Convocação cria ‘problema’ e faz Coritiba correr pela renovação de Morisco
A primeira convocação de Pedro Morisco por Carlo Ancelotti aumentou a pressão sobre o Coritiba pela renovação do contrato do goleiro. O atual vínculo dele com o Coxa termina em dezembro de 2027. Sem um acordo até o fim deste Brasileirão, o Piá do Couto começará a próxima temporada no último ano de vínculo com […]
A primeira convocação de Pedro Morisco por Carlo Ancelotti aumentou a pressão sobre o Coritiba pela renovação do contrato do goleiro. O atual vínculo dele com o Coxa termina em dezembro de 2027. Sem um acordo até o fim deste Brasileirão, o Piá do Couto começará a próxima temporada no último ano de vínculo com o clube.
Em um hipotético cenário ainda mais delicado, caso a renovação não seja selada até junho do ano que vem, o escolhido de Ancelotti poderá assinar um pré-contrato com outro clube.
Nesse caso, permaneceria no Coxa até dezembro da próxima temporada, mas poderia sair sem custos após o término do vínculo, o que representaria um duro golpe nos planos da diretoria alviverde.
O cenário pode parecer alarmista, sobretudo porque ainda há tempo para um acordo. Os prazos, porém, estão longe de ser confortáveis para o Coritiba: a convocação valoriza Morisco ainda mais e tende a elevar a pedida salarial por uma renovação neste momento.
Morisco também está há tempos no radar de clubes brasileiros e do exterior, com Bahia (Grupo City), Palmeiras e Flamengo entre os nomes já especulados. Também existe acompanhamento por parte do grupo Red Bull, que controla o Bragantino no país.
Em meio a este cenário, o empresário do goleiro, André Cury, esteve em Curitiba nesta semana — uma presença relevante pelo peso do agente no mercado da bola.
Cury trabalha com atletas como Estêvão e Vitor Roque e participou de grandes negociações do futebol mundial. A lista inclui as transferências de Ronaldinho Gaúcho do PSG para o Barcelona, Neymar do Santos para o clube catalão, Philippe Coutinho do Liverpool para o Barça e Ousmane Dembélé do Borussia Dortmund também para a equipe espanhola./https%3A%2F%2Fmedia.umdoisesportes.com.br%2Fmain%2F2025%2F08%2F14151307%2Fcom-ataque-criticado-coritiba-saida-brandao.jpg)
Trata-se, portanto, de um empresário experiente em grandes negociações que agora representa mais um atleta de seleção, jovem, valorizado e com um vínculo relativamente curto. Para Cury, é um cenário amplamente favorável na mesa de negociação.
Cury também administra a carreira de outros atletas em evidência no elenco alviverde, como o zagueiro Tiago Cóser, o emergente atacante Paulo Roberto, além do talentoso Lucas Ronier. Este último, assim como Morisco, tem contrato somente até o fim de 2027.
Sendo assim, a experiência de Cury e o momento de Morisco fortalecem o lado do jogador na negociação. Já a aproximação do fim do contrato aumenta o poder de barganha de clubes interessados e reduz a margem do Coritiba para exigir valores mais altos em uma eventual venda.
Oficialmente, o Coritiba limita-se a informar que a situação é tratada internamente. Embora burocrática, a resposta não reduz a importância de um tema que exige atenção e tende a ganhar urgência com o avanço do calendário.
O Coxa projeta Morisco como a maior venda da sua história, acima dos 8 milhões de euros recebidos por 80% dos direitos de Igor Paixão, negociado com o Feyenoord em 2022. A ambição alviverde parece ainda mais plausível diante dos 18 milhões de euros pagos ao rival Athletico por Bento, transferido para o futebol saudita.
Enquanto isso, Morisco segue como titular do Coritiba de Fernando Seabra, em boa campanha no Brasileirão e agora concentrado no Atletiba. Para a torcida, o momento é de festa. Nos bastidores, porém, a lógica agressivamente comercial do futebol exige agilidade e cautela dos cartolas.
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