Brasileira corre atrás do sonho de competir no Mundial de Karatê
Ester Ossak, paranaense de 18 anos, está prestes a realizar o sonho de representar o Brasil no Campeonato Mundial de Karatê, que acontecerá na última semana de outubro no Cairo, Egito. A história da jovem com a modalidade começou quando ela tinha seis anos, através de um projeto social idealizado por seu pai. O objetivo […]
Ester Ossak, paranaense de 18 anos, está prestes a realizar o sonho de representar o Brasil no Campeonato Mundial de Karatê, que acontecerá na última semana de outubro no Cairo, Egito.
A história da jovem com a modalidade começou quando ela tinha seis anos, através de um projeto social idealizado por seu pai. O objetivo era apenas conhecer um esporte diferente, mas com o tempo, Ester tomou gosto pelo karatê, começou a competir e conquistou a faixa preta aos 16 anos.
“Fiquei deslumbrada pela logo no primeiro campeonato que participei. Era um regional para iniciantes, e eu era faixa amarela. Consegui o 1º lugar na modalidade de kihon-ippon. A partir disso, senti que precisava evoluir tecnicamente. Sempre busquei evoluir”, conta, em entrevista ao UmDois Esportes.
Ao longo de 12 anos de karatê, Ester acumula conquistas. Sua maior competição, até agora, foram os Jogos Pan-Americanos em 2023, quando ela foi vice-campeã em Kumite e medalha de bronze em kata. A vaga para a Seleção Brasileira veio justamente dos resultados de suas competições no Sul e Sudeste; a convocação só é feita a partir dos 18 anos e aconteceu logo que ela entrou na faixa-etária.
“Comecei a competir na categoria de 18 a 20 anos e fui campeã, vice campeã e terceiro lugar em diversas categorias que participei. É o resultado de muitos anos de dedicação e amor ao esporte. Ser convocada é a realização de um sonho, mas também o início de uma responsabilidade ainda maior”, comemora.
No Campeonato Mundial do Egito, Ester vai competir nas categorias individuais Kata, Kumite e Fukugo; os atletas das categorias em grupo ainda não foram anunciados pela federação. /https%3A%2F%2Fmedia.umdoisesportes.com.br%2Fmain%2F2026%2F07%2Fester-ossak-1.jpg)
Karatê como estilo de vida
Apesar de amar competir, o karatê vai muito além dos tatames na vida de Ester. Por praticar o esporte desde criança, ela agregou também os valores da modalidade em seu dia-a-dia e acredita que isso a ajudou a evoluir como pessoa.
“O karatê é uma filosofia de vida, vai muito além das lutas, medalhas e pódios; me ajudou a ser a mulher que sou hoje. Aprendi a ser disciplinada, resiliente, perseverante, a lidar melhor com vitórias e derrotas, enfrentar desafios e nunca desistir dos meus objetivos, dentro e fora do tatame”, avalia.
A jovem concilia treinos diários de duas com um trabalho pela manhã e faculdade de fisioterapia, além de treinos adicionais de pilates, musculação e sessões de fisioterapia para ela mesma.
Falta de apoio financeiro
A tão sonhada vaga na Seleção Brasileira já foi uma conquista para Ester, e apesar do lugar garantido na competição, ela ainda enfrenta outro grande desafio: arrecadar o dinheiro necessário para realizar a viagem.
A Federação de Karatê arcou apenas com as inscrições dos atletas, além de custos de treinadores e juízes brasileiros. Entre passagens aéreas, hospedagem, alimentação e até traslados para as competições, Ester estima que precisará juntar em torno de R$ 25 mil. Para isso, ela está realizando uma rifa nas redes sociais, além de organizar uma vaquinha online.
“Ela participará de seu primeiro mundial, é um orgulho imenso. A maior parte do desafio, que era a preparação técnica, a Ester já cumpriu com maestria. Agora, cumpre a nós ajudá-la a superar essa barreira financeira”, declara o sensei dela, Antonio Carlos Walger, do Dento Dojo, em Curitiba.
Para quem quiser ajudar com a rifa, o perfil no Instagram é @ester.ossak. Doações para a vaquinha podem ser feitas através desse link.

