Athletico deixa Léo Derik de fora do jogo contra o Bragantino

RESUMO DA NOTÍCIA Léo Derik está fora da lista de relacionados do Athletico para enfrentar o Bragantino pelo Brasileirão  O lateral foi condenado em primeira instância a 13 anos de prisão por dois crimes de estupro O jogador treinou normalmente com o elenco, mas será ausência por opção do clube O lateral-esquerdo Léo Derik está […]

Ago 14, 2026 - 20:00
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Athletico deixa Léo Derik de fora do jogo contra o Bragantino

O lateral-esquerdo Léo Derik está fora da lista de relacionados do Athletico para o jogo contra o Red Bull Bragantino. O duelo, pela 23ª rodada do Brasileirão, acontece neste sábado (15), às 18h30, na Arena da Baixada, em Curitiba.

O jogador de 21 anos, que foi condenado 13 anos de prisão por estupros em primeira instância, treinou com o resto do elenco no estádio nesta sexta-feira (14), mas será ausência do técnico Odair Hellmann por opção do clube, que tenta preservar o atleta neste momento complicado. A informação foi divulgada inicialmente pela jornalista Monique Vilela, da rádio TMC, e confirmada pelo UmDois Esportes.

Sem Derik, a tendência é que o Furacão entre em campo com o atacante Steven Mendoza improvisado como ala esquerdo. Uma provável escalação é: Santos; Dantas, Aguirre e Arthur Dias; Benavídez, Jadson, Luiz Gustavo e Mendoza; Leozinho, João Cruz e Kevin Viveros.

Entenda o caso da condenação de jogador do Athletico

Jogador do Athletico foi condenado em primeira instância. Foto: Robson Mafra/AGIF/Sipa USA/IconSport.

De acordo com a processo, o primeiro episódio aconteceu ainda em 2023, no dia 16 de dezembro, em Curitiba. O réu teria segurado os braços da vítima e tapado sua boca para impedir resistência durante relação sexual. Dois meses depois, em 4 fevereiro de 2024, o segundo caso foi relatado também na capital paranaense. Léo Derik teria dado tapas e um soco na região das costelas da vítima para forçar conjunção carnal.

Embora o Ministério Público tenha pedido a absolvição de Léo Derik nas alegações finais, alegando divergências entre as versões apresentadas durante o processo, a juíza responsável, Paula Scheer, entendeu que o conjunto de provas era suficiente para condenar o acusado. Na decisão, a magistrada destacou que o relato da vítima, cujo nome permanece em sigilo no processo, permaneceu “firme e coerente” desde a investigação até a audiência judicial.

A decisão também considerou que a versão apresentada pelo acusado não foi suficiente para afastar a acusação. “A versão do réu é contraditória e desprovida de lógica, fragilizando sua credibilidade e não sendo capaz de afastar a condenação”, diz trecho da decisão.

A Justiça fixou, como dosimetria, 6 anos e 6 meses de reclusão para cada crime. Como ocorreram em datas e locais diferentes, as penas foram somadas, chegando aos 13 anos de prisão, em regime inicial fechado. Além da pena de prisão, a Justiça determinou o pagamento de R$ 10 mil por crime, totalizando R$ 20 mil de indenização mínima por danos morais à vítima.

Léo Derik foi absolvido de outro crime

A mesma sentença também absolveu Léo Derik do crime de violência psicológica contra a mulher, previsto no artigo 147-B do Código Penal. A juíza entendeu que o dano emocional atribuído ao acusado foi causado diretamente pelos próprios estupros e, por isso, não poderia ser considerado um crime autônomo, já que as condutas estavam abrangidas por delitos mais graves.

Apesar da condenação, o jogador revelado pelo Athletico vai recorrer em liberdade. De acordo com a decisão judicial, não estavam presentes, naquele momento, os requisitos legais para a decretação de prisão preventiva.

O que diz a defesa de Léo Derik?

Em nota ao UmDois, a defesa do jogador – que preferiu não ter os nomes dos advogados identificados – se declara surpresa com a decisão da Justiça e diz que recorrerá ao Tribunal de Justiça do Paraná, a segunda instância, confiado no reexame do caso. 

“A sentença não é definitiva. Antecipar publicamente um juízo de culpabilidade antes do julgamento dos recursos cabíveis afronta a presunção de inocência e pode produzir danos irreversíveis, mesmo diante de absolvição posterior“.

Nota oficial

A defesa de Leonardo Derik recebeu com absoluta surpresa a condenação em primeira instância. Principalmente porque o Ministério Público, depois de ouvidas todas as testemunhas do caso, pediu sua absolvição por ausência de provas. A sentença não é definitiva. Antecipar publicamente um juízo de culpabilidade antes do julgamento dos recursos cabíveis afronta a presunção de inocência e pode produzir danos irreversíveis, mesmo diante de absolvição posterior. A defesa recorrerá ao TJPR e confia no reexame do caso com costumeiro rigor técnico, de acordo com as provas produzidas nos autos.

O que diz a defesa da vítima do caso Léo Derik

Confira a seguir a nota oficial completa dos representantes jurídicos da vítima do caso Léo Derik.

“O escritório Maluf Martins Advocacia, que representa a vítima, foi surpreendido pela ampla repercussão pública do caso envolvendo o jogador Leonardo Derik Dias Gonçalves, especialmente porque o processo tramita sob sigilo.

Diante disso, reforça que quaisquer informações divulgadas devem ser tratadas com responsabilidade, respeito à vítima e observância às determinações judiciais.

A Justiça do Paraná condenou Leonardo Derik Dias Gonçalves, conhecido como Léo Derik, a 13 anos de prisão, em regime inicial fechado, pela prática de dois crimes de estupro. A sentença foi proferida nesta quarta-feira (12), em Curitiba.

Em respeito à vítima e às determinações judiciais, especialmente ao segredo de justiça, o escritório não divulgará informações sobre a identidade da ofendida nem detalhes do processo.

A decisão representa um importante reconhecimento da gravidade dos fatos e reafirma a necessidade de responsabilização por crimes de violência sexual.

A vítima e seus familiares foram acompanhados ao longo do processo e seguem recebendo o suporte necessário.

O escritório reitera sua confiança na Justiça e informa que não prestará outros esclarecimentos sobre o conteúdo dos autos enquanto o caso permanecer sob segredo de justiça“.

O que disse o Athletico sobre o caso

Em nota oficial, o Athletico se manifestou sobre a decisão judicial contra o atleta Léo Derik, porém, não comentará o assunto do processo, que corre em segredo de Justiça. “A decisão é de primeira instância e está sujeita a recurso. O Clube não toma parte no processo e respeitará seu regular andamento, observadas as garantias legais aplicáveis até eventual trânsito em julgado”.

Nota oficial

O Athletico Paranaense tomou conhecimento da decisão judicial envolvendo o atleta Léo Derik. Por se tratar de processo que tramita em segredo de justiça, o Clube não comentará seu conteúdo nem os fatos nele discutidos. A decisão é de primeira instância e está sujeita a recurso. O Clube não toma parte no processo e respeitará seu regular andamento, observadas as garantias legais aplicáveis até eventual trânsito em julgado.

Quem é Léo Derik?

Natural de São Paulo, o lateral-esquerdo é produto das categorias de base do Athletico, iniciando nos treinamentos no CT do Caju na categoria sub-13. Ele estreou no time principal em 14 de janeiro de 2025, pela segunda rodada do Campeonato Paranaense.

Até aqui, o lateral soma 39 jogos pelo Furacão, com um gol marcado. Seu contrato com o clube vai até dezembro de 2029. Além disso, Derik esteve com a seleção brasileira sub-20 que disputou a Copa do Mundo da categoria em 2025. Na campanha, o Brasil terminou no último lugar do Grupo C, atrás de Marrocos, México e Espanha.

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