Ex-Coritiba revela bastidores da tentativa de contratar Bruno Guimarães: “Ainda bem que foi para o Athletico”
Destaque da seleção brasileira na Copa do Mundo, Bruno Guimarães é ídolo do Athletico e muito lembrado por ter sido decisivo nos títulos da Sul-Americana de 2018 e da Copa do Brasil de 2019. Mas a história poderia ter sido diferente. Uma conversa no avião entre o empresário Alexis Malavolta e o então executivo de futebol […]
Destaque da seleção brasileira na Copa do Mundo, Bruno Guimarães é ídolo do Athletico e muito lembrado por ter sido decisivo nos títulos da Sul-Americana de 2018 e da Copa do Brasil de 2019. Mas a história poderia ter sido diferente. Uma conversa no avião entre o empresário Alexis Malavolta e o então executivo de futebol do Coritiba, Alex Brasil, quase levou o meio-campista para o maior rival.
Bruno Guimarães e o empresário estavam vindo para Curitiba para oficializar o acordo de empréstimo com o Athletico. O dirigente estava no mesmo voo e procurou saber informações para saber se tinha chance de atravessar o negócio. No entanto, o Coxa, que hoje é uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF), vivia uma realidade financeira complicada.
Em entrevista ao UmDois Esportes, Alex Brasil afirma que foi apenas uma conversa informal com Malavolta e avalia anos depois que a história poderia não ser a mesma se Bruno Guimarães tivesse ido para o Coritiba. “Tinha uns valores para pagar, mas o Coritiba na época não tinha. Foi uma coisa muito despretensiosa, pela relação que tenho com o Alexis Malavolta. O Bruno não era nem conhecido na época. Mas ainda bem que foi para o Athletico e virou o Bruno que está nos ajudando hoje para a seleção. Foi um encontro casual no avião”, comenta.
“Queria entender a operação. Eu nem recordo dos valores da época, mas o Coritiba não iria fazer investimento em um jogador que não era conhecido. Foi uma coisa do acaso, eles estavam no avião e eu entrei. O Alexis é meu amigo de muitos anos. Vi o Bruno jogando no Audax, mas nunca tinha sentado com ele. Depois, o Bruno vai para o Athletico e vira o Bruno. Talvez se tivesse ido para o Coritiba, não teria virado o Bruno Guimarães”, destaca Brasil, que hoje é dirigente do Santa Cruz.
Na versão de Bruno Guimarães, a proposta do Coritiba seria maior que a do Athletico. No entanto, o meio-campista comemora não ter mudado a decisão. “O Alexis chegou e me falou: ‘Ele quer te levar para o Coritiba de qualquer jeito’. Falou que dobra a proposta que o Athletico fez para o Audax. A gente só tem que ficar aqui mais dois dias que você vai para o Coritiba. Eu falei: ‘Não, que é isso, já tá tudo certo. Já falei pra minha mãe, pro meu pai, vou falar o quê? Eu quero ir para o Athletico’. Graças a Deus eu fui para o Athletico”, conta, em entrevista ao Charla Podcast.
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Athletico faturou mais de R$ 140 milhões com Bruno Guimarães
O Athletico contratou Bruno Guimarães por empréstimo de graça por um ano. Em fevereiro de 2018, comprou 70% dos direitos econômicos por R$ 800 mil. O presidente Mario Celso Petraglia precisou ir até Osasco para convencer o presidente do Audax, Mario Teixeira, a aceitar a proposta.
Com a camisa do Rubro-Negro, Bruno Guimarães dispuitou 109 partidas, marcou dez gols e conquistou quatro títulos (Campeonato Paranaense e Sul-Americana, em 2018, Levain Cup e Copa do Brasil, em 2019).
O meio-campista foi vendido para o Lyon, da França, por 20 milhões de euros (cerca de R$ 93 milhões na épóca). Depois, o Furacão ainda lucrou mais 8,42 milhões de euros (R$ 50,17 milhões) com a ida do jogador para o Newcastle, da Inglaterra, em 2022.
Bruno Guimarães brilha na Copa do Mundo
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Considerado o segundo principal jogador do Brasil até o momento, atrás somente de Vinicius Júnior, Bruno Guimarães chegou a quatro assistências neste Mundial e igualou Gerson, que atingiu o feito durante a campanha do tri, e Zico, que deu três passes para gols em 1982. O ex-volante do Athletico só está atrás de Pelé, que distribuiu seis passes também em 1970.
Além disso, Bruno Guimarães é o segundo principal garçom da Copa do Mundo e só está atrás do francês Olise, com cinco. De acordo com a Fifa, o volante da seleção brasileira acertou 394 passes nos quatro jogos, aproveitamento de 96%. Na fase de grupos, ele foi responsável pelas assistências para Vinicius Júnior contra Marrocos e Escócia e para Matheus Cunha também diante dos escoceses.
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