Israel comunica aos EUA que vai manter tropas em 'zonas de segurança' no Líbano, Síria e Gaza

Israel e Líbano fazem nova rodada de negociação em Roma com mediação americana O ministro da Defesa de Israel informou nesta quinta-feira (16) ao seu homólogo americano, Pete Hegseth, que Israel está determinado a manter suas forças em "zonas de segurança" que estabeleceu no Líbano, na Síria e na Faixa de Gaza. O gabinete de Israel Katz afirmou em um comunicado que os dois conversaram durante a noite e o ministro "ressaltou a determinação de Israel de permanecer nas zonas de segurança da Síria, Gaza e Líbano, com o objetivo de proteger as fronteiras de Israel e as comunidades próximas à fronteira contra as ameaças representadas pelas forças jihadistas". A declaração foi divulgada após o anúncio, por parte dos Estados Unidos, de que as negociações realizadas na terça e na quarta-feira em Roma entre Israel e Líbano foram "positivas" e que, "nos próximos dias", começaria a implementação das "zonas-piloto", das quais as tropas israelenses devem se retirar. O presidente americano, Donald Trump, pediu ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que retirasse as forças de Israel da Síria e do Líbano, segundo o portal Axios. Israel divulga mapa com 'zona de segurança' no sul do Líbano, com 10 km de distância para a fronteira do país Forças de Defesa de Israel / Divulgação As autoridades israelenses costumam mencionar as "zonas de segurança", cujos contornos permanecem imprecisos, mas que o governo de Israel situa ao longo das fronteiras. "Nunca pedimos aos Estados Unidos que operem em nosso lugar ao longo de nossas fronteiras", acrescenta o comunicado de Katz. No Líbano e em Gaza, as forças israelenses estão presentes nos territórios e efetuam operações diárias contra o Hezbollah e o Hamas. No caso do Líbano, as forças israelenses permanecem mobilizadas no que o Exército descreve como uma "zona de segurança" que se estende por quase 10 quilômetros dentro do território libanês, e continuam efetuando ataques limitados no sul. Em Gaza, o Exército israelense controla 60% do território. Está presente em todo o perímetro externo do território palestino, ao longo das fronteiras com Israel e com o Egito.

Jul 16, 2026 - 06:30
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Israel comunica aos EUA que vai manter tropas em 'zonas de segurança' no Líbano, Síria e Gaza

Israel e Líbano fazem nova rodada de negociação em Roma com mediação americana O ministro da Defesa de Israel informou nesta quinta-feira (16) ao seu homólogo americano, Pete Hegseth, que Israel está determinado a manter suas forças em "zonas de segurança" que estabeleceu no Líbano, na Síria e na Faixa de Gaza. O gabinete de Israel Katz afirmou em um comunicado que os dois conversaram durante a noite e o ministro "ressaltou a determinação de Israel de permanecer nas zonas de segurança da Síria, Gaza e Líbano, com o objetivo de proteger as fronteiras de Israel e as comunidades próximas à fronteira contra as ameaças representadas pelas forças jihadistas". A declaração foi divulgada após o anúncio, por parte dos Estados Unidos, de que as negociações realizadas na terça e na quarta-feira em Roma entre Israel e Líbano foram "positivas" e que, "nos próximos dias", começaria a implementação das "zonas-piloto", das quais as tropas israelenses devem se retirar. O presidente americano, Donald Trump, pediu ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que retirasse as forças de Israel da Síria e do Líbano, segundo o portal Axios. Israel divulga mapa com 'zona de segurança' no sul do Líbano, com 10 km de distância para a fronteira do país Forças de Defesa de Israel / Divulgação As autoridades israelenses costumam mencionar as "zonas de segurança", cujos contornos permanecem imprecisos, mas que o governo de Israel situa ao longo das fronteiras. "Nunca pedimos aos Estados Unidos que operem em nosso lugar ao longo de nossas fronteiras", acrescenta o comunicado de Katz. No Líbano e em Gaza, as forças israelenses estão presentes nos territórios e efetuam operações diárias contra o Hezbollah e o Hamas. No caso do Líbano, as forças israelenses permanecem mobilizadas no que o Exército descreve como uma "zona de segurança" que se estende por quase 10 quilômetros dentro do território libanês, e continuam efetuando ataques limitados no sul. Em Gaza, o Exército israelense controla 60% do território. Está presente em todo o perímetro externo do território palestino, ao longo das fronteiras com Israel e com o Egito.