Subtenente da PM morta a tiros é sepultada em Campo Grande
Primeiro feminicídio da capital A subtenente da Polícia Militar Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, morta a tiros na segunda-feira (6), em Campo Grande, foi sepultada na tarde desta terça-feira (7). O velório ocorreu na capela do cemitério Memorial Park, onde colegas de trabalho prestaram homenagens. A morte da policial causou comoção entre militares que conviveram com ela ao longo da carreira. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp O tenente-coronel Cícero Pereira, que trabalhou próximo à subtenente, falou sobre o impacto do caso. “É uma violência que choca, choca muito. Quando isso atinge nós, que trabalhamos no combate diário a esse tipo de violência, o choque é ainda maior. A Marlene era uma pessoa muito querida, trabalhadora, com uma conduta irrepreensível. Uma pessoa ímpar”, afirmou. Segundo ele, a expectativa dos colegas é de que o caso seja apurado conforme a lei. “A justiça será feita nos termos legais. O caso está sendo investigado e tudo será devidamente apurado, com um julgamento justo e a responsabilização de quem cometeu o crime”, completou. Investigação aponta suspeita de feminicídio Marlene foi morta dentro da própria casa, no bairro Estrela Dalva. De acordo com a Polícia Civil, o principal suspeito é o namorado da vítima, Gilberto Jarson, de 50 anos, preso em flagrante. As investigações indicam que o casal mantinha um relacionamento havia cerca de um ano e quatro meses e morava junto há dois meses. O suspeito foi encontrado com a arma na mão e alegou que a subtenente teria cometido suicídio, mas apresentou versões contraditórias, o que levou à suspeita de feminicídio. A delegada Analu Lacerda Ferraz, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), informou que não há registros anteriores de violência doméstica envolvendo o casal. Marlene atuava no Comando-Geral da Polícia Militar, no setor de Ajudância-Geral, e era conhecida entre os colegas. O subtenente Luiz Antônio de Souza falou sobre a convivência com a policial dentro e fora da corporação. “É lamentável ver isso acontecer com uma pessoa tão benquista, amiga de todos, dentro e fora da corporação. É algo que nos deixa sem chão. Quem conheceu a Marlene sabe o quanto ela era uma pessoa amada, respeitosa, jamais tratava alguém com rispidez”, disse. Ele também comentou o impacto social do crime. “Choca ainda mais porque mostra que esse tipo de violência está em todo lugar. Mesmo uma policial treinada pode ser vítima dentro da própria casa. Isso precisa ser tratado com muita seriedade”, afirmou. Já o subtenente Cícero Barbosa destacou o tempo de serviço da colega, que atuou por quase quatro décadas na segurança pública. “É um momento muito difícil. A Marlene era uma pessoa trabalhadora, com muitos anos de serviço. Quase toda a corporação a conhecia. É muito triste”, disse. Em nota, o Comando-Geral da Polícia Militar lamentou a morte da subtenente e prestou solidariedade à família, amigos e colegas. A corporação informou ainda que acompanha o caso e que equipes foram designadas para dar apoio aos familiares. A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias do crime. Marlene de Brito Rodrigues é a 9ª vitima de feminicídio de 2026 e a primeira de Campo Grande Redes Sociais Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

Primeiro feminicídio da capital A subtenente da Polícia Militar Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, morta a tiros na segunda-feira (6), em Campo Grande, foi sepultada na tarde desta terça-feira (7). O velório ocorreu na capela do cemitério Memorial Park, onde colegas de trabalho prestaram homenagens. A morte da policial causou comoção entre militares que conviveram com ela ao longo da carreira. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp O tenente-coronel Cícero Pereira, que trabalhou próximo à subtenente, falou sobre o impacto do caso. “É uma violência que choca, choca muito. Quando isso atinge nós, que trabalhamos no combate diário a esse tipo de violência, o choque é ainda maior. A Marlene era uma pessoa muito querida, trabalhadora, com uma conduta irrepreensível. Uma pessoa ímpar”, afirmou. Segundo ele, a expectativa dos colegas é de que o caso seja apurado conforme a lei. “A justiça será feita nos termos legais. O caso está sendo investigado e tudo será devidamente apurado, com um julgamento justo e a responsabilização de quem cometeu o crime”, completou. Investigação aponta suspeita de feminicídio Marlene foi morta dentro da própria casa, no bairro Estrela Dalva. De acordo com a Polícia Civil, o principal suspeito é o namorado da vítima, Gilberto Jarson, de 50 anos, preso em flagrante. As investigações indicam que o casal mantinha um relacionamento havia cerca de um ano e quatro meses e morava junto há dois meses. O suspeito foi encontrado com a arma na mão e alegou que a subtenente teria cometido suicídio, mas apresentou versões contraditórias, o que levou à suspeita de feminicídio. A delegada Analu Lacerda Ferraz, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), informou que não há registros anteriores de violência doméstica envolvendo o casal. Marlene atuava no Comando-Geral da Polícia Militar, no setor de Ajudância-Geral, e era conhecida entre os colegas. O subtenente Luiz Antônio de Souza falou sobre a convivência com a policial dentro e fora da corporação. “É lamentável ver isso acontecer com uma pessoa tão benquista, amiga de todos, dentro e fora da corporação. É algo que nos deixa sem chão. Quem conheceu a Marlene sabe o quanto ela era uma pessoa amada, respeitosa, jamais tratava alguém com rispidez”, disse. Ele também comentou o impacto social do crime. “Choca ainda mais porque mostra que esse tipo de violência está em todo lugar. Mesmo uma policial treinada pode ser vítima dentro da própria casa. Isso precisa ser tratado com muita seriedade”, afirmou. Já o subtenente Cícero Barbosa destacou o tempo de serviço da colega, que atuou por quase quatro décadas na segurança pública. “É um momento muito difícil. A Marlene era uma pessoa trabalhadora, com muitos anos de serviço. Quase toda a corporação a conhecia. É muito triste”, disse. Em nota, o Comando-Geral da Polícia Militar lamentou a morte da subtenente e prestou solidariedade à família, amigos e colegas. A corporação informou ainda que acompanha o caso e que equipes foram designadas para dar apoio aos familiares. A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias do crime. Marlene de Brito Rodrigues é a 9ª vitima de feminicídio de 2026 e a primeira de Campo Grande Redes Sociais Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

