Ancelotti explica queda para a Noruega e já projeta início de novo ciclo
A amarga eliminação do Brasil para a Noruega com derrota por 2 a 1 nas oitavas de final da Copa do Mundo 2026, no último domingo (5), no MetLife Stadium, deixou o técnico Carlo Ancelotti abatido. Após o revés, o técnico admitiu a frustração com a queda precoce, mas defendeu o desempenho da seleção e […]
A amarga eliminação do Brasil para a Noruega com derrota por 2 a 1 nas oitavas de final da Copa do Mundo 2026, no último domingo (5), no MetLife Stadium, deixou o técnico Carlo Ancelotti abatido.
Após o revés, o técnico admitiu a frustração com a queda precoce, mas defendeu o desempenho da seleção e afirmou que o resultado deve marcar o início de uma nova etapa no trabalho.
Depois de um início de jogo nervoso, Ancelotti destacou que o Brasil teve controle de parte da partida e criou oportunidades para sair com a classificação. Para o italiano, a equipe tinha condições de ir mais longe na competição e defendeu o elenco montado.
“Eu acho que o Brasil, com este elenco, podia competir até o final desta Copa do Mundo. Também me parecia que o jogo de hoje era uma partida que a equipe tinha controlado. Tivemos oportunidades”, afirmou.
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Noruega fica com posse de bola e Brasil aposta no contra-ataque
Com apenas 34% de posse de bola contra 66% da Noruega, o Brasil teve dificuldades para controlar a partida nas oitavas de final da Copa do Mundo. Depois da eliminação, Ancelotti explicou a estratégia adotada e afirmou que a seleção evitou uma pressão mais alta pelo risco de deixar Haaland em situação de velocidade no mano a mano./https%3A%2F%2Fmedia.umdoisesportes.com.br%2Fmain%2F2026%2F07%2Fmontagem-20.jpg)
Mesmo com a cautela, o plano não foi suficiente. Haaland marcou dois gols no segundo tempo e acabou com o sonho brasileiro do hexacampeonato.
“Era muito mais complicado fazer uma pressão alta, porque a Noruega colocava muitos jogadores atrás e baixava muito o Odegaard. Então, fazer uma pressão muito alta era um risco pela velocidade do Haaland no um contra um”, explicou.
Ancelotti foi questionado sobre cobrador de pênalti
Um dos principais lances da eliminação brasileira foi o pênalti desperdiçado por Bruno Guimarães ainda no primeiro tempo. Depois da partida, Ancelotti explicou a escolha do meio-campista para a cobrança.
Segundo o italiano, a decisão foi tomada com base em um levantamento interno feito pela comissão técnica ao longo do último ano. Neymar e Raphinha eram considerados os principais cobradores da seleção, mas não estavam disponíveis naquele momento./https%3A%2F%2Fmedia.umdoisesportes.com.br%2Fmain%2F2026%2F07%2Fbruno-guimaraes-brasil-noruega.jpg)
“Fizemos uma estatística de um ano, com jogadores adversários e também os nossos. O melhor batedor da seleção era o Neymar, Raphinha, obviamente, mas naquele momento ele não estava em campo. Depois vinha o Igor Thiago, depois o Bruno Guimarães e, na sequência, o Martinelli”, disse.
“Escolhemos o Bruno Guimarães porque entendíamos que ele era o melhor cobrador entre os jogadores que estavam em campo naquele momento”, completou.
Técnico fala em novo ciclo após eliminação
Apesar da frustração pela queda, Ancelotti tentou projetar o futuro da seleção brasileira. O treinador afirmou que uma derrota como essa precisa ser encarada como ponto de partida para uma nova fase. Carlo Ancelotti chegou a seleção em junho de 2025 e tem contrato com a CBF até a próxima Copa do Mundo.
“Quando passa um momento assim, você precisa pensar que uma derrota é o começo de uma nova aventura, de uma nova temporada. Temos que seguir trabalhando, melhorando e encontrando novas ideias. Eu acredito que não é o fim, é o início de um novo ciclo”, completou.

