Cármen Lúcia manifesta pesar pelo Supremo em crise às vésperas da eleição: 'Triste, envergonhada. Eu peço desculpas ao povo brasileiro'
Cármem Lúcia se diz envergonhada com sessão do STF
A ministra Cármen Lúcia também decidiu antecipar o voto dela. Mas, antes, se disse envergonhada por aquela sessão.
A ministra Cármen Lúcia abriu o voto com um alerta sobre os impactos do julgamento na imagem do Judiciário. Ela destacou que o tribunal deveria garantir tranquilidade para o cidadão nesse período eleitoral:
“Eu estou nessa sessão, como talvez muitos de meus colegas, em estado de profunda conternação e tristeza. Hoje, um dos colegas me dizia se eu estava aborrecida com alguma coisa. Não, eu disse: estou triste. Não apenas pelo tema que nos traz aqui, que teria sido aquele a ser decidido, mas porque este Supremo Tribunal Federal, guarda da Constituição por determinação nela expressa, provocou, acho, um mal-estar cívico em todas as cidadãs e cidadãos brasileiros nesses últimos dias. Eu me sinto, e estou falando apenas por mim - que fala pelo Supremo é Vossa Excelência, presidente -, eu me sinto até um pouco envergonhada, presidente, de no momento em que o Brasil está a menos de 20 dias da eleição, estarem todos voltados a questões do Supremo que são questões processuais, em parte com muita expressão, com questões graves mesmo. Mas nós não garantimos o rigor e a serenidade, que não é o papel de cidadã de juiz, eu deveria ter talvez ajudado mais a promover. O Poder Judiciário existe para tranquilizar o povo e nós geramos intranquilidade. Acho, e essa é a minha percepção. Acho que nós mesmos, neste Supremo, inebriamos o sentimento de justiça da cidadania brasileira nesses últimos dias".
Cármem Lúcia se diz envergonhada com sessão do STF
A ministra Cármen Lúcia também decidiu antecipar o voto dela. Mas, antes, se disse envergonhada por aquela sessão.
A ministra Cármen Lúcia abriu o voto com um alerta sobre os impactos do julgamento na imagem do Judiciário. Ela destacou que o tribunal deveria garantir tranquilidade para o cidadão nesse período eleitoral:
“Eu estou nessa sessão, como talvez muitos de meus colegas, em estado de profunda conternação e tristeza. Hoje, um dos colegas me dizia se eu estava aborrecida com alguma coisa. Não, eu disse: estou triste. Não apenas pelo tema que nos traz aqui, que teria sido aquele a ser decidido, mas porque este Supremo Tribunal Federal, guarda da Constituição por determinação nela expressa, provocou, acho, um mal-estar cívico em todas as cidadãs e cidadãos brasileiros nesses últimos dias. Eu me sinto, e estou falando apenas por mim - que fala pelo Supremo é Vossa Excelência, presidente -, eu me sinto até um pouco envergonhada, presidente, de no momento em que o Brasil está a menos de 20 dias da eleição, estarem todos voltados a questões do Supremo que são questões processuais, em parte com muita expressão, com questões graves mesmo. Mas nós não garantimos o rigor e a serenidade, que não é o papel de cidadã de juiz, eu deveria ter talvez ajudado mais a promover. O Poder Judiciário existe para tranquilizar o povo e nós geramos intranquilidade. Acho, e essa é a minha percepção. Acho que nós mesmos, neste Supremo, inebriamos o sentimento de justiça da cidadania brasileira nesses últimos dias".