Coritiba demite preparador após agressão a jogadora no Atletiba feminino
O Coritiba anunciou, na manhã desta quinta-feira (29), a demissão do preparador de goleiras envolvido na agressão à zagueira Júlia Tavares, do Imperial/Athletico. O episódio ocorreu durante o Atletiba feminino disputado na quarta-feira (28), no Estádio Olímpico, em Curitiba. O preparador havia sido afastado imediatamente após o clássico, enquanto o clube realizava uma apuração interna. […]
O Coritiba anunciou, na manhã desta quinta-feira (29), a demissão do preparador de goleiras envolvido na agressão à zagueira Júlia Tavares, do Imperial/Athletico. O episódio ocorreu durante o Atletiba feminino disputado na quarta-feira (28), no Estádio Olímpico, em Curitiba.
O preparador havia sido afastado imediatamente após o clássico, enquanto o clube realizava uma apuração interna. Com a conclusão do procedimento, o Coxa decidiu pelo desligamento definitivo de todas as funções.
De acordo com a súmula da partida, divulgada pela Federação Paranaense de Futebol (FPF), o nome do preparador é Jurandir Pereira. De acordo com o perfil do profissional no LinkedIn, Pereira trabalhou no próprio Imperial entre julho de 2022 e julho de 2025.
“O Coritiba repudia veementemente qualquer ato de violência ou agressão contra as mulheres. Essa atitude não representa os valores da nossa instituição”
— Coritiba, em nota oficial.
O clube também manifestou solidariedade à atleta do Imperial/Athletico e estendeu o apoio à equipe adversária e às demais jogadoras do futebol feminino. Na manifestação, o Alviverde reafirmou o compromisso de combater comportamentos que atinjam a integridade física ou moral das atletas.
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Agressão marcou vitória do Coritiba no Atletiba feminino
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O episódio aconteceu durante a vitória do Coritiba por 1 a 0 sobre o Imperial/Athletico, pela última rodada da primeira fase do Campeonato Paranaense Feminino.
Júlia Tavares tentava evitar que a bola saísse pela lateral quando foi atingida pelo integrante da comissão técnica alviverde. As imagens provocaram manifestações de repúdio do Imperial/Athletico, das jogadoras e da agência responsável pela carreira da defensora.
Dentro de campo, o resultado deixou o Coritiba na liderança, com nove pontos. Os dois clubes voltarão a se enfrentar na final do Estadual, que será disputada em jogos de ida e volta.
“Respeito não é opcional”, desabafou jogadora do Imperial/Athletico
A meio-campista Giovana Tolezani repudiou o episódio e afirmou que profissionais do futebol feminino precisam tratar as atletas com respeito, responsabilidade e profissionalismo.
“É triste ver que, mesmo em um espaço que deveria promover o respeito e o crescimento do esporte feminino, ainda precisemos nos deparar com atitudes como essa. Respeito não é opcional, independentemente das cores da camisa que se defende”
— Giovana Tolezani, jogadora do Imperial/Athletico.
Nota oficial do Coritiba: leia na íntegra
O Coritiba informa que, após a conclusão da apuração interna sobre o lamentável episódio ocorrido na partida da última quarta-feira (28), tomou a decisão pelo desligamento definitivo do preparador de goleiras de todas as suas funções no clube.
Manifestamos nossa mais sincera e irrestrita solidariedade à atleta do Imperial, estendendo o nosso apoio a toda a equipe adversária e às atletas do futebol feminino, que merecem um ambiente seguro, justo e de absoluto respeito dentro e fora de campo.
O Coritiba repudia veementemente qualquer ato de violência ou agressão contra as mulheres. Essa atitude não representa os valores da nossa instituição.
Reafirmamos nosso compromisso inegociável em combater comportamentos que atentem contra a integridade física e moral das atletas e em promover um esporte pautado pelo respeito e pela igualdade.
O COXA TAMBÉM É DELAS!
Leia a íntegra da nota do Imperial/Athletico
“O Imperial Futebol Clube vem a público manifestar seu mais profundo repúdio aos fatos ocorridos na partida disputada nesta data entre a equipe feminina do Coritiba Foot Ball Club e a equipe feminina do Imperial Futebol Clube/Athletico Paranaense.
Durante a partida, conforme registrado em imagens, uma de nossas atletas teria sido vítima de agressão física, por meio de uma cotovelada desferida por um integrante da comissão técnica adversária, identificado como preparador de goleiros.
Repudiamos veementemente qualquer forma de violência contra a mulher, especialmente em um ambiente esportivo, que deve ser pautado pelo respeito, pela segurança, pela igualdade e pela integridade física de todas as atletas.
É absolutamente inadmissível que uma mulher, no exercício de sua atividade esportiva, seja exposta a qualquer tipo de agressão física, intimidação ou violência, sobretudo por parte de um profissional que deveria zelar pelos princípios éticos e pelo respeito dentro do futebol.
A violência contra a mulher não pode ser normalizada, minimizada ou justificada em nenhuma circunstância. Nenhuma rivalidade esportiva, resultado ou situação de jogo está acima da dignidade, da integridade e da segurança de uma atleta.
O Imperial Futebol Clube manifesta total solidariedade à atleta envolvida e reafirma seu compromisso com a proteção, a valorização e o respeito às mulheres no esporte.
Reiteramos que situações dessa natureza devem ser rigorosamente apuradas pelas autoridades e entidades esportivas competentes, com a adoção das medidas cabíveis e a devida responsabilização, caso os fatos sejam confirmados.
O futebol feminino é um espaço de conquistas, respeito e valorização das mulheres. Não aceitaremos que a violência comprometa tudo aquilo que nossas atletas lutam diariamente para construir.
VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NÃO É JOGO. É INACEITÁVEL!
IMPERIAL FUTEBOL CLUBE
Respeito, dignidade e proteção às mulheres no esporte“.

