Zagueiro lembra do dia em que Neymar fez seis gols no Brasileirão

Neymar, estrela do Santos, já marcou seis gols em um mesmo jogo no Brasileirão. O feito aconteceu contra o Athletico, no dia 29 de outubro de 2011, ano do rebaixamento da equipe rubro-negra. O jogo acabou com uma goleada por 4 a 1 em jogo realizado no Pacaembu, em São Paulo, graças à atuação do […]

Mai 11, 2026 - 15:00
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Zagueiro lembra do dia em que Neymar fez seis gols no Brasileirão

Neymar, estrela do Santos, já marcou seis gols em um mesmo jogo no Brasileirão. O feito aconteceu contra o Athletico, no dia 29 de outubro de 2011, ano do rebaixamento da equipe rubro-negra. O jogo acabou com uma goleada por 4 a 1 em jogo realizado no Pacaembu, em São Paulo, graças à atuação do juiz Francisco Carlos Nascimento (BA), que anulou dois gols da joia santista.

A uma semana para a convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026, o zagueiro Manoel, ex-Furacão, relembrou o dia após 15 anos. Nas arquibancadas, a torcida do Peixe celebrava o título da Libertadores e aguardava a final do Mundial, contra o Barcelona, que se concretizaria como uma nova goleada (4 a 0 para os catalães).

A atuação brilhante de Neymar, próximo adversário do Coritiba na Copa do Brasil, rendia provocações mundiais nas arquibancadas: “Barcelona, pode esperar, a sua hora vai chegar”, gritavam os santistas.

Mas, do outro lado, o time enfraquecido do Athletico contava com um drama pessoal. Em entrevista ao ge.globo, Manoel revelou que entrou em campo vivendo o luto da perda do pai, que faleceu na manhã daquele sábado. Seis horas depois, viu o show de Neymar de perto.


“Meu pai faleceu 11 horas da manhã e o jogo era 18 horas. Falei com a diretoria que meu pai faleceu, eles falaram que precisavam muito de mim porque o time estava na zona de rebaixamento. Pediram para eu jogar e eu joguei. É claro que a gente não joga da mesma forma, né?”, relembrou.


“Eu joguei e perdemos o jogo de 4 a 1. Neymar fez seis gols, mas só valeram quatro. Em dois deram impedimento, que não estava (impedido). Se tivesse VAR, ele teria feito seis gols. Foi um momento difícil. Não fui no enterro do meu pai. O jogo foi no sábado e na quarta já tinha jogo. A diretoria pediu para ficar e ajudar. Foi um momento difícil. Me arrependo. Se fosse hoje, eu teria ido no enterro do meu pai”, completou.

Apesar do rebaixamento e do pedido da diretoria do Athletico, Manoel não guarda mágoa. Nascido Bacabal, cidade do interior do Maranhão, o zagueiro foi revelado do CT do Caju, onde chegou com 16 anos. Não à toa, o Furacão foi o time que ele mais defendeu na carreira, com 263 jogos, e um dos responsáveis por ter reerguido o clube. Permaneceu mesmo com a queda e participou da campanha do acesso para a elite do futebol brasileiro, em 2012.


“O Athletico me formou como homem e me ajudou muito no momento do falecimento do meu pai. Em 2011, caímos (no Brasileirão). Tive propostas para sair e estava num momento muito bom. Mas em conversa com o Petraglia, decidimos ficar, conseguimos subir o clube. Hoje, sou muito grato por tudo o que o clube fez comigo”, declarou.


Manoel foi vítima de racismo de outro ex-zagueiro do Athletico

A goleada sofrida para o auge de Neymar no Santos não se compara ao racismo que sofreu de um ex-colega de profissão. Danilo, já aposentado e conhecido pelas passagens no Athletico e Palmeiras, antes de ficar 11 anos no futebol italiano, cuspiu e chamou Manoel de “macaco do c******”. Manoel de macaco. A situação aconteceu no duelo entre Athletico e Palmeiras, pela Copa do Brasil de 2010.

Naquele ano, o zagueiro alviverde pegou suspensão de 11 jogos pelo Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Três anos depois, Danilo foi condenado pela 18ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo a pagar 540 salários mínimos, que representava R$ 366 mil na época, por injúria qualificada. Contudo, o ex-defensor conseguiu reduzir o valor para 100 salários mínimos, que ficou em torno de R$ 78.800.

“É muito triste. Eu lembro bem. Foi um jogo contra o Palmeiras no antigo Allianz Parque. Era um jogo da Copa do Brasil, o Danilo se não me engano, na disputa de bola, trocamos empurrões e ele falou “seu macaco do c…”. Na hora fiquei assustado, chamei meus companheiros e todo mundo chamou o juiz. Mas ali no jogo ficou por isso mesmo, o juiz não fez nada. No jogo de volta, a torcida do Athletico fez um mosaico muito lindo. Eu lembro muito bem disso. Foi um momento especial, que me ajudou muito nesse momento difícil. Eu era novo, não tinha muita dimensão do que era. Fiquei assustado, mas consegui superar”, encerrou Manoel.

Zagueiro aguarda propostas e espera ter novo clube na próxima janela de transferências

Com sondagens de clubes da Série B, Manoel ainda pretende ter três anos em alto nível. Com um personal trainer, ele mantém a forma para seguir em campo, ele aguarda ofertas para definir um novo clube durante a pausa para a Copa do Mundo, que deve esquentar o mercado do futebol brasileiro. A próxima janela de transferências se abre no dia 20 de julho e vai até 11 de setembro.

Ele está livre no mercado desde o fim de 2025, quando encerrou o vínculo de cinco anos no Fluminense. Pelo clube carioca, ele disputou 118 partidas e anotou 10 gols, mas perdeu espaço no decorrer dos anos. Em 2025, por exemplo, sofreu uma lesão e terminou a temporada com 13 partidas, já que tinha uma alta concorrência: Thiago Silva, Freytes, Ignácio, Thiago Santos, Igor Rabello e Davi Schuindt).

Campeão da Libertadores (2023), Manoel ainda também duas taças do Campeonato Carioca (2022 e 2023) e a Recopa Sul-Americana (2024) pelo Flu. Além disso, ele ostentou passagens por Cruzeiro e Corinthians.

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