Enfermeira que tentou salvar capitão da Marinha morto em restaurante detalha socorro: 'Tentamos reanimar por mais de uma hora'

Oficial da Marinha Mercante morre após ter parada cardiorrespiratória em Goiânia A enfermeira intensivista Daiane Martins detalhou ao g1 o socorro prestado ao capitão da Marinha Iran Peixoto Martins Costa, de 39 anos, dentro de um restaurante, em Goiânia. Ao lado de socorristas e de uma equipe de emergência, ela tentou reanimar o militar por mais de uma hora no chão do estabelecimento comercial antes da confirmação da morte. Iran morreu no domingo (27). Ele estava reunido com amigos no estabelecimento e começou a passar mal. Ao constatar que o capitão estava sem pulso, Daiane iniciou as massagens cardíacas mesmo tendo passado por uma cirurgia plástica havia 28 dias. Capitão de navio morre após passar mal em restaurante de Goiânia Em seguida, ela revezou as manobras com outro cliente que se apresentou como socorrista e assumiu o suporte respiratório com o apoio de brigadistas do local. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Com a chegada do Corpo de Bombeiros, a enfermeira auxiliou a equipe militar na intubação, aplicação de medicamentos e ventilação manual. Devido à instabilidade do quadro, todos os procedimentos foram realizados no próprio chão do estabelecimento. “Nós ficamos reanimando ele mais de uma hora. Ele estava tendo muito espasmo involuntário e as pessoas não entendem o que é isso, ficavam dizendo: ‘Ó, está voltando, está voltando’. Só que a gente sabia que não estava. Tentamos reanimar mais de uma hora, até que a pupila dilatou toda e não tinha mais o que fazer", contou Daiane. Iran estava reunido com amigos no estabelecimento e começo a passar mal. Nas redes sociais, a família informou que Iran sofreu uma parada cardiorrespiratória e que a causa da morte ainda não foi identificada. Iran Costa, de 39 anos, morreu em Goiânia Reprodução/Instagram de Iran Costa LEIA TAMBÉM: MORTE: Capitão de navio morre após passar mal em restaurante de Goiânia REANIMAÇÃO: Enfermeira tentou reanimar capitão da Marinha Mercante que morreu em restaurante de Goiânia, dizem bombeiros Homenagem: Amiga de capitão da Marinha Mercante que morreu em restaurante emociona: ‘Amor vai muito além dessa vida’ Enfermagem por amor Com mais de 15 anos de trajetória na área da saúde, Daiane destacou que a vocação para salvar vidas foi o que a motivou. A profissional atuou na linha de frente durante a pandemia de Covid-19 no antigo Hospital de Campanha de Goiânia (HCamp), onde foi a primeira enfermeira a admitir um paciente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da unidade e a última equipe [enfermeira] a deixar as instalações. Segundo a enfermeira, a harmonia e o preparo técnico do resgate permitiram que os procedimentos transcorressem de forma rápida e precisa. Ela elogiou a qualificação dos profissionais que atuaram na ocorrência e ressaltou que todos os esforços e protocolos possíveis foram empregados de maneira coordenada na tentativa de salvar o oficial. Daiane explicou que carrega como princípio pessoal acolher cada indivíduo com a máxima dedicação: “Todo paciente é o amor de alguém. Então, a gente sempre tem que tratar as pessoas como se aquela pessoa fosse o nosso próprio amor”, declarou. Capitão de navio Ao g1, amigos disseram que Iran era oficial da Marinha Mercante e habilitado para comandar embarcações que realizam o transporte de cargas e passageiros. Entre os destinos compartilhados por ele nas redes sociais estão Itália, Chile, Estados Unidos, África do Sul e Espanha.

Out 3, 2026 - 02:30
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Enfermeira que tentou salvar capitão da Marinha morto em restaurante detalha socorro: 'Tentamos reanimar por mais de uma hora'

Oficial da Marinha Mercante morre após ter parada cardiorrespiratória em Goiânia A enfermeira intensivista Daiane Martins detalhou ao g1 o socorro prestado ao capitão da Marinha Iran Peixoto Martins Costa, de 39 anos, dentro de um restaurante, em Goiânia. Ao lado de socorristas e de uma equipe de emergência, ela tentou reanimar o militar por mais de uma hora no chão do estabelecimento comercial antes da confirmação da morte. Iran morreu no domingo (27). Ele estava reunido com amigos no estabelecimento e começou a passar mal. Ao constatar que o capitão estava sem pulso, Daiane iniciou as massagens cardíacas mesmo tendo passado por uma cirurgia plástica havia 28 dias. Capitão de navio morre após passar mal em restaurante de Goiânia Em seguida, ela revezou as manobras com outro cliente que se apresentou como socorrista e assumiu o suporte respiratório com o apoio de brigadistas do local. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Com a chegada do Corpo de Bombeiros, a enfermeira auxiliou a equipe militar na intubação, aplicação de medicamentos e ventilação manual. Devido à instabilidade do quadro, todos os procedimentos foram realizados no próprio chão do estabelecimento. “Nós ficamos reanimando ele mais de uma hora. Ele estava tendo muito espasmo involuntário e as pessoas não entendem o que é isso, ficavam dizendo: ‘Ó, está voltando, está voltando’. Só que a gente sabia que não estava. Tentamos reanimar mais de uma hora, até que a pupila dilatou toda e não tinha mais o que fazer", contou Daiane. Iran estava reunido com amigos no estabelecimento e começo a passar mal. Nas redes sociais, a família informou que Iran sofreu uma parada cardiorrespiratória e que a causa da morte ainda não foi identificada. Iran Costa, de 39 anos, morreu em Goiânia Reprodução/Instagram de Iran Costa LEIA TAMBÉM: MORTE: Capitão de navio morre após passar mal em restaurante de Goiânia REANIMAÇÃO: Enfermeira tentou reanimar capitão da Marinha Mercante que morreu em restaurante de Goiânia, dizem bombeiros Homenagem: Amiga de capitão da Marinha Mercante que morreu em restaurante emociona: ‘Amor vai muito além dessa vida’ Enfermagem por amor Com mais de 15 anos de trajetória na área da saúde, Daiane destacou que a vocação para salvar vidas foi o que a motivou. A profissional atuou na linha de frente durante a pandemia de Covid-19 no antigo Hospital de Campanha de Goiânia (HCamp), onde foi a primeira enfermeira a admitir um paciente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da unidade e a última equipe [enfermeira] a deixar as instalações. Segundo a enfermeira, a harmonia e o preparo técnico do resgate permitiram que os procedimentos transcorressem de forma rápida e precisa. Ela elogiou a qualificação dos profissionais que atuaram na ocorrência e ressaltou que todos os esforços e protocolos possíveis foram empregados de maneira coordenada na tentativa de salvar o oficial. Daiane explicou que carrega como princípio pessoal acolher cada indivíduo com a máxima dedicação: “Todo paciente é o amor de alguém. Então, a gente sempre tem que tratar as pessoas como se aquela pessoa fosse o nosso próprio amor”, declarou. Capitão de navio Ao g1, amigos disseram que Iran era oficial da Marinha Mercante e habilitado para comandar embarcações que realizam o transporte de cargas e passageiros. Entre os destinos compartilhados por ele nas redes sociais estão Itália, Chile, Estados Unidos, África do Sul e Espanha.