Nova joia do Athletico desafia o conservador Odair Hellmann

De repente, uma surpresa: nem só de colombianos e argentinos poderá viver o Athletico em 2026. Dos meias Dudu e João Cruz, e do zagueiro Arthur Dias, já se sabe que são exceções de uma fase rústica da base do CT do Caju. Agora, surge Bruninho, que aos 17 anos de idade, desafia as limitações de […]

Jan 11, 2026 - 16:30
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Nova joia do Athletico desafia o conservador Odair Hellmann

De repente, uma surpresa: nem só de colombianos e argentinos poderá viver o Athletico em 2026. Dos meias Dudu e João Cruz, e do zagueiro Arthur Dias, já se sabe que são exceções de uma fase rústica da base do CT do Caju.

Agora, surge Bruninho, que aos 17 anos de idade, desafia as limitações de berço. Parecendo um daqueles personagens exóticos saído dos contos de Guimarães Rosa, provoca o sentimento que, enfim, surge um craque. O último com essa qualidade produzido no CT do Caju foi daquela geração de Fernandinho, Dagoberto, Jádson e Kléberson.

E lá se vão 30 anos.

Quem vê Bruninho jogar não pode levar a sério algumas teorias cientificas adotadas, às vezes, pelo burro futurismo do CT do Caju. Uma dessas teorias foi aplicada para negar ao então menino Igor Thiago o direito de ser peneirado no Caju.

Descoberto pelo ex-centroavante Tico, que era olheiro do Athletico, aos 24 anos, Thiago é vice artilheiro da Premier League, com 16 gols, jogando no pequeno Brentford. Seu preço atual: 65 milhões de libras. Um dia, talvez, o Athletico explique a razão pela qual Thiago entrou por uma porta e saiu por outra do CT do Caju.

Bruninho marcou para o Athletico contra o Andraus. (Foto: Reinaldo Reginato/Fotoarena/Icon Sport).

Mas, voltemos a Dudu, João Cruz, Arthur Dias e Bruninho. Lá em cima, usei o verbo poder (poderá) no tempo futuro, porque o treinador Odair Hellmann é excessivamente conservador. É do tempo que o jogador torna-se de sua confiança porque faz o que ele quer e não o que o jogador, às vezes, por ter talento, faz o que a bola manda. 

Em 2025, o exemplo foi Patrick, o homem da sua “confiança”. Temo que ao invés de Bruninho, agora, seja Leozinho. Dirá que Bruninho é muito jovem aos 17 anos.

Endrick e Estêvão tinham 16 anos quando foram lançados por Abel Ferreira, no Palmeiras. Hellmann não conheceu Geraldo Damasceno (1937 – 2012), que foi treinador em Curitiba, um gênio para antecipar o futuro de um jogador.  Ensinava Geraldinho: “Quem saber jogar, joga com qualquer idade. Basta deixá-lo jogar”.  

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