Athletico é bagunça, tem pior meio de campo do mundo e só é salvo pela chuva

Não sei se o devoto treinador Odair Hellmann pediu a intervenção divina no intervalo do jogo em Bragança. Imagino que sim, porque foi tanta chuva que caiu que afogou com duas expulsões o Bragantino que ganhava (1×0), salvando o Athletico com um empate (1×1). Se as coisas continuassem normais como no primeiro tempo, o Furacão […]

Fev 26, 2026 - 12:00
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Athletico é bagunça, tem pior meio de campo do mundo e só é salvo pela chuva

Não sei se o devoto treinador Odair Hellmann pediu a intervenção divina no intervalo do jogo em Bragança. Imagino que sim, porque foi tanta chuva que caiu que afogou com duas expulsões o Bragantino que ganhava (1×0), salvando o Athletico com um empate (1×1).

Se as coisas continuassem normais como no primeiro tempo, o Furacão aumentaria o risco de perder outra vez no Brasileirão. Seu jogo obedecia ao mesmo roteiro de desordem tática. Sem ter apreendido ainda que a bola ganha na defesa tem que passar pelo meio-campo, Odair tirou dos arquivos amarelados do futebol a velha “ligação direta”.

Lembram? Antigamente, sem dar prestígio ao meio, o goleiro e os zagueiros, através de chutões, procuravam um atacante na frente. E esse que se virasse.

Não é nada diferente com o Athletico de Odair. Com o pior meio de campo do mundo — Zapelli, Luiz Gustavo e Portilla —, a turma de traz, Carlos Terán, em especial, com chutões, livra-se da bola que sai em busca de Viveros. Então, das duas, uma: bem marcado, Viveros não recebe, ou quando recebe perde um gol como perdeu chutando em cima do goleiro Cleiton.

Odair em Bragantino x Athletico. Foto: IconSport

Com um Athletico não sabendo como jogar, o Bragantino foi criando, perdendo gols, até que a bola parada chutada por Capixaba venceu Santos, 1×0. Santos falhou? E depois, as preces de Hellmann foram atendidas.

Choveu a chuva que Jorge Ben há meio século pede para “molhar o meu amor”. Nas poças de Bragança, já com João Cruz, Dudu, Chiqueti e Julimar, jogando contra dez, o Furacão se deu bem. Não precisando fazer “ligação direta”, pois sempre estava no campo do Braga, uma bola sobrou para Julimar que, chutando cruzado, empatou: 1×1.

E depois o time de Hellmann, agora contra nove, voltou ao roteiro normal: atacantes e laterais empilhados, meias sem saber o que fazer, uma bagunça. Por coincidência quando o jogo terminou, a chuva parou.

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