bancas de revista, livrarias, parques e shoppings prepararam espaços exclusivos para receber os colecionadores. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE A advogada Waleska de Andrade Moreira Fernandes, por exemplo, costuma levar o filho de 11 anos, João Pedro, ao Parque da Jaqueira e a shoppings para trocar figurinhas. Ela conta que esta é a segunda vez que o filho monta o álbum e vê a atividade como uma oportunidade para incentivar momentos ao ar livre e reduzir o tempo de telas. "Eu vejo esse movimento como uma ótima oportunidade para as crianças e jovens interagirem socialmente, o que está faltando um pouco hoje em dia. E, principalmente, saírem das telas", conta. Vídeos em alta no g1 Ela conta também que, junto com o marido, estabeleceu um combinado com o filho sobre a compra de figurinhas. João Pedro só ganha novas se mantiver os estudos em dia. Além disso, a família definiu um limite semanal de compras e aproveita o momento para ensinar educação financeira. "Para ganhar figurinhas, ele precisa manter os estudos em dia, já que a ansiedade para colar figurinhas pode atrapalhar um pouco a dinâmica dos estudos. Por semana, compramos entre quatro e seis pacotes. Nestes últimos dias, os tios e avós também contribuíram com alguns pacotes, para a felicidade dele. Também estamos aproveitando para mostrar a necessidade de economizar, não comprar besteiras e guardar dinheiro", detalhou. João Pedro de Andrade Fernandes, de 11 anos, trocando figurinhas no Parque da Jaqueira Reprodução/WhatsApp A enfermeira Livia Araújo Sena Reis conta que o filho, Heitor Sena Reis, de 12 anos, também está completando o álbum pela segunda vez. Segundo ela, além da interação entre as crianças, a atividade desperta o interesse pelos países participantes e pelos jogadores. "Já fomos na troca da livraria Leitura no Shopping RioMar e também no Shopping Plaza. Ele também troca com os colegas da escola no momento que é permitido, durante o intervalo. (...) Costumo deixá-lo autônomo para as trocas com as outras crianças. Incentivo demais essa interação. Nesse mundo tão digital, é importante ter momentos como esses", disse. Em casa, a dinâmica de compra das figurinhas também envolve outros familiares. Heitor também pode usar parte da mesada para adquirir pacotes, mas com limites. "O custo para completar o álbum é caro, a dinâmica que fazemos aqui em casa é pedir ajuda dos avós e tios também, além da mesada, que ele pode utilizar uma parte e, o resto, o papai e a mamãe vão comprando. Fazemos de forma que ele possa ir curtindo aos poucos, não compramos muitos de uma só vez, para ir aproveitando ao máximo esse momento", disse. Livia Araújo Sena Reis e seu filho, Heitor Sena Reis, de 12 anos, trocando figurinhas no Recife Reprodução/WhatsApp Bancas de revista No bairro do Derby, área central do Recife, o proprietário da Banca Zapp, Jesus Junior, promove há 20 anos encontros entre colecionadores. Atualmente, o destaque é o álbum da Copa do Mundo, mas ele afirma que as trocas acontecem durante todo o ano. "Todo sábado a gente faz, tendo Copa ou não. Porque sempre tem álbum de figurinha. Os álbuns mais bombados são os de futebol. De vez em quando, outros álbuns também bombam. Por exemplo, agora aumentou muito a procura para K-pop. E tem os álbuns do Brasileirão e os da Uefa. Sempre tem álbum, não só em época de Copa", detalhou. Ele conta, ainda, que a movimentação aumentou significativamente nas últimas semanas, e isso tem atraído novos clientes para a banca, impulsionando também as vendas de outros produtos. "É de fazer fila na frente da banca, e a gente não para. Acabamos vendendo um pouco mais de tudo. Tem gente que chega aqui e diz: eita, uma banca de revista! Nem sabia que ainda existia banca de revista'. Muitas vezes o pessoal ainda acha que as bancas deixaram de existir, o que não é verdade. Esse é o momento de banca de revista. (...) Em geral, o faturamento realmente aumenta muito", disse. Segundo Jesus Junior, o hábito de colecionar figurinhas atravessa gerações e também fortalece laços familiares. "Eu costumo dizer que brincam dos 8 aos 80 anos. Às vezes tem pai que chega com o menino de meses de idade e fala: 'vou comprar para o meu filho'. Não é para o filho, é para ele. Ali está a lembrança dele. Tenho um cliente que tem um álbum para ele e um para os filhos. Eles fazem o mesmo álbum, mas é diferente, porque ele gosta de fazer e mantém a tradição, acaba trazendo os filhos", conta. Confira abaixo os pontos de troca de figurinhas: Zona Norte do Recife Zona Sul do Recife Olinda Shoppings Zona Norte do Recife Banca Zapp ⏰ Sábados e

Espaço para troca de figurinhas no Shopping RioMar Camile Barros/Divulgação A troca de figurinhas da edição 2026 do tradicional álbum da Copa do Mundo reúne colecionadores em diferentes estabelecimentos do Grande Recife para "negociar" jogadores das seleções participantes (veja mais abaixo lista com pontos de troca). Com pacotes vendidos a R$ 7, o custo para completar o álbum pode ultrapassar R$ 1 mil. Bancas de revista, livrarias, parques e shoppings prepararam espaços exclusivos para receber os colecionadores. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE A advogada Waleska de Andrade Moreira Fernandes, por exemplo, costuma levar o filho de 11 anos, João Pedro, ao Parque da Jaqueira e a shoppings para trocar figurinhas. Ela conta que esta é a segunda vez que o filho monta o álbum e vê a atividade como uma oportunidade para incentivar momentos ao ar livre e reduzir o tempo de telas. "Eu vejo esse movimento como uma ótima oportunidade para as crianças e jovens interagirem socialmente, o que está faltando um pouco hoje em dia. E, principalmente, saírem das telas", conta. Vídeos em alta no g1 Ela conta também que, junto com o marido, estabeleceu um combinado com o filho sobre a compra de figurinhas. João Pedro só ganha novas se mantiver os estudos em dia. Além disso, a família definiu um limite semanal de compras e aproveita o momento para ensinar educação financeira. "Para ganhar figurinhas, ele precisa manter os estudos em dia, já que a ansiedade para colar figurinhas pode atrapalhar um pouco a dinâmica dos estudos. Por semana, compramos entre quatro e seis pacotes. Nestes últimos dias, os tios e avós também contribuíram com alguns pacotes, para a felicidade dele. Também estamos aproveitando para mostrar a necessidade de economizar, não comprar besteiras e guardar dinheiro", detalhou. João Pedro de Andrade Fernandes, de 11 anos, trocando figurinhas no Parque da Jaqueira Reprodução/WhatsApp A enfermeira Livia Araújo Sena Reis conta que o filho, Heitor Sena Reis, de 12 anos, também está completando o álbum pela segunda vez. Segundo ela, além da interação entre as crianças, a atividade desperta o interesse pelos países participantes e pelos jogadores. "Já fomos na troca da livraria Leitura no Shopping RioMar e também no Shopping Plaza. Ele também troca com os colegas da escola no momento que é permitido, durante o intervalo. (...) Costumo deixá-lo autônomo para as trocas com as outras crianças. Incentivo demais essa interação. Nesse mundo tão digital, é importante ter momentos como esses", disse. Em casa, a dinâmica de compra das figurinhas também envolve outros familiares. Heitor também pode usar parte da mesada para adquirir pacotes, mas com limites. "O custo para completar o álbum é caro, a dinâmica que fazemos aqui em casa é pedir ajuda dos avós e tios também, além da mesada, que ele pode utilizar uma parte e, o resto, o papai e a mamãe vão comprando. Fazemos de forma que ele possa ir curtindo aos poucos, não compramos muitos de uma só vez, para ir aproveitando ao máximo esse momento", disse. Livia Araújo Sena Reis e seu filho, Heitor Sena Reis, de 12 anos, trocando figurinhas no Recife Reprodução/WhatsApp Bancas de revista No bairro do Derby, área central do Recife, o proprietário da Banca Zapp, Jesus Junior, promove há 20 anos encontros entre colecionadores. Atualmente, o destaque é o álbum da Copa do Mundo, mas ele afirma que as trocas acontecem durante todo o ano. "Todo sábado a gente faz, tendo Copa ou não. Porque sempre tem álbum de figurinha. Os álbuns mais bombados são os de futebol. De vez em quando, outros álbuns também bombam. Por exemplo, agora aumentou muito a procura para K-pop. E tem os álbuns do Brasileirão e os da Uefa. Sempre tem álbum, não só em época de Copa", detalhou. Ele conta, ainda, que a movimentação aumentou significativamente nas últimas semanas, e isso tem atraído novos clientes para a banca, impulsionando também as vendas de outros produtos. "É de fazer fila na frente da banca, e a gente não para. Acabamos vendendo um pouco mais de tudo. Tem gente que chega aqui e diz: eita, uma banca de revista! Nem sabia que ainda existia banca de revista'. Muitas vezes o pessoal ainda acha que as bancas deixaram de existir, o que não é verdade. Esse é o momento de banca de revista. (...) Em geral, o faturamento realmente aumenta muito", disse. Segundo Jesus Junior, o hábito de colecionar figurinhas atravessa gerações e também fortalece laços familiares. "Eu costumo dizer que brincam dos 8 aos 80 anos. Às vezes tem pai que chega com o menino de meses de idade e fala: 'vou comprar para o meu filho'. Não é para o filho, é para ele. Ali está a lembrança dele. Tenho um cliente que tem um álbum para ele e um para os filhos. Eles fazem o mesmo álbum, mas é diferente, porque ele gosta de fazer e mantém a tradição, acaba trazendo os filhos", conta. Confira abaixo os pontos de troca de figurinhas: Zona Norte do Recife Zona Sul do Recife Olinda Shoppings Zona Norte do Recife Banca Zapp ⏰ Sábados e domingos, das 10h às 18h

