Athletico entrega até a alma, mas perde com erros primários de Zapelli a Odair

Há coisas na vida para as quais não existe consolo. No futebol, não há solidariedade que conforte o sentimento da derrota. Mas, há derrotas que precisam de compreensão, como essa do Athletico para o Fluminense por 3 a 2, no Maracanã. Vejam vocês e meditem: o Furacão jogou 60 minutos sem Zapelli, expulso, e 50 […]

Mar 15, 2026 - 21:00
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Athletico entrega até a alma, mas perde com erros primários de Zapelli a Odair

Há coisas na vida para as quais não existe consolo. No futebol, não há solidariedade que conforte o sentimento da derrota. Mas, há derrotas que precisam de compreensão, como essa do Athletico para o Fluminense por 3 a 2, no Maracanã.

Vejam vocês e meditem: o Furacão jogou 60 minutos sem Zapelli, expulso, e 50 minutos, sem o seu excelente zagueiro Carlos Terán, machucado, contra o imbatível Fluminense de Zubeldia, no Maracanã.

Quando sofreu o terceiro gol, de Arana, aos 94 minutos de jogo, já havia entregue tudo, até a alma. Esgotado física e emocionalmente, não tinha mais o que entregar.

Compreender não significa reclamar por injustiça. Ao contrário, os fatores imediatos que provocaram a derrota, foram criados pelo Athletico: a falha conjunta do sofrível zagueiro Artur Dias e do goleiro Santos, no gol de empate de Hércules, a agressão evitável de Zapelli em Samuel Xavier, que resultou na expulsão, e gol que Viveros perdeu, à frente do goleiro Fábio.

Há quem possa afirmar que esses fatores são previsíveis em um jogo. Concordo, mas, pelo poder que tem esse Fluminense, jogando no Maracanã, esses erros primários bem que poderiam ser evitados.

E não se diga que em qualquer circunstâncias, o Fluminense, pela lógica iria ganhar. Da forma como o Athletico se ofereceu para o jogo, a lógica como solução passou a ser duvidosa. Foi o Furacão que saiu na frente, com o gol de Mendoza, aos 5’ de jogo. E quando Canobbio fez o segundo gol carioca, o Athletico já estava com dez, sem Zapelli.

E, aí, o treinador Odair Hellmann errou ao não recompor o meio campo com Jadson, como fez no intervalo. Lembrou o erro de Felipão, na final da Libertadores, em Guayaquil (2022), quando esperou o intervalo para arrumar a defesa que perdera Pedro Henrique, naquela expulsão estranha contra o Flamengo.

Com apenas dez e Viveros perdendo gol, já exausto fisicamente, o Athletico ainda empatou com Luiz Gustavo. É dificil ter consolo em sofrer um gol que derrota e no último minuto.
Mas é possivel ter compreensão.

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