Presidente da Colômbia desiste de tarifa de 100% ao Equador

Entenda as tensões entre Colômbia e Equador O presidente colombiano, Gustavo Petro, afirmou na segunda-feira (13) que seu país não vai impor tarifas de 100% sobre as importações do Equador, revertendo um anúncio feito na semana passada pelo Ministério do Comércio. Em vez disso, Petro disse que a Colômbia introduziria subsídios e o que ele descreveu como tarifas "inteligentes". O presidente não deu mais detalhes sobre essa nova taxação. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "Não há tarifas de 100%, ministro do Comércio, não somos tão estúpidos", disse Petro durante uma reunião de gabinete televisionada. "Tudo o que for necessário para a Colômbia, a 0%, entra." A tensão entre os dois países vem aumentando desde fevereiro, quando o Equador impôs tarifas sobre produtos colombianos. Além disso, a crise adentrou um novo momento quando Petro sugeriu em março que o Equador realizou um bombardeio em território colombiano, próximo à fronteira entre os dois países. Segundo ele, uma bomba não detonada foi encontrada perto da casa de uma família rural. Depois, o colombiano usou uma rede social para afirmar que 27 corpos foram encontrados carbonizados na região de fronteira. Ele não deu mais detalhes sobre o episódio. Daniel Noboa e Gustavo Petro, presidentes de Equador e Colômbia Montagem g1/Reuters/Reprodução O presidente do Equador, Daniel Noboa, negou que tenha ordenado um bombardeio contra a Colômbia. Em uma rede social, ele afirmou que o país está realizando ataques contra grupos criminosos, mas apenas dentro do próprio território. Petro, no entanto, voltou a afirmar que a bomba na região da fronteira pertence ao Exército equatoriano. Além da disputa comercial e o caso da bomba, há divergências sobre o combate ao narcotráfico na região de fronteira, onde atuam guerrilhas e organizações criminosas. O Equador iniciou uma ofensiva militar recente contra esses grupos, com apoio dos Estados Unidos e mobilização de milhares de soldados. *Com informações da Reuters.

Abr 14, 2026 - 01:00
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Presidente da Colômbia desiste de tarifa de 100% ao Equador

Entenda as tensões entre Colômbia e Equador O presidente colombiano, Gustavo Petro, afirmou na segunda-feira (13) que seu país não vai impor tarifas de 100% sobre as importações do Equador, revertendo um anúncio feito na semana passada pelo Ministério do Comércio. Em vez disso, Petro disse que a Colômbia introduziria subsídios e o que ele descreveu como tarifas "inteligentes". O presidente não deu mais detalhes sobre essa nova taxação. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "Não há tarifas de 100%, ministro do Comércio, não somos tão estúpidos", disse Petro durante uma reunião de gabinete televisionada. "Tudo o que for necessário para a Colômbia, a 0%, entra." A tensão entre os dois países vem aumentando desde fevereiro, quando o Equador impôs tarifas sobre produtos colombianos. Além disso, a crise adentrou um novo momento quando Petro sugeriu em março que o Equador realizou um bombardeio em território colombiano, próximo à fronteira entre os dois países. Segundo ele, uma bomba não detonada foi encontrada perto da casa de uma família rural. Depois, o colombiano usou uma rede social para afirmar que 27 corpos foram encontrados carbonizados na região de fronteira. Ele não deu mais detalhes sobre o episódio. Daniel Noboa e Gustavo Petro, presidentes de Equador e Colômbia Montagem g1/Reuters/Reprodução O presidente do Equador, Daniel Noboa, negou que tenha ordenado um bombardeio contra a Colômbia. Em uma rede social, ele afirmou que o país está realizando ataques contra grupos criminosos, mas apenas dentro do próprio território. Petro, no entanto, voltou a afirmar que a bomba na região da fronteira pertence ao Exército equatoriano. Além da disputa comercial e o caso da bomba, há divergências sobre o combate ao narcotráfico na região de fronteira, onde atuam guerrilhas e organizações criminosas. O Equador iniciou uma ofensiva militar recente contra esses grupos, com apoio dos Estados Unidos e mobilização de milhares de soldados. *Com informações da Reuters.