Autoridade investiga possível vazamento de material radioativo no Ipen, na USP
Vista aérea do Instituto Nacional de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) Roberto Fraga A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) investiga uma denúncia sobre uma suposta contaminação por material radioativo ocorrida em 29 de maio no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), na Cidade Universitária, Zona Oeste de São Paulo. O caso veio à tona após o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal no Estado de São Paulo (Sindsef-SP) e a Associação dos Servidores do Ipen (Assipen) encaminharem à direção do instituto e à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) um pedido de informações oficiais sobre a ocorrência e as medidas adotadas. A ANSN informou ainda que solicitou informações ao órgão envolvido para verificar os fatos relatados e afirmou que a investigação está em andamento. "Neste momento, a investigação encontra-se em andamento, não havendo, por ora, informações adicionais a serem divulgadas", informou a ANSN. O órgão acrescentou que todas as denúncias recebidas relacionadas a instalações radiativas são tratadas com seriedade e submetidas aos procedimentos de apuração cabíveis. Segundo informações preliminares citadas pelas entidades, a situação teria exigido procedimentos emergenciais de descontaminação radiológica, retenção de roupas utilizadas por trabalhadores envolvidos, incluindo terceirizados, e atuação da equipe de Proteção Radiológica para controle da ocorrência. Ainda de acordo com o relato do sindicato, parte dos procedimentos de descontaminação teria ocorrido em locais não destinados especificamente para esse tipo de atendimento, o que, segundo as entidades, levanta preocupações sobre a infraestrutura disponível e o cumprimento dos protocolos de segurança exigidos para atividades que envolvem materiais radioativos. Agora no g1 No documento, Sindsef-SP e Assipen afirmam que é necessária a divulgação de informações oficiais sobre o material envolvido, o número de trabalhadores potencialmente atingidos, os níveis de contaminação detectados, os riscos à saúde dos envolvidos e as medidas adotadas para contenção da ocorrência. As entidades também relacionam o suposto incidente a problemas estruturais enfrentados pelo instituto ao longo dos últimos anos. Representantes dos trabalhadores vêm denunciando cortes orçamentários, redução do quadro de pessoal e necessidade de investimentos em infraestrutura, concursos públicos e fortalecimento do Programa Nuclear Brasileiro. O documento afirma ainda que outros episódios já teriam ocorrido na instituição em razão de limitações orçamentárias, redução de pessoal e falhas de gestão. As entidades também apontam atraso superior a um ano na realização de exames médicos específicos de servidores que trabalham diretamente com materiais ou substâncias radioativas. Sindsef-SP e Assipen defendem maior transparência na divulgação de informações sobre ocorrências envolvendo materiais radioativos e afirmam que continuarão cobrando esclarecimentos e apuração rigorosa dos fatos. De acordo com a Universidade de São Paulo (USP), os questionamentos sobre o caso deveriam ser direcionados à assessoria de imprensa do Ipen. Já a Polícia Militar Ambiental informou que, em situações desse tipo, a autoridade responsável é a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN). A reportagem também acionou o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) e a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e aguarda retorno. O que diz a ANSN "A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) tomou conhecimento dos fatos por meio de denúncia anônima recebida pela instituição. Como ocorre com todas as denúncias relacionadas a instalações radiativas, independentemente de sua origem ou identificação do denunciante, esta foi encaminhada para análise da Diretoria de Instalações Radiativas e Controle (DIRC), responsável pela apuração técnica da ocorrência. No âmbito das providências adotadas, foram solicitadas informações ao órgão envolvido para verificação dos fatos relatados. Neste momento, a investigação encontra-se em andamento, não havendo, por ora, informações adicionais a serem divulgadas. A ANSN ressalta que todas as denúncias recebidas são tratadas com a devida seriedade e submetidas aos procedimentos de apuração cabíveis."

Vista aérea do Instituto Nacional de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) Roberto Fraga A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) investiga uma denúncia sobre uma suposta contaminação por material radioativo ocorrida em 29 de maio no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), na Cidade Universitária, Zona Oeste de São Paulo. O caso veio à tona após o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal no Estado de São Paulo (Sindsef-SP) e a Associação dos Servidores do Ipen (Assipen) encaminharem à direção do instituto e à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) um pedido de informações oficiais sobre a ocorrência e as medidas adotadas. A ANSN informou ainda que solicitou informações ao órgão envolvido para verificar os fatos relatados e afirmou que a investigação está em andamento. "Neste momento, a investigação encontra-se em andamento, não havendo, por ora, informações adicionais a serem divulgadas", informou a ANSN. O órgão acrescentou que todas as denúncias recebidas relacionadas a instalações radiativas são tratadas com seriedade e submetidas aos procedimentos de apuração cabíveis. Segundo informações preliminares citadas pelas entidades, a situação teria exigido procedimentos emergenciais de descontaminação radiológica, retenção de roupas utilizadas por trabalhadores envolvidos, incluindo terceirizados, e atuação da equipe de Proteção Radiológica para controle da ocorrência. Ainda de acordo com o relato do sindicato, parte dos procedimentos de descontaminação teria ocorrido em locais não destinados especificamente para esse tipo de atendimento, o que, segundo as entidades, levanta preocupações sobre a infraestrutura disponível e o cumprimento dos protocolos de segurança exigidos para atividades que envolvem materiais radioativos. Agora no g1 No documento, Sindsef-SP e Assipen afirmam que é necessária a divulgação de informações oficiais sobre o material envolvido, o número de trabalhadores potencialmente atingidos, os níveis de contaminação detectados, os riscos à saúde dos envolvidos e as medidas adotadas para contenção da ocorrência. As entidades também relacionam o suposto incidente a problemas estruturais enfrentados pelo instituto ao longo dos últimos anos. Representantes dos trabalhadores vêm denunciando cortes orçamentários, redução do quadro de pessoal e necessidade de investimentos em infraestrutura, concursos públicos e fortalecimento do Programa Nuclear Brasileiro. O documento afirma ainda que outros episódios já teriam ocorrido na instituição em razão de limitações orçamentárias, redução de pessoal e falhas de gestão. As entidades também apontam atraso superior a um ano na realização de exames médicos específicos de servidores que trabalham diretamente com materiais ou substâncias radioativas. Sindsef-SP e Assipen defendem maior transparência na divulgação de informações sobre ocorrências envolvendo materiais radioativos e afirmam que continuarão cobrando esclarecimentos e apuração rigorosa dos fatos. De acordo com a Universidade de São Paulo (USP), os questionamentos sobre o caso deveriam ser direcionados à assessoria de imprensa do Ipen. Já a Polícia Militar Ambiental informou que, em situações desse tipo, a autoridade responsável é a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN). A reportagem também acionou o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) e a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e aguarda retorno. O que diz a ANSN "A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) tomou conhecimento dos fatos por meio de denúncia anônima recebida pela instituição. Como ocorre com todas as denúncias relacionadas a instalações radiativas, independentemente de sua origem ou identificação do denunciante, esta foi encaminhada para análise da Diretoria de Instalações Radiativas e Controle (DIRC), responsável pela apuração técnica da ocorrência. No âmbito das providências adotadas, foram solicitadas informações ao órgão envolvido para verificação dos fatos relatados. Neste momento, a investigação encontra-se em andamento, não havendo, por ora, informações adicionais a serem divulgadas. A ANSN ressalta que todas as denúncias recebidas são tratadas com a devida seriedade e submetidas aos procedimentos de apuração cabíveis."

