Novo uniforme? Coritiba pode virar porta de entrada do mercado brasileiro à empresa italiana

A fornecedora de material esportivo italiana Macron negocia com o Coritiba para vestir o clube a partir da próxima temporada. De acordo com o jornalista Rogério Scarione, da Rádio Jovem Pan News, representantes do Coxa estão na Itália para fechar contrato com a marca, que ainda não patrocina nenhum clube no mercado brasileiro. Ou seja, […]

Out 16, 2026 - 17:00
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Novo uniforme? Coritiba pode virar porta de entrada do mercado brasileiro à empresa italiana

A fornecedora de material esportivo italiana Macron negocia com o Coritiba para vestir o clube a partir da próxima temporada. De acordo com o jornalista Rogério Scarione, da Rádio Jovem Pan News, representantes do Coxa estão na Itália para fechar contrato com a marca, que ainda não patrocina nenhum clube no mercado brasileiro.

Ou seja, o Alviverde seria a porta de entrada para a Macron nesse nicho dentro do Brasil. Atualmente, só no futebol, a marca estampa camisas de 134 parceiros, entre clubes, federações e árbitros em todo mundo.

Os mais conhecidos são Crystal Palace, da Premier League, Wrexham, do Championship (Segunda Divisão Inglesa), Bolonha e Udinese, da Séria A italiana, Hoffenheim, da Bundesliga, além do argentino Vélez Sarsfield. As equipes de arbitragem da CBF também vestem produtos da empresa fundada em 1971.

Contrato com a Diadora vai até 2029

O contrato atual com a Diadora, que estampa os uniformes do Coritiba pela segunda vez desde 2024, tem validade até 2029. A marca, que também é italiana, é licenciada no país pela cearense Bomache – que também fabricava os materiais da marca própria 1909. Portanto, para fechar com a Macron, o Coritiba terá de resolver a situação dessa rescisão contratual.

No ano passado, o então CEO coxa-branca, Lucas de Paula, expôs publicamente uma série de problemas com a Bomache, que não entregou camisas em quantidade suficiente para o varejo e também atrasou o lançamento dos uniformes de treino. A falta de cumprimento de diversos pontos do contrato, aliás, fez com que o clube avaliasse a situação juridicamente.

Estamos avaliando todas as medidas comerciais e jurídicas para garantir que consigamos entregar o produto, mas o torcedor precisa entender que não é ineficiência do clube, e sim questões internas do fornecedor. Estamos trabalhando diariamente para solucionar esse problema e, principalmente, ter uma visibilidade da temporada 2026.
– Lucas de Paula, então CEO do Coritiba, em agosto de 2025

Nesta temporada, porém, o assunto não foi mais comentado na imprensa pela diretoria do Coxa. Em março, a Diadora lançou a camisa 1, tradicional, com as listras horizontais. Em maio, apresentou a camisa 2 “jogadeira”, com listras verticais. Mais recentemente, vieram as linhas inspiradas em Poty Lazarotto e no Outubro Rosa. De modo geral, os designs agradam bastante aos torcedores.

Diadora é a fornecedora do Coritiba. Foto: Robson Mafra/AGIF/Icon Sport.

Diadora pode ficar?

De acordo com o ge.globo, a Didadora ainda não está totalmente fora do Coritiba, já que tem contrato em vigência e seguiria como possibilidade de continuidade. Isso não impede, porém, que o clube consulta a outras empresas. Além da Macron, a reportagem cita a espanhola Kelme e a japonesa Mizuno como interessadas em fechar com o Alviverde.

A reportagem cita ainda que a intenção é mudança na fornecedora, mas a decisão envolve várias áreas do clube, como marketing, lojas e o próprio departamento de futebol. Outra situação que tem peso é a manutenção da criação dos uniformes dentro do clube, o que garante mais originalidade aos produtos.

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