Com provocação e pancadaria no final, Maringá vence Ferroviária e conquista o inédito título da Série C

O Maringá é campeão da Série C de 2026. Neste sábado (24), o time paranaense venceu a Ferroviária por 2 a 1 na Arena Fonte Luminosa, em Araraquara, e conquistou o primeiro título nacional de sua história, aos 16 anos de fundação. A taça vem acompanhada de vaga direta na terceira fase da Copa do […]

Out 24, 2026 - 19:30
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Com provocação e pancadaria no final, Maringá vence Ferroviária e conquista o inédito título da Série C

O Maringá é campeão da Série C de 2026. Neste sábado (24), o time paranaense venceu a Ferroviária por 2 a 1 na Arena Fonte Luminosa, em Araraquara, e conquistou o primeiro título nacional de sua história, aos 16 anos de fundação. A taça vem acompanhada de vaga direta na terceira fase da Copa do Brasil e fecha a temporada uma temporada mágica, com o acesso à Série B.

O Dogão abriu dois gols de vantagem no primeiro tempo, com o meia Lucas Bonifácio e o atacante Ronald Camarão. No segundo tempo, aos 37 minutos, Denilson diminui e aumentou a tensão até o apito final. Na comemoração, porém, houve provocação e pancadaria entre atletas do Maringá e da Ferroviária.

No jogo de ida, no Willie Davids com mais de 12 mil pessoas, o time de Ivan Campanari ganhava até os acréscimos, mas tomou o empate da Locomotiva. Assim, em caso de nova igualmente, o campeão seria decidido nas penalidades máximas.

A arrancada de Campanari

O título coroa uma recuperação construída no meio do caminho. Campanari, auxiliar fixo da comissão técnica, assumiu o comando faltando três rodadas para o fim da primeira fase, depois da saída de Moisés Egert.

Com seu comando, o time somou dez jogos com cinco vitórias, quatro empates e uma derrota. Recuperou a consistência no momento em que a campanha tinha perdido o rumo, em julho, quando uma série de oito partidas sem vitória colocou o projeto sob cobrança. O acesso veio na última rodada do quadrangular decisivo, com a vitória por 2 a 0 sobre o Floresta, em 10 de outubro, no Willie Davids.

Um clube organizado como cooperativa

A taça também funciona como comprovação de sucesso de um modelo de gestão pouco comum na Terceirona. O Maringá é uma SAF com 27 acionistas, todos empresários da região, e nenhum deles tem mais de 6% das ações. Juntos, já aportaram cerca de R$ 30 milhões no clube, com déficit orçado em R$ 7 milhões para 2026. No início de cada ano, os sócios sabem exatamente quanto precisam colocar para o clube pagar as contas.

“O projeto do Maringá FC é sério, tem governança, metas, estratégia e responsabilidade”, afirmou o presidente João Victor Mazzer ao UmDois Esportes. “Acreditamos no longo prazo. No ano passado, jogamos a Série C contra uma Ponte Preta que não iria pagar os salários, mas que tinha uma folha três vezes maior do que a nossa. É dura essa realidade, mas no longo prazo o trabalho sério compensa.”

O planejamento começou em 2020, quando o clube ainda disputava a Segunda Divisão do Campeonato Paranaense e estabeleceu metas de crescimento. Veio o acesso à elite estadual naquele ano, a transformação em SAF em 2022, a estreia na Série D e na Copa do Brasil em 2023, a primeira Série C em 2025 e, agora, acesso e título inéditos.

As receitas acompanham o discurso. Em 2026, o Maringá arrecadou R$ 6,350 milhões em patrocínios, número alto para o padrão da Série C, e a venda de jogadores segue como pilar do caixa: a negociação do atacante Rômulo rendeu R$ 9,6 milhões no ano passado. Só a disputa da Série B representa incremento superior a 14 vezes o que o clube recebeu na Terceirona, cerca de R$ 1,8 milhão até a fase final.

“Fala-se que um time de Série B vale entre R$ 100 e R$ 120 milhões. Estamos criando o Maringá para a longevidade, organizando, pensando em torná-lo superavitário um dia”, disse Mazzer. “A realidade é brigar para não cair nos primeiros dois anos e depois se estabelecer na parte de cima da tabela. Nosso espelho é o Mirassol, o Criciúma, a Chapecoense. E Maringá tem uma população maior do que todos eles.”

Maringá é campeão da Série C. Foto: Filipe Barbosa/Agencia Enquadrar/Folhapress

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