Anvisa aprova novo tratamento para tipo agressivo de linfoma
Linfoma não Hodgkin de células B, tipo de câncer agressivo Nephron/Wikimedia Commons/CC BY-SA A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (20) um novo medicamento para o tratamento de um dos tipos mais comuns e agressivos de linfoma não Hodgkin. O Columvi (glofitamabe) passa a ser autorizado no Brasil para pacientes adultos com linfoma difuso de grandes células B que tiveram recaída da doença ou não responderam aos tratamentos anteriores e não são elegíveis ao transplante autólogo de células-tronco. O medicamento deverá ser usado em combinação com os quimioterápicos gencitabina e oxaliplatina. A aprovação amplia as opções terapêuticas para um grupo de pacientes que costuma ter prognóstico mais desfavorável após a falha da primeira linha de tratamento. Nesses casos, as alternativas disponíveis são mais limitadas e as chances de resposta aos esquemas convencionais diminuem. Conheça os sintomas do linfoma não-Hodgkin Anticorpo monoclonal O glofitamabe pertence a uma classe mais recente de medicamentos chamada anticorpos monoclonais biespecíficos. Diferentemente dos anticorpos tradicionais, que reconhecem apenas um alvo, ele se liga simultaneamente a duas proteínas: a CD20, presente nas células B que deram origem ao tumor, e a CD3, encontrada nas células T, responsáveis pela resposta imunológica. Essa dupla ligação aproxima as células de defesa das células cancerígenas, ativando o sistema imunológico para destruir o tumor de forma direcionada. Segundo a Anvisa, o registro representa a chegada ao país de uma nova estratégia terapêutica baseada na imunoterapia e amplia o arsenal disponível para pacientes com doença agressiva e poucas opções de tratamento. A autorização publicada no Diário Oficial da União permite a comercialização do medicamento no Brasil, mas não significa que ele passe a ser oferecido imediatamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para isso, a tecnologia ainda precisaria ser avaliada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). Na saúde suplementar, a cobertura pelos planos depende das regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Entenda o que é o linfoma não Hodgkin O linfoma não Hodgkin (LNH) é um grupo de mais de 80 tipos de câncer que têm origem nos linfócitos, células de defesa que fazem parte do sistema imunológico. Essas células circulam pelo sistema linfático — formado por linfonodos (gânglios), baço, medula óssea e vasos linfáticos — e ajudam o organismo a combater infecções. Quando sofrem alterações genéticas, os linfócitos passam a se multiplicar de forma descontrolada, dando origem ao tumor. Como o tecido linfático está distribuído por praticamente todo o corpo, a doença pode surgir em diferentes órgãos. O linfoma não Hodgkin pode atingir pessoas de qualquer idade, mas é mais frequente em adultos e idosos. Linfoma difuso de grandes células B, o subtipo mais comum O linfoma difuso de grandes células B (LDGCB) é o subtipo mais frequente de linfoma não Hodgkin agressivo. Ele se desenvolve a partir dos linfócitos B e costuma evoluir rapidamente, exigindo diagnóstico e tratamento precoces. Embora muitos pacientes sejam curados com a primeira linha de tratamento, parte deles apresenta recaída ou não responde à terapia inicial. Nessas situações, novas opções terapêuticas podem ampliar as chances de controle da doença. Quais são os sintomas? O principal sinal é o aumento dos linfonodos, percebido como caroços, geralmente indolores, no pescoço, nas axilas ou na virilha. Outros sintomas incluem: febre persistente; suor noturno intenso; perda de peso sem causa aparente; fadiga; coceira na pele; tosse ou falta de ar, quando há comprometimento da região do tórax. Esses sintomas podem estar associados a outras doenças, mas devem ser investigados se persistirem. Como é feito o tratamento? O tratamento depende do subtipo do linfoma, da extensão da doença e das condições clínicas do paciente. Entre as opções estão quimioterapia, imunoterapia, radioterapia, transplante de medula óssea (transplante de células-tronco hematopoéticas) e terapias mais recentes, como anticorpos monoclonais, anticorpos biespecíficos e células CAR-T, indicadas para situações específicas. Segundo a Associação Brasileira de Câncer do Sangue (Abrale), muitos pacientes conseguem alcançar a cura, especialmente quando o diagnóstico é feito precocemente e a doença responde ao tratamento. Diferença entre linfoma de Hodgkin e linfoma não Hodgkin? Apesar de ambos afetarem o sistema linfático, eles são doenças diferentes. A principal distinção está nas características das células cancerígenas, identificadas por meio de uma biópsia. No linfoma de Hodgkin, estão presentes as chamadas células de Reed-Sternberg, ausentes nos linfomas não Hodgkin. Os dois grupos também diferem na forma como evoluem, se espalham pelo organismo e respondem ao tratamento. Em geral, o linfoma de Hodgkin apresenta altas taxas de cura com a terapia inicial, enquanto os linfomas não

Linfoma não Hodgkin de células B, tipo de câncer agressivo Nephron/Wikimedia Commons/CC BY-SA A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (20) um novo medicamento para o tratamento de um dos tipos mais comuns e agressivos de linfoma não Hodgkin. O Columvi (glofitamabe) passa a ser autorizado no Brasil para pacientes adultos com linfoma difuso de grandes células B que tiveram recaída da doença ou não responderam aos tratamentos anteriores e não são elegíveis ao transplante autólogo de células-tronco. O medicamento deverá ser usado em combinação com os quimioterápicos gencitabina e oxaliplatina. A aprovação amplia as opções terapêuticas para um grupo de pacientes que costuma ter prognóstico mais desfavorável após a falha da primeira linha de tratamento. Nesses casos, as alternativas disponíveis são mais limitadas e as chances de resposta aos esquemas convencionais diminuem. Conheça os sintomas do linfoma não-Hodgkin Anticorpo monoclonal O glofitamabe pertence a uma classe mais recente de medicamentos chamada anticorpos monoclonais biespecíficos. Diferentemente dos anticorpos tradicionais, que reconhecem apenas um alvo, ele se liga simultaneamente a duas proteínas: a CD20, presente nas células B que deram origem ao tumor, e a CD3, encontrada nas células T, responsáveis pela resposta imunológica. Essa dupla ligação aproxima as células de defesa das células cancerígenas, ativando o sistema imunológico para destruir o tumor de forma direcionada. Segundo a Anvisa, o registro representa a chegada ao país de uma nova estratégia terapêutica baseada na imunoterapia e amplia o arsenal disponível para pacientes com doença agressiva e poucas opções de tratamento. A autorização publicada no Diário Oficial da União permite a comercialização do medicamento no Brasil, mas não significa que ele passe a ser oferecido imediatamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para isso, a tecnologia ainda precisaria ser avaliada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). Na saúde suplementar, a cobertura pelos planos depende das regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Entenda o que é o linfoma não Hodgkin O linfoma não Hodgkin (LNH) é um grupo de mais de 80 tipos de câncer que têm origem nos linfócitos, células de defesa que fazem parte do sistema imunológico. Essas células circulam pelo sistema linfático — formado por linfonodos (gânglios), baço, medula óssea e vasos linfáticos — e ajudam o organismo a combater infecções. Quando sofrem alterações genéticas, os linfócitos passam a se multiplicar de forma descontrolada, dando origem ao tumor. Como o tecido linfático está distribuído por praticamente todo o corpo, a doença pode surgir em diferentes órgãos. O linfoma não Hodgkin pode atingir pessoas de qualquer idade, mas é mais frequente em adultos e idosos. Linfoma difuso de grandes células B, o subtipo mais comum O linfoma difuso de grandes células B (LDGCB) é o subtipo mais frequente de linfoma não Hodgkin agressivo. Ele se desenvolve a partir dos linfócitos B e costuma evoluir rapidamente, exigindo diagnóstico e tratamento precoces. Embora muitos pacientes sejam curados com a primeira linha de tratamento, parte deles apresenta recaída ou não responde à terapia inicial. Nessas situações, novas opções terapêuticas podem ampliar as chances de controle da doença. Quais são os sintomas? O principal sinal é o aumento dos linfonodos, percebido como caroços, geralmente indolores, no pescoço, nas axilas ou na virilha. Outros sintomas incluem: febre persistente; suor noturno intenso; perda de peso sem causa aparente; fadiga; coceira na pele; tosse ou falta de ar, quando há comprometimento da região do tórax. Esses sintomas podem estar associados a outras doenças, mas devem ser investigados se persistirem. Como é feito o tratamento? O tratamento depende do subtipo do linfoma, da extensão da doença e das condições clínicas do paciente. Entre as opções estão quimioterapia, imunoterapia, radioterapia, transplante de medula óssea (transplante de células-tronco hematopoéticas) e terapias mais recentes, como anticorpos monoclonais, anticorpos biespecíficos e células CAR-T, indicadas para situações específicas. Segundo a Associação Brasileira de Câncer do Sangue (Abrale), muitos pacientes conseguem alcançar a cura, especialmente quando o diagnóstico é feito precocemente e a doença responde ao tratamento. Diferença entre linfoma de Hodgkin e linfoma não Hodgkin? Apesar de ambos afetarem o sistema linfático, eles são doenças diferentes. A principal distinção está nas características das células cancerígenas, identificadas por meio de uma biópsia. No linfoma de Hodgkin, estão presentes as chamadas células de Reed-Sternberg, ausentes nos linfomas não Hodgkin. Os dois grupos também diferem na forma como evoluem, se espalham pelo organismo e respondem ao tratamento. Em geral, o linfoma de Hodgkin apresenta altas taxas de cura com a terapia inicial, enquanto os linfomas não Hodgkin reúnem dezenas de subtipos com comportamentos e prognósticos bastante variados.

