Casa Branca acusa Otan de abandonar EUA no conflito com o Irã antes de encontro entre Trump e chefe da aliança

A Casa Branca acusou nesta quarta-feira (8) a Otan de ter dado as costas aos Estados Unidos durante a guerra contra o Irã, poucas horas antes de uma reunião entre o secretário-geral da aliança militar, Mark Rutte, e o presidente Donald Trump. "Eles foram postos à prova e falharam", declarou a secretária de imprensa Karoline Leavitt, citando palavras de Trump. "É bastante triste que a Otan tenha dado as costas ao povo americano nas últimas seis semanas, quando é justamente esse povo que financia sua defesa", acrescentou. Questionada sobre uma possível retirada dos Estados Unidos da aliança, Leavitt respondeu que o tema já foi mencionado pelo presidente e poderá ser discutido no encontro com Rutte. Antes do encontro, o secretário-geral da Otan conversou com o secretário de Estado americano, Marco Rubio. Segundo o Departamento de Estado, as conversas abordaram as operações militares contra o Irã, a guerra na Ucrânia e o reforço da coordenação e da divisão de encargos entre os aliados da Otan. Os Estados Unidos exercem papel militar central na aliança desde a criação da organização, em 1949. Trump, porém, tem cobrado maior participação dos aliados no financiamento e nas operações militares. Em 2025, os demais membros da Otan aprovaram aumento significativo dos gastos com defesa, dentro de um plano com metas até 2035. Rutte deve recorrer à relação pessoal com Trump para tentar reduzir as críticas do presidente americano à aliança. Trump costuma elogiar o chefe da Otan, a quem já chamou de "um cara formidável" e "genial". Ao mesmo tempo, critica países europeus por não apoiarem os EUA e Israel na ofensiva contra o Irã, iniciada no fim de fevereiro e atualmente em pausa após a trégua anunciada na terça-feira (7).

Abr 8, 2026 - 17:00
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Casa Branca acusa Otan de abandonar EUA no conflito com o Irã antes de encontro entre Trump e chefe da aliança
A Casa Branca acusou nesta quarta-feira (8) a Otan de ter dado as costas aos Estados Unidos durante a guerra contra o Irã, poucas horas antes de uma reunião entre o secretário-geral da aliança militar, Mark Rutte, e o presidente Donald Trump. "Eles foram postos à prova e falharam", declarou a secretária de imprensa Karoline Leavitt, citando palavras de Trump. "É bastante triste que a Otan tenha dado as costas ao povo americano nas últimas seis semanas, quando é justamente esse povo que financia sua defesa", acrescentou. Questionada sobre uma possível retirada dos Estados Unidos da aliança, Leavitt respondeu que o tema já foi mencionado pelo presidente e poderá ser discutido no encontro com Rutte. Antes do encontro, o secretário-geral da Otan conversou com o secretário de Estado americano, Marco Rubio. Segundo o Departamento de Estado, as conversas abordaram as operações militares contra o Irã, a guerra na Ucrânia e o reforço da coordenação e da divisão de encargos entre os aliados da Otan. Os Estados Unidos exercem papel militar central na aliança desde a criação da organização, em 1949. Trump, porém, tem cobrado maior participação dos aliados no financiamento e nas operações militares. Em 2025, os demais membros da Otan aprovaram aumento significativo dos gastos com defesa, dentro de um plano com metas até 2035. Rutte deve recorrer à relação pessoal com Trump para tentar reduzir as críticas do presidente americano à aliança. Trump costuma elogiar o chefe da Otan, a quem já chamou de "um cara formidável" e "genial". Ao mesmo tempo, critica países europeus por não apoiarem os EUA e Israel na ofensiva contra o Irã, iniciada no fim de fevereiro e atualmente em pausa após a trégua anunciada na terça-feira (7).