'Domínio das Américas': há 13 anos, EUA decretaram o fim da Doutrina Monroe, que governo Trump quer resgatar
EUA publicam vídeo sobre doutrina e falam em domínio sobre as Américas O ano era 2013, e o então secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, decretava: "A era da Doutrina Monroe acabou". Kerry, que falava em nome do então presidente Barack Obama, se referia à doutrina criada há 200 anos sob a qual os EUA tratava a América Latina como uma espécie de "quintal" de influência exclusivo. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Treze anos depois, os Estados Unidos, agora sob o governo de Donald Trump, reivindicaram o resgate da mesma doutrina. ➡️ O Departamento de Estado dos Estados Unidos publicou na terça-feira (11) um vídeo em que afirma que o domínio do país em toda a América "nunca mais será questionado". A publicação apresenta um histórico da Doutrina Monroe e elogia a política: "A Doutrina Monroe moldou a política externa dos EUA por mais de dois séculos. O domínio americano no Hemisfério Ocidental nunca mais será questionado", diz a legenda da publicação. O vídeo divulgado pelo governo norte-americano ocorreu em um momento em que os EUA têm demonstrado apoio à direita na América Latina. Trump, por exemplo, apoiou aliados de Javier Milei nas eleições legislativas da Argentina de 2025, além de Abelardo de la Espriella, eleito presidente da Colômbia neste ano. Quando decretou o fim da mesma doutrina, durante discurso em uma cúpula da Organização dos Estados Americanos (OEA), John Kerry apontou metas opostas. Disse que, passadas as guerras mundiais e o período da Guerra Fria — em que Washington disputou com a então existente União Soviética zonas de influência —, os EUA começariam a mudar a relação com a América Latina. "O relacionamento que buscamos, e que trabalhamos duro para forjar, (...) é sobre todos os nossos países (das Américas) olhando uns aos outros como iguais, cooperando on questões de segurança e aderindo não a doutrinas, mas a decisões que nós fazemos como parceiros", discursou Kerry. Veja, abaixo, detalhes sobre o discurso do ex-secretário de Estado na cúpula da OEA em 2013: Secretário de Estado americano anuncia o fim da Doutrina Monroe ENTENDA: O que é Doutrina Monroe, citada pelos EUA ao falar sobre o domínio das Américas No fim de 2025, o governo de Donald Trump já havia indicado o resgate da Doutrina Monroe em um documento que dava as bases para a política externa do Departamento de Estado. A declaração fez especialistas indicarem que, ao longo de 2026, a gestão Trump deveria expandir operações na América Latina e buscar liderar um protecionismo no Ocidente para fazer frente à China e à Rússia. Dias depois, os EUA invadiram a Venezuela e capturaram o então presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Novo vídeo No vídeo de terça-feira, o Departamento de Estado citou a operação que capturou Maduro, em 3 de janeiro, como o exemplo mais recente da aplicação da doutrina norte-americana no continente. Segundo a gravação, a ação dos EUA enviou um "forte sinal a todo o hemisfério". Maduro foi levado para o território norte-americano para responder a acusações de narcoterrorismo e está preso em uma penitenciária de Nova York. A publicação apresenta a captura de Maduro como parte de uma política aplicada desde o século 19 e criada pelo então presidente James Monroe.

EUA publicam vídeo sobre doutrina e falam em domínio sobre as Américas O ano era 2013, e o então secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, decretava: "A era da Doutrina Monroe acabou". Kerry, que falava em nome do então presidente Barack Obama, se referia à doutrina criada há 200 anos sob a qual os EUA tratava a América Latina como uma espécie de "quintal" de influência exclusivo. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Treze anos depois, os Estados Unidos, agora sob o governo de Donald Trump, reivindicaram o resgate da mesma doutrina. ➡️ O Departamento de Estado dos Estados Unidos publicou na terça-feira (11) um vídeo em que afirma que o domínio do país em toda a América "nunca mais será questionado". A publicação apresenta um histórico da Doutrina Monroe e elogia a política: "A Doutrina Monroe moldou a política externa dos EUA por mais de dois séculos. O domínio americano no Hemisfério Ocidental nunca mais será questionado", diz a legenda da publicação. O vídeo divulgado pelo governo norte-americano ocorreu em um momento em que os EUA têm demonstrado apoio à direita na América Latina. Trump, por exemplo, apoiou aliados de Javier Milei nas eleições legislativas da Argentina de 2025, além de Abelardo de la Espriella, eleito presidente da Colômbia neste ano. Quando decretou o fim da mesma doutrina, durante discurso em uma cúpula da Organização dos Estados Americanos (OEA), John Kerry apontou metas opostas. Disse que, passadas as guerras mundiais e o período da Guerra Fria — em que Washington disputou com a então existente União Soviética zonas de influência —, os EUA começariam a mudar a relação com a América Latina. "O relacionamento que buscamos, e que trabalhamos duro para forjar, (...) é sobre todos os nossos países (das Américas) olhando uns aos outros como iguais, cooperando on questões de segurança e aderindo não a doutrinas, mas a decisões que nós fazemos como parceiros", discursou Kerry. Veja, abaixo, detalhes sobre o discurso do ex-secretário de Estado na cúpula da OEA em 2013: Secretário de Estado americano anuncia o fim da Doutrina Monroe ENTENDA: O que é Doutrina Monroe, citada pelos EUA ao falar sobre o domínio das Américas No fim de 2025, o governo de Donald Trump já havia indicado o resgate da Doutrina Monroe em um documento que dava as bases para a política externa do Departamento de Estado. A declaração fez especialistas indicarem que, ao longo de 2026, a gestão Trump deveria expandir operações na América Latina e buscar liderar um protecionismo no Ocidente para fazer frente à China e à Rússia. Dias depois, os EUA invadiram a Venezuela e capturaram o então presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Novo vídeo No vídeo de terça-feira, o Departamento de Estado citou a operação que capturou Maduro, em 3 de janeiro, como o exemplo mais recente da aplicação da doutrina norte-americana no continente. Segundo a gravação, a ação dos EUA enviou um "forte sinal a todo o hemisfério". Maduro foi levado para o território norte-americano para responder a acusações de narcoterrorismo e está preso em uma penitenciária de Nova York. A publicação apresenta a captura de Maduro como parte de uma política aplicada desde o século 19 e criada pelo então presidente James Monroe.

