O xadrez veste o Brasil

Arquivo Avil. Queridinho do Brasil — especialmente no período junino — o xadrez é a grande estrela das festas, marcando presença tanto no vestuário quanto na decoração. Versátil e atemporal, ele vai muito além do São João: é um tecido que se mantém em alta durante todo o ano, disponível em algodão, mistos e poliéster, com diferentes cortes, cores e padronagens que atendem a todos os estilos. Mas quem pensa que o xadrez se limita ao período junino está enganado. O padrão também tem forte influência da cultura country, com raízes nos estilos rurais da América. A camisa xadrez tornou-se símbolo desse estilo de vida — rústico, prático e despretensioso — e, no Brasil, ganhou ainda mais força ao se conectar com a música sertaneja. A moda sertaneja incorporou diversos elementos do estilo country norte-americano, transformando o xadrez em peça-chave do guarda-roupa. Sua variedade de cores e padrões permite expressar personalidade e autenticidade em diferentes combinações. No universo feminino, o tecido aparece em vestidos, saias, shorts e blusas, compondo looks que podem ser usados o ano inteiro. Existem diversos tipos de xadrez, cada um com sua origem e identidade. O Tartan, tradicional da Escócia, carrega história e tradição. O Vichy, com padronagem menor, geralmente em preto e branco, remete ao estilo retrô dos anos 1950. Já o Buffalo, com quadros maiores e duas cores, ficou popular nas clássicas camisas de lenhador. O Madras, originário da Índia, traz uma proposta mais leve e colorida, ideal para composições de verão. O Pied-de-poule, conhecido pelo desenho que lembra um “pé de galinha”, é mais comum em peças sofisticadas. Já o Príncipe de Gales, com linhas sobrepostas, imprime elegância e um toque clássico às produções. Na decoração, o xadrez também ganha destaque, dividindo espaço com a chita — outro tecido símbolo da cultura nordestina. Juntos, eles ajudam a criar ambientes cheios de identidade, cor e tradição, reforçando a força do São João e das festas brasileiras ao longo de todo o ano.

Abr 13, 2026 - 08:30
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O xadrez veste o Brasil

Arquivo Avil. Queridinho do Brasil — especialmente no período junino — o xadrez é a grande estrela das festas, marcando presença tanto no vestuário quanto na decoração. Versátil e atemporal, ele vai muito além do São João: é um tecido que se mantém em alta durante todo o ano, disponível em algodão, mistos e poliéster, com diferentes cortes, cores e padronagens que atendem a todos os estilos. Mas quem pensa que o xadrez se limita ao período junino está enganado. O padrão também tem forte influência da cultura country, com raízes nos estilos rurais da América. A camisa xadrez tornou-se símbolo desse estilo de vida — rústico, prático e despretensioso — e, no Brasil, ganhou ainda mais força ao se conectar com a música sertaneja. A moda sertaneja incorporou diversos elementos do estilo country norte-americano, transformando o xadrez em peça-chave do guarda-roupa. Sua variedade de cores e padrões permite expressar personalidade e autenticidade em diferentes combinações. No universo feminino, o tecido aparece em vestidos, saias, shorts e blusas, compondo looks que podem ser usados o ano inteiro. Existem diversos tipos de xadrez, cada um com sua origem e identidade. O Tartan, tradicional da Escócia, carrega história e tradição. O Vichy, com padronagem menor, geralmente em preto e branco, remete ao estilo retrô dos anos 1950. Já o Buffalo, com quadros maiores e duas cores, ficou popular nas clássicas camisas de lenhador. O Madras, originário da Índia, traz uma proposta mais leve e colorida, ideal para composições de verão. O Pied-de-poule, conhecido pelo desenho que lembra um “pé de galinha”, é mais comum em peças sofisticadas. Já o Príncipe de Gales, com linhas sobrepostas, imprime elegância e um toque clássico às produções. Na decoração, o xadrez também ganha destaque, dividindo espaço com a chita — outro tecido símbolo da cultura nordestina. Juntos, eles ajudam a criar ambientes cheios de identidade, cor e tradição, reforçando a força do São João e das festas brasileiras ao longo de todo o ano.