Alex detona calendário após queda relâmpago no Operário
Vítima recente do calendário do futebol brasileiro, o técnico Alex de Souza, ídolo de Coritiba, Palmeiras e Cruzeiro como jogador, não esconde a frustração com a alta quantidade de jogos logo no início da temporada. Em apenas duas semanas no comando do Operário, o treinador teve quatro partidas pelo Campeonato Paranaense, mas foi demitido após […]
Vítima recente do calendário do futebol brasileiro, o técnico Alex de Souza, ídolo de Coritiba, Palmeiras e Cruzeiro como jogador, não esconde a frustração com a alta quantidade de jogos logo no início da temporada. Em apenas duas semanas no comando do Operário, o treinador teve quatro partidas pelo Campeonato Paranaense, mas foi demitido após somar apenas um ponto.
O calendário apertado dos Estaduais não afetou apenas ao Operário, que se recuperou após a saída de Alex e só depende de si para avançar às quartas de final do Paranaense. O Flamengo recorreu ao elenco principal com menos de dez dias de pré-temporada para se recuperar no Carioca e o Palmeiras revezou o time titular e perdeu de goleada para o Novorizontino por 4 a 0.
Mesmo com a curta pré-temporada e a maratona nos primeiros dias do ano, Alex não acredita no fim dos Estaduais, mas considera que a falta de treinos dificulta os trabalhos.
“Quando a gente fala em Estadual, não pode generalizar. Desde que eu jogava, costumava dizer que cada estado tem sua peculiaridade. Têm estados do Brasil que talvez não tenham equipes a nível nacional disputando nenhuma das séries e é importante entender isso. Sendo um cara do futebol, que joguei por muito tempo e hoje sou treinador, acredito muito em treino. Quanto mais treinar, melhor é a qualidade de jogo. Quanto mais jogo tiver, a qualidade do jogo diminui. É o que tem, é o que todo mundo está encarando dentro da sua realidade”, afirma Alex, em entrevista ao UmDois Esportes.
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Alex foi demitido do Operário
No trabalho mais longo em equipe profissional, Alex ficou oito meses no Operário e se despediu após 30 partidas, com oito vitórias, 11 empates e 11 derrotas, aproveitamento de 38,8%. Neste ano, porém, ele perdeu três dos quatro jogos do Campeonato Paranaense.
“Me frustra a demissão, mas não me surpreende. O futebol é feito de resultados, e os resultados foram horrorosos. Mesmo com pouco tempo, a gente esperava ter pouco mais de pontos. É normal dentro da cultura do futebol brasileiro. O Operário tem um Grupo Gestor tocado pelo Álvaro [Góes, presidente] e o Júnior [Bueno, diretor de futebol], que entregaram na mão do Batata o dia a dia. O Bruno Batata [executivo de futebol] sabia tudo que a gente estava fazendo e acompanhava 24 horas por dia. Mas precisa fazer com que os resultados apareçam. Na nossa cultura, se baseia na troca de treinador”, destaca Alex.
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O agora ex-treinador do Fantasma acredita que o elenco elevaria o nível com ele durante a temporada e confia na melhora também com um novo comandante. A diretoria do Operário agiu rapidamente no mercado e contratou Luizinho Lopes, ex-Vila Nova, Brusque e Paysandu, e com larga na experiência na Série B.
“O time subiria de nível com certeza e vai subir de nível com o Luizinho. Ele vai encontrar um grupo muito sério, trabalhador e que respeita a camisa do Operário, além do munícipio de Ponta Grossa e os torcedores. O Luizinho, com as ideias dele, e o trabalho dos jogadores e do clube, a tendência é de evolução”, afirma Alex.
No primeiro jogo após a saída do técnico, o Operário venceu o Cascavel de virada por 2 a 1 e entrou na zona de classificação para as quartas de final do Campeonato Paranaense. O Fantasma depende apenas de uma vitória em casa contra o Foz do Iguaçu para se classificar.

