O que não tem remédio nem nunca terá: Neymar acabou
Ao fato. Por ainda expor, pelo Santos, alguns repentes técnicos do craque que foi, Neymar até que ainda sensibilizava boa parte do povo brasileiro. Em Boston, em Orlando ou em qualquer lugar em que o Brasil jogasse, ouvia-se o clamor: “Neymar na Seleção!”. Mas Neymar, além de viver de espasmos técnicos do passado como jogador, […]
Ao fato.
Por ainda expor, pelo Santos, alguns repentes técnicos do craque que foi, Neymar até que ainda sensibilizava boa parte do povo brasileiro. Em Boston, em Orlando ou em qualquer lugar em que o Brasil jogasse, ouvia-se o clamor: “Neymar na Seleção!”.
Mas Neymar, além de viver de espasmos técnicos do passado como jogador, após Santos 2 x 0 Remo, provou que, aos 33 anos, não consegue superar as suas deficiências de berço.
Terminado o jogo na Vila Belmiro, para justificar o terceiro cartão amarelo, que o exclui do confronto com o Flamengo, com a pretensão de explicar o estado emocional do árbitro, afirmou que “ele acordou de ‘chico’ e veio assim para o jogo”.
“Estar de chico” é uma antiga expressão brasileira de caráter pejorativo, associada à mulher no período menstrual. Nessa visão, as mulheres não seriam sensatas para tomar decisões.
A expressão sempre carregou desprezo pelas mulheres. Transportada para os dias de hoje, ganha caráter preconceituoso e ofensivo, enquadrando-se no campo da misoginia.
O ato de Neymar, sob o aspecto esportivo, não exige investigação quanto à intenção de ofender. A conduta, como fato disciplinar, esgota-se em si mesma.
Há precedente recente em caso semelhante. Ao criticar a Federação Paulista de Futebol por ter “colocado uma mulher” para apitar um jogo, o zagueiro Gustavo Marques, do Bragantino, foi punido com suspensão de 12 partidas.
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A ofensa de Neymar é mais grave.
Neymar é insuperável nesse aspecto. Provoca antigas lições de vida que ensinam a não acreditar na mudança de caráter.
“Pau que nasce torto morre torto” é uma metáfora popular, aprendida desde a infância, que expressa a ideia de que o caráter de alguém não muda com o tempo.
Chico Buarque e Milton Nascimento, na imortal obra musical “O que será (À Flor da Pele)”, escreveram em forma de poesia uma doutrina de vida: “O que não tem remédio, nem nunca terá / O que não tem receita”.
Essas mensagens vestem bem, e definitivamente, Neymar.
Mau-educado de berço, não tem mais solução.


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