No meio do campo, a biodiversidade também tem espaço no City Farm

Quando se fala em agronegócio, máquinas, lavouras, animais de produção e tecnologia costumam estar entre os primeiros elementos que vêm à cabeça. Mas, no campo, também existe uma diversidade de espécies que participa das relações ecológicas que acontecem diariamente. É justamente esse outro lado da produção que o estande de Ciências Biológicas da FAG pretende apresentar durante a VI edição do City Farm. Com uma proposta voltada à educação ambiental, a BioFAG levará ao evento animais vivos, exemplares de animais peçonhentos, ossadas e informações sobre a fauna da região. Entre os animais que poderão ser vistos pelo público estão jiboias, iguanas, ouriços e geckos. Também serão apresentados exemplares de cascavel, jararaca, coral, cobra-cipó e diferentes espécies de escorpiões. Jean Álvaro Fritz Garda, coordenador do curso de Ciências Biológicas do Centro FAG, explica que, mais do que expor os animais, a intenção é utilizá-los como ferramentas para despertar curiosidade e conhecimento. Segundo ele, o contato próximo ajuda a diminuir o medo e a desinformação em relação às espécies. A experiência também tem uma relação direta com a rotina de quem vive no campo. Animais peçonhentos, por exemplo, podem aparecer em propriedades rurais e, diante de um encontro inesperado, o conhecimento sobre como agir pode fazer diferença. No estande, a equipe orientará os visitantes sobre as características dos animais e sobre formas adequadas de lidar com essas situações, incluindo a busca por órgãos competentes para o resgate. Jiboia é uma das espécies que chama a atenção dos visitantes do City Farm. Divulgação/Júlia Oliveira Mourão. Acadêmico do 8º período de Ciências Biológicas e auxiliar de laboratório do Centro FAG, Eduardo Hipólito também participa das atividades de educação ambiental e do cuidado com os animais. Para ele, o contato direto facilita a compreensão sobre características e comportamentos que muitas vezes são desconhecidos pelo público. “É muito importante esse trabalho que a gente tem no City Farm. Estamos ali para passar o que sabemos dos animais, seja de comportamento, da parte ecológica, a relação que eles têm com o ambiente”, explica Eduardo. A dinâmica combina a observação dos animais com explicações sobre suas características. Segundo o acadêmico, um exemplar pode ser utilizado para mostrar estruturas específicas e explicar, por exemplo, mecanismos de defesa. Além dos animais vivos, as ossadas também podem ser utilizadas para apresentar características anatômicas das espécies. “Nos últimos anos, a gente tem percebido que a cada ano aumenta o fluxo de pessoas no estande da Biologia procurando por informações a respeito dos animais e querendo contato mesmo com esses animais e aprender mais sobre eles”, compartilha Jean. A proposta deste ano ganha ainda mais força com a presença de novos animais e conteúdos. As jiboias maiores, os geckos e outros animais devem chamar a atenção dos visitantes, mas o objetivo permanece sendo o mesmo: transformar a curiosidade em aprendizado. A BioFAG aproxima os visitantes de diferentes espécies e seus modos de vida. Divulgação/Júlia Oliveira Mourão. A biodiversidade conversa com a produção Para além da aproximação com os animais, a equipe da BioFAG pretende apresentar, durante o City Farm, resultados de uma pesquisa realizada desde o início do ano em um fragmento de mata localizado próximo a uma área de produção da FAG. O trabalho acompanha a biodiversidade presente no local e busca observar como as mudanças sazonais e as alterações nas culturas agrícolas influenciam o comportamento e a presença de diferentes espécies. A ideia central é levar ao público um retrato da biodiversidade encontrada na região e mostrar as relações que existem entre áreas de produção e ambientes naturais. Para o coordenador do curso, compreender essas relações é importante porque a área produtiva também é um ambiente onde diferentes interações ecológicas acontecem. Algumas delas podem, inclusive, beneficiar a própria produção. Entre os exemplos estão os animais que atuam como polinizadores, dispersores de sementes e controladores naturais de determinadas pragas. Na prática, a presença de áreas de mata próximas às lavouras pode oferecer abrigo, água e condições para a reprodução de espécies que também participam dessas relações. Com isso, alguns animais podem contribuir para o controle natural de organismos que afetam as plantações. É uma perspectiva que aproxima a Biologia de uma discussão cada vez mais presente no próprio setor produtivo: como utilizar o conhecimento sobre os ecossistemas para tornar os processos agrícolas mais eficientes e sustentáveis. Gato-maracajá encontrado no corredor ecológico da Fazenda Escola do Centro FAG. Divulgação/Ciências Biológicas FAG. Bioinsumo: um aliado da sustentabilidade Outro tema que estará presente no estande é o uso de bioinsumos. O curso de Ciências Biológicas tem acadêmicos realizando estágios e atividades nessa área, inclusive relacionados à produç

Set 25, 2026 - 15:30
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No meio do campo, a biodiversidade também tem espaço no City Farm

Quando se fala em agronegócio, máquinas, lavouras, animais de produção e tecnologia costumam estar entre os primeiros elementos que vêm à cabeça. Mas, no campo, também existe uma diversidade de espécies que participa das relações ecológicas que acontecem diariamente. É justamente esse outro lado da produção que o estande de Ciências Biológicas da FAG pretende apresentar durante a VI edição do City Farm. Com uma proposta voltada à educação ambiental, a BioFAG levará ao evento animais vivos, exemplares de animais peçonhentos, ossadas e informações sobre a fauna da região. Entre os animais que poderão ser vistos pelo público estão jiboias, iguanas, ouriços e geckos. Também serão apresentados exemplares de cascavel, jararaca, coral, cobra-cipó e diferentes espécies de escorpiões. Jean Álvaro Fritz Garda, coordenador do curso de Ciências Biológicas do Centro FAG, explica que, mais do que expor os animais, a intenção é utilizá-los como ferramentas para despertar curiosidade e conhecimento. Segundo ele, o contato próximo ajuda a diminuir o medo e a desinformação em relação às espécies. A experiência também tem uma relação direta com a rotina de quem vive no campo. Animais peçonhentos, por exemplo, podem aparecer em propriedades rurais e, diante de um encontro inesperado, o conhecimento sobre como agir pode fazer diferença. No estande, a equipe orientará os visitantes sobre as características dos animais e sobre formas adequadas de lidar com essas situações, incluindo a busca por órgãos competentes para o resgate. Jiboia é uma das espécies que chama a atenção dos visitantes do City Farm. Divulgação/Júlia Oliveira Mourão. Acadêmico do 8º período de Ciências Biológicas e auxiliar de laboratório do Centro FAG, Eduardo Hipólito também participa das atividades de educação ambiental e do cuidado com os animais. Para ele, o contato direto facilita a compreensão sobre características e comportamentos que muitas vezes são desconhecidos pelo público. “É muito importante esse trabalho que a gente tem no City Farm. Estamos ali para passar o que sabemos dos animais, seja de comportamento, da parte ecológica, a relação que eles têm com o ambiente”, explica Eduardo. A dinâmica combina a observação dos animais com explicações sobre suas características. Segundo o acadêmico, um exemplar pode ser utilizado para mostrar estruturas específicas e explicar, por exemplo, mecanismos de defesa. Além dos animais vivos, as ossadas também podem ser utilizadas para apresentar características anatômicas das espécies. “Nos últimos anos, a gente tem percebido que a cada ano aumenta o fluxo de pessoas no estande da Biologia procurando por informações a respeito dos animais e querendo contato mesmo com esses animais e aprender mais sobre eles”, compartilha Jean. A proposta deste ano ganha ainda mais força com a presença de novos animais e conteúdos. As jiboias maiores, os geckos e outros animais devem chamar a atenção dos visitantes, mas o objetivo permanece sendo o mesmo: transformar a curiosidade em aprendizado. A BioFAG aproxima os visitantes de diferentes espécies e seus modos de vida. Divulgação/Júlia Oliveira Mourão. A biodiversidade conversa com a produção Para além da aproximação com os animais, a equipe da BioFAG pretende apresentar, durante o City Farm, resultados de uma pesquisa realizada desde o início do ano em um fragmento de mata localizado próximo a uma área de produção da FAG. O trabalho acompanha a biodiversidade presente no local e busca observar como as mudanças sazonais e as alterações nas culturas agrícolas influenciam o comportamento e a presença de diferentes espécies. A ideia central é levar ao público um retrato da biodiversidade encontrada na região e mostrar as relações que existem entre áreas de produção e ambientes naturais. Para o coordenador do curso, compreender essas relações é importante porque a área produtiva também é um ambiente onde diferentes interações ecológicas acontecem. Algumas delas podem, inclusive, beneficiar a própria produção. Entre os exemplos estão os animais que atuam como polinizadores, dispersores de sementes e controladores naturais de determinadas pragas. Na prática, a presença de áreas de mata próximas às lavouras pode oferecer abrigo, água e condições para a reprodução de espécies que também participam dessas relações. Com isso, alguns animais podem contribuir para o controle natural de organismos que afetam as plantações. É uma perspectiva que aproxima a Biologia de uma discussão cada vez mais presente no próprio setor produtivo: como utilizar o conhecimento sobre os ecossistemas para tornar os processos agrícolas mais eficientes e sustentáveis. Gato-maracajá encontrado no corredor ecológico da Fazenda Escola do Centro FAG. Divulgação/Ciências Biológicas FAG. Bioinsumo: um aliado da sustentabilidade Outro tema que estará presente no estande é o uso de bioinsumos. O curso de Ciências Biológicas tem acadêmicos realizando estágios e atividades nessa área, inclusive relacionados à produção de alternativas biológicas para o manejo de pragas. A proposta da BioFAG é apresentar ao público como o conhecimento biológico pode contribuir para novas estratégias de manejo e para o desenvolvimento de soluções que dialoguem com as necessidades do setor. Para Eduardo, levar esse tipo de conhecimento ao público do City Farm também pode ampliar a aproximação entre a Biologia e o agronegócio. Segundo ele, essa aproximação pode ocorrer não apenas na educação ambiental, mas também em questões relacionadas à convivência entre produtores e biodiversidade e ao uso de alternativas como os bioinsumos. Assim, o estande de Ciências Biológicas amplia a experiência do City Farm ao trazer para perto do público animais que despertam curiosidade e, ao mesmo tempo, apresentar informações sobre o papel que diferentes espécies desempenham nos ambientes naturais e nas áreas de produção. A expectativa é que o visitante saia do estande conhecendo melhor a fauna regional e percebendo que, no campo, produção e biodiversidade estão inseridas em um mesmo ambiente e podem ser compreendidas a partir do conhecimento científico. A VI edição do City Farm FAG será realizada de 26 a 29 de novembro, no Centro FAG, em Cascavel. O evento reunirá empresas, produtores, profissionais, acadêmicos e visitantes em uma programação voltada ao agronegócio, à tecnologia, à inovação e ao conhecimento. Acesse o site e o Instagram do City Farm FAG para ficar por dentro de todas as informações do evento.