Da infância à internação psiquiátrica: idoso de 82 anos lança livro com poemas escritos por décadas no Rio
Idoso de 82 anos lança livro de poesias no Rio Divulgação/Pâmela Perez Um idoso de 82 anos anunciou o lançamento do seu 1º livro de poemas, no Rio de Janeiro, neste sábado (21), data em que se comemora o Dia Mundial da Poesia. De Altair Pinheiro, o livro se chama Poesias Agudas e reúne tetos escritos ao longo de décadas e que refletem sua trajetória pessoal, suas reflexões políticas e sua sensibilidade diante da vida cotidiana. O livro será publicado no primeiro semestre desse ano, pelo Coletivo Literário Macondo Casa Editorial e Letra Miúda, com ilustrações da artista Amanda Orbel, e marca a consolidação de uma história em que a escrita sempre foi instrumento de reflexão, resistência e sensibilidade. Altair Pinheiro carrega desde a infância uma profunda relação com a arte, a leitura e a observação do mundo. Crescido em um ambiente familiar marcado pela cultura e pelo estudo – com pai e tio músicos, uma irmã artista plástica e irmãos ligados às áreas da biologia e da contabilidade – Altair convivia com livros, jornais e música dentro de casa. Ainda assim, sentia dificuldade de dialogar. Foi então que encontrou na escrita um caminho de expressão. Assista ao vídeo com uma reportagem sobre a importância da leitura: Saiba a importância da leitura no tempo livre Entre os 9 e 10 anos de idade, começou a registrar seus pensamentos utilizando o papel que envolvia as antigas “bisnagas” de pão. Com pedaços de madeira, improvisava pequenos blocos de anotação e escrevia sobre suas inquietações e questionamentos. Já na adolescência, por volta dos 14 ou 15 anos, seus textos começaram a ganhar forma poética, carregando um tom crítico e questionador que permanece presente em suas obras. “Eu comecei a escrever muito cedo, com 9 ou 10 anos. Era uma forma de colocar para fora aquilo que eu não conseguia dizer”, conta. A trajetória do poeta também atravessa momentos de sofrimento psíquico e experiências com o antigo modelo de internação psiquiátrica. Ao longo da vida, ele passou por diferentes instituições, acompanhando de perto as transformações promovidas pela reforma psiquiátrica brasileira.

Idoso de 82 anos lança livro de poesias no Rio Divulgação/Pâmela Perez Um idoso de 82 anos anunciou o lançamento do seu 1º livro de poemas, no Rio de Janeiro, neste sábado (21), data em que se comemora o Dia Mundial da Poesia. De Altair Pinheiro, o livro se chama Poesias Agudas e reúne tetos escritos ao longo de décadas e que refletem sua trajetória pessoal, suas reflexões políticas e sua sensibilidade diante da vida cotidiana. O livro será publicado no primeiro semestre desse ano, pelo Coletivo Literário Macondo Casa Editorial e Letra Miúda, com ilustrações da artista Amanda Orbel, e marca a consolidação de uma história em que a escrita sempre foi instrumento de reflexão, resistência e sensibilidade. Altair Pinheiro carrega desde a infância uma profunda relação com a arte, a leitura e a observação do mundo. Crescido em um ambiente familiar marcado pela cultura e pelo estudo – com pai e tio músicos, uma irmã artista plástica e irmãos ligados às áreas da biologia e da contabilidade – Altair convivia com livros, jornais e música dentro de casa. Ainda assim, sentia dificuldade de dialogar. Foi então que encontrou na escrita um caminho de expressão. Assista ao vídeo com uma reportagem sobre a importância da leitura: Saiba a importância da leitura no tempo livre Entre os 9 e 10 anos de idade, começou a registrar seus pensamentos utilizando o papel que envolvia as antigas “bisnagas” de pão. Com pedaços de madeira, improvisava pequenos blocos de anotação e escrevia sobre suas inquietações e questionamentos. Já na adolescência, por volta dos 14 ou 15 anos, seus textos começaram a ganhar forma poética, carregando um tom crítico e questionador que permanece presente em suas obras. “Eu comecei a escrever muito cedo, com 9 ou 10 anos. Era uma forma de colocar para fora aquilo que eu não conseguia dizer”, conta. A trajetória do poeta também atravessa momentos de sofrimento psíquico e experiências com o antigo modelo de internação psiquiátrica. Ao longo da vida, ele passou por diferentes instituições, acompanhando de perto as transformações promovidas pela reforma psiquiátrica brasileira.

