Justiça aceita denúncia contra cardiologista por feminicídio da esposa em MS
Armas foram apreendidas pela polícia
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) recebeu a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) contra o médico João Jazbik Neto pelo feminicídio da companheira, a fisioterapeuta Fabíola Marcotti. Outros dois homens, que teriam ajudado o médico a alterar a cena do crime, também foram denunciados por fraude processual.
Ao receber a denúncia, o juiz Aluizio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, determinou ainda a quebra do sigilo dos autos do processo.
Denúncia revela novos detalhes
A manifestação do MPMS traz novos detalhes sobre a dinâmica do crime. Segundo a denúncia, antes de ser baleada na cabeça, Fabíola teria sido agredida com um objeto cortante, que não foi identificado no documento.
A vítima teria sido golpeada pelo menos duas vezes antes de cair e ser atingida pelo disparo. Para o Ministério Público, a circunstância evidencia um “sofrimento físico intenso e desnecessário” imposto à fisioterapeuta antes da morte.
A acusação também aponta evidências de violência psicológica sofrida por Fabíola antes do feminicídio. As informações foram baseadas em relatos de familiares e em registros feitos pela própria vítima em seu diário.
Segundo o documento, Fabíola relatava que o médico exercia controle sobre suas “ações, comportamentos e decisões”. A denúncia também aponta que, durante os conflitos do relacionamento, João Jazbik evitava conversar com a companheira como forma de “punição e controle emocional”.
Diante dessas práticas, ocorridas antes do crime, o médico também foi denunciado por violência psicológica contra a mulher.
Crimes atribuídos ao médico
Por fim, João Jazbik Neto foi denunciado pelos seguintes crimes:
Feminicídio qualificado por meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e emprego de arma de fogo de uso restrito;
Violência psicológica contra a mulher;
Posse irregular de arma de fogo de uso permitido e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito;
Fraude processual.
Alteração da cena do crime
Os outros dois denunciados por fraude processual são um motorista e um office-boy. Segundo a acusação, a atuação da dupla ocorreu logo após o feminicídio de Fabíola Marcotti.
Conforme a denúncia, seguindo orientações de João Jazbik Neto, os dois retiraram do cômodo onde ocorreu a morte um armário que continha diversas armas de fogo e munições, além de uma arma de fogo de cano longo. A retirada teria ocorrido antes da chegada dos policiais.
Durante as buscas na chácara onde o crime aconteceu, entretanto, a polícia localizou o armário escondido em outra residência existente no terreno. Os dois homens acabaram presos junto com o médico.
MP pede indenização
Para sustentar a acusação, o Ministério Público utiliza laudos periciais e depoimentos de testemunhas. A promotoria também solicitou a fixação de uma indenização financeira mínima para reparação dos danos causados pelo crime.
A denúncia agora será analisada no decorrer do processo, que poderá avançar para as próximas etapas previstas na Justiça.
Matéria em atualização***
Armas foram apreendidas pela polícia
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) recebeu a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) contra o médico João Jazbik Neto pelo feminicídio da companheira, a fisioterapeuta Fabíola Marcotti. Outros dois homens, que teriam ajudado o médico a alterar a cena do crime, também foram denunciados por fraude processual.
Ao receber a denúncia, o juiz Aluizio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, determinou ainda a quebra do sigilo dos autos do processo.
Denúncia revela novos detalhes
A manifestação do MPMS traz novos detalhes sobre a dinâmica do crime. Segundo a denúncia, antes de ser baleada na cabeça, Fabíola teria sido agredida com um objeto cortante, que não foi identificado no documento.
A vítima teria sido golpeada pelo menos duas vezes antes de cair e ser atingida pelo disparo. Para o Ministério Público, a circunstância evidencia um “sofrimento físico intenso e desnecessário” imposto à fisioterapeuta antes da morte.
A acusação também aponta evidências de violência psicológica sofrida por Fabíola antes do feminicídio. As informações foram baseadas em relatos de familiares e em registros feitos pela própria vítima em seu diário.
Segundo o documento, Fabíola relatava que o médico exercia controle sobre suas “ações, comportamentos e decisões”. A denúncia também aponta que, durante os conflitos do relacionamento, João Jazbik evitava conversar com a companheira como forma de “punição e controle emocional”.
Diante dessas práticas, ocorridas antes do crime, o médico também foi denunciado por violência psicológica contra a mulher.
Crimes atribuídos ao médico
Por fim, João Jazbik Neto foi denunciado pelos seguintes crimes:
Feminicídio qualificado por meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e emprego de arma de fogo de uso restrito;
Violência psicológica contra a mulher;
Posse irregular de arma de fogo de uso permitido e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito;
Fraude processual.
Alteração da cena do crime
Os outros dois denunciados por fraude processual são um motorista e um office-boy. Segundo a acusação, a atuação da dupla ocorreu logo após o feminicídio de Fabíola Marcotti.
Conforme a denúncia, seguindo orientações de João Jazbik Neto, os dois retiraram do cômodo onde ocorreu a morte um armário que continha diversas armas de fogo e munições, além de uma arma de fogo de cano longo. A retirada teria ocorrido antes da chegada dos policiais.
Durante as buscas na chácara onde o crime aconteceu, entretanto, a polícia localizou o armário escondido em outra residência existente no terreno. Os dois homens acabaram presos junto com o médico.
MP pede indenização
Para sustentar a acusação, o Ministério Público utiliza laudos periciais e depoimentos de testemunhas. A promotoria também solicitou a fixação de uma indenização financeira mínima para reparação dos danos causados pelo crime.
A denúncia agora será analisada no decorrer do processo, que poderá avançar para as próximas etapas previstas na Justiça.
Matéria em atualização***