O dia em que o Haiti derrubou o Brasil e criou um mistério que dura até hoje

Após uma atuação altamente preocupante no empate por 1 a 1 contra Marrocos na estreia da Copa do Mundo 2026, a seleção brasileira volta a campo nesta sexta-feira (19) diante do modesto Haiti. Com a participação de Neymar vetada por problemas físicos, o time comandado pelo técnico Carlo Ancelotti necessita de uma vitória para se […]

Jun 18, 2026 - 13:30
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O dia em que o Haiti derrubou o Brasil e criou um mistério que dura até hoje

Após uma atuação altamente preocupante no empate por 1 a 1 contra Marrocos na estreia da Copa do Mundo 2026, a seleção brasileira volta a campo nesta sexta-feira (19) diante do modesto Haiti.

Com a participação de Neymar vetada por problemas físicos, o time comandado pelo técnico Carlo Ancelotti necessita de uma vitória para se consolidar como uma das lideranças do Grupo C, que terá Escócia e Marrocos se enfrentando na outra partida da rodada. Veja os melhores sites para apostar nas partidas.

Já a seleção haitiana, em sua estreia, surpreendeu positivamente ao ser derrotada pelo placar mínimo pela tradicional Escócia, ganhando ânimo para encarar o instável Brasil de igual para igual sonhando em, quem sabe, chocar o mundo do futebol com um triunfo sobre os pentacampeões mundiais.

Nos registros oficiais, no entanto, o Haiti é freguês histórico da seleção, apesar dos poucos confrontos entre ambos os times. São três partidas, sendo duas delas amistosas e apenas uma oficial, pela Copa América de 2016.

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Mesmo assim, a inspiração dos caribenhos vem de um duelo obscuro, em junho de 1999, durante a chamada Copa do Caribe. Convidada a participar do torneio, a seleção enviou uma equipe Sub-23. E acabou perdendo por 4 a 3 para o Haiti, em um dos episódios mais insólitos da história canarinha.

Goleada nos anos 1970 inaugurou embates entre Brasil x Haiti

O primeiro encontro entre a seleção brasileira e os haitianos aconteceu em 1974, em uma partida amistosa. O Brasil era o atual tricampeão mundial e contava com craques como Clodoaldo, Rivellino e Jairzinho no time titular. O resultado foi uma goleada clássica: 4 a 0.

Enquanto não há registros da escalação do Haiti, o Brasil entrou em campo com: Emerson Leão; Zé Maria, Luis Pereira, Marinho Chagas e Piazza; Clodoaldo, Rivellino e Carpegiani; Jairzinho, César Maluco e Paulo César Caju. Foram acionados ainda durante o jogo Leivinha e Edu.

A seleção abriu o placar no primeiro tempo com Caju. E construiu a goleada na etapa final, com gols de Rivellino, Marinho Chagas e Edu.

Brasil x Haiti: “Jogo da Paz” parou uma guerra civil

Já em 2004, a seleção brasileira foi a Porto Príncipe simbolizando a esperança. Como o Haiti vivia um momento turbulento em sua história, com graves problemas políticos, sociais e de segurança, o Brasil primeiro cedeu soldados em missão de paz para ajudar em solo caribenho.

E, na sequência, enviou a seleção comandada por Carlos Alberto Parreira, então atual campeã mundial, para realizar o histórico Jogo da Paz. Com estrelas como Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho, a delegação brasileira pisou em solo haitiano poucas horas antes do jogo e desfilou do aeroporto para o estádio, em um veículo oficial do exército.

Em campo, no entanto, o Brasil não aliviou para o time local e aplicou uma goleada por 6 a 0. O time entrou em campo com Júlio César, Belletti, Roque Júnior, Juan e Roberto Carlos; Gilberto Silva, Roger, Juninho Pernambucano e Ronaldinho Gaúcho; Edu e Ronaldo.

No decorrer do jogo, foram acionados Fernando Henrique, Cris, Adriano, Magrão, Pedrinho, Renato e Nilmar. O meia Roger marcou dois, os únicos gols dele com a camisa canarinha, enquanto Ronaldinho fez um hat-trick. Nilmar completou o placar.

Copa América e o único duelo oficial

Por fim, na Copa América de 2016, Brasil e Haiti se enfrentaram pela segunda rodada do Grupo 2 no único registro em uma partida oficial entre as seleções. Dois anos após sucumbir para a Alemanha na Copa de 2014, a seleção aplicou um simbólico 7 a 1 nos haitianos.

O Brasil entrou em campo com Alisson; Dani Alves, Marquinhos, Gil e Filipe Luís; Casemiro, Elias e Renato Augusto; Willian, Philippe Coutinho e Jonas. Gabigol, Lucas Lima e Walace entraram no decorrer da partida. Os gols foram anotados por Renato Augusto, Lucas Lima, Gabigol, além de um hat-trick de Coutinho.

Já o Haiti entrou com Placide; Goreaux, Jérôme, Genevois, Jaggy e Sony; Louis, Marcelin, Alexandre e Lafrance; Belfort. O gol de honra veio dos pés de James Marcelin.

Jogo extra: Haiti venceu o Brasil por 4 a 3?

Há, no entanto, um jogo entre Brasil e Haiti desconsiderado pelos registros oficiais, mas guardado na memória dos haitianos com carinho especial. Em 1999, durante a exótica Copa do Caribe, a seleção haitiana venceu a seleção brasileira por 4 a 3, em jogo disputado nos Estados Unidos.

No entanto, a partida é raramente mencionada nos registros oficiais da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pelo fato de o Brasil ter enviado uma equipe alternativa para o torneio, formada por atletas com idade Sub-23. Por causa disso, criou-se uma aura de mistério em torno do episódio.

Fizeram parte do elenco alguns nomes conhecidos, como o zagueiro Edu Dracena, então no Guarani, o volante Fábio Rochemback, cria do Inter, e o atacante Ewerton, revelado pelo Corinthians. A história completa deste episódio curioso da relação Brasil e Haiti é contado pelo repórter Andrey Raychtock.

Brasil x Haiti: relembre confrontos em imagens

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Haitiano prepara o gramado antes da chegada da seleção em 2004. Foto: Arquivo/Folhapress
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Trabalhadores preparam o piso de jogo a enxadadas. Foto: Arquivo/Folhapress
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Ronaldo foi recebido por Lula antes de jogo em 2004. Foto: Arquivo/Folhapress
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Uma careca reluz sob o sol de Porto Príncipe: Ronaldo ou Roberto Carlos? Foto: Arquivo/CBF
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Seleção em tanque do exército nas ruas da capital do Haiti: êxtase popular. Foto: Arquivo/CBF
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Ronaldinho respeitou o Haiti marcando um hat-trick. Foto: Divulgação/CBF
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Seleção foi ao Caribe apoiar causas humanitárias e sociais. Foto: Arquivo/CBF
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Parreira e Zagallo orientam seleção em 2004. Deu certo: até Roger Flores fez gols. Foto: Arquivo/CBF
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Em único jogo oficial, Coutinho marcou hat-trick em 2016. Foto: Arquivo/IconSport
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Gabigol comemora gol pela seleção em 2016: não é IA. Fito: Arquivo/IconSport
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Ao contrário de 2026, Brasil teve até lateral-direito na Copa América: aí fica fácil. Foto: Arquivo/IconSport
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Casemiro no auge atlético e esportivo: longos e desgastantes dez anos se passaram. Foto: Arquivo/IconSport

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