Athletico paga preço por arrogância e transforma classificação em obrigação
Por regra, a vitória no futebol é uma obrigação de meio. Pelo fato de um jogo envolver várias circunstâncias, inclusive a do imprevisto, a regra sempre precisa de uma análise ponderada. Mas, não sendo absoluta, há exceções. É quando o time que, em tese, é obrigado a vencer provoca uma situação que poderia evitar. É […]
Por regra, a vitória no futebol é uma obrigação de meio. Pelo fato de um jogo envolver várias circunstâncias, inclusive a do imprevisto, a regra sempre precisa de uma análise ponderada.
Mas, não sendo absoluta, há exceções. É quando o time que, em tese, é obrigado a vencer provoca uma situação que poderia evitar.
É o caso do Athletico.
Pela Copa do Brasil, jogando na Baixada contra o Atlético-GO, então na zona de rebaixamento da Série B, o Furacão foi soberbo no sentido negativo: arrogante. E o mais grave foi isso partir justamente de quem, pela seriedade, não se esperava: o treinador Odair Hellmann.
Supervalorizando um time de limites, escalou uma péssima versão do Furacão. O resultado foi um empate sem gols contra o time goiano, criando um problema que agora terá de ser resolvido em um estádio apertado, com torcida fanática e um adversário cheio de ilusão para seguir em frente./https%3A%2F%2Fmedia.umdoisesportes.com.br%2Fmain%2F2026%2F04%2Fbenavidez-athletio-atletico-go-copa-do-brasil.jpg)
E ilusão, às vezes, transforma-se em virtudes técnicas e emocionais inesperadas. O time pequeno pode já não ser tão pequeno assim.
Por isso, a vitória do Athletico, em Goiânia, alcançou o estágio de obrigação. Seja com a bola rolando, seja nos pênaltis, um fracasso terá consequências desagradáveis para o treinador Hellmann, para os jogadores e para o clube, tanto pela perda de prestígio quanto pelo prejuízo financeiro.
O retorno de Benavídez, Lucas Esquivel e Viveros aproxima ainda mais o Athletico do cumprimento dessa obrigação. Sem Luiz Gustavo por um bom tempo, talvez seja o caso de dar a última chance para Zapelli.
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