Copa do Mundo: Todos os jogadores paranaenses que já jogaram o Mundial

O estado do Paraná volta a ter um representante na Copa do Mundo após uma ausência em 2022 com a convocação do zagueiro Léo Pereira. Curitibano, o zagueiro revelado pelo Athletico e hoje no Flamengo é o 11º paranaense a defender a seleção brasileira durante o Mundial. Léo Pereira iniciou a carreira no Trieste, clube […]

Mai 30, 2026 - 07:30
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Copa do Mundo: Todos os jogadores paranaenses que já jogaram o Mundial

O estado do Paraná volta a ter um representante na Copa do Mundo após uma ausência em 2022 com a convocação do zagueiro Léo Pereira. Curitibano, o zagueiro revelado pelo Athletico e hoje no Flamengo é o 11º paranaense a defender a seleção brasileira durante o Mundial.

Léo Pereira iniciou a carreira no Trieste, clube amador de Curitiba e que tem um investimento forte nas categorias de base, e foi para o Athletico ainda nas categorias de base. Depois de uma série de empréstimos, o zagueiro fez parte de momentos históricos com as conquistas da Copa Sul-Americana de 2018 e da Copa do Brasil de 2019. Com as boas atuações, o zagueiro se transferiu para o Flamengo em 2020, onde já ganhou 14 títulos, entre eles duas Libertadores, duas Copa do Brasil e duas Séries A.

Léo Pereira, zagueiro da seleção brasileira. (Foto: Rafael Ribeiro/CBF).

Durante a última convocação, em março, Léo Pereira se emocionou ao lembrar do início no Trieste. “Eu fico até meio emotivo de falar, mas poucas pessoas sabem. Em momento de dificuldade minha e da minha família, na época tinha 12 para 13 anos, eu era de Curitiba e o Trieste não aloja jogadores que são de Curitiba. Tinha minha casa naquele momento, mas a casa da minha mãe pega fogo na época, e o Trieste abre as portas para mim”, afirmou.

“Era uma época complicada, tenho duas irmãs que são especiais, e tinha que intercalar entre cuidar delas e treinar. Sempre tive essa responsabilidade como um dos irmãos mais velhos da minha família. Sempre vou ser grato ao Trieste”, destacou Léo Pereira.

A lista poderia até ser maior, mas o goleiro curitibano Bento, que esteve em todas as listas desde a chegada de Carlo Ancelotti, em maio do ano passado, ficou de fora da Copa do Mundo. No entanto, o goleiro se tornou protagonista de forma negativa no jogo que poderia dar o título antecipado do Campeonato Saudita para o Al-Nassr e perdeu espaço para o experiente Weverton.

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Confira todos os paranaenses que já jogaram a Copa do Mundo

Miranda – 2018

Natural de Paranavaí, no noroeste paranaense, Miranda participou da Copa do Mundo de 2018 e jogou como titular todas as cinco partidas. Ele, inclusive, foi o capitão da seleção brasileira na vitória por 2 a 0 sobre a Sérvia na fase de grupos e na eliminação para a Bélgica nas quartas de final por 2 a 1.

Durante a carreira, o zagueiro revelado no Coritiba, ainda jogou no Sochaux, da França, antes de passar seis anos no São Paulo. Ele ainda jogou por Atlético de Madrid, Internazionale, Jiangsu Suning, da China, e encerrou a carreira em uma nova passagem pelo São Paulo.

Fernandinho – 2014 e 2018

Fernandinho comemora gol na Copa do Mundo de 2014. (Foto: Becker/Actionplus/Icon Sport).

Fernandinho nasceu em Londrina, na região norte do Paraná, e é um dos únicos que participou de duas Copas do Mundo. O volante fez parte dos 23 convocados por Luiz Felipe Scolari para o Mundial de 2014, no Brasil, e estreou na terceira partida com gol na goleada por 4 a 1 sobre Camarões, em Brasília. Ele esteve no meio-campo da goleada sofrida pela seleção brasileira por 7 a 1 para a Alemanha,

Quatro anos depois, Fernandinho foi convocado por Tite para o Mundial na Rússia. Ele ficou marcado pelo gol contra na eliminação brasileira nas quartas de final para a Bélgica por 2 a 1.

Como jogador, Fernandinho se profissionalizou no Athletico e foi campeão brasileiro de 2001 e paranaense de 2005 antes de se transferir para fora do Brasil. No futebol europeu, o volante se tornou ídolo e multicampeão no Shakthar Donetsk, da Ucrânia, e Manchester City, da Inglaterra. Ele retornou para o Rubro-Negro em 2022 e ganhou os títulos do Estadual em 2023 e 2024. Seu último jogo como profissional foi em 06 de dezembro de 2024, no rebaixamento do Furacão para a Série B do Campeonato Brasileiro.

Henrique – 2014

Nascido em Marechal Cândido Rondon, no oeste do Paraná, o zagueiro Henrique foi a grande novidade na lista de convocados do técnico Luiz Felipe Scolari para a Copa do Mundo em 2014. “O Henrique é um jogador em que confio. Gosto do futebol dele. Toda a comissão técnica observou uma série de detalhes para a indicação do quarto zagueiro. Tivemos nossas discussões, por que isso ou aquilo, e decidimos pela convocação do Henrique”, explicou o técnico, no momento da convocação.

Nome de confiança de Felipão, o jogador paranaense jogou poucos minutos na reta final da vitória da seleção brasileira por 2 a 1 sobre a Colômbia, nas quartas de final.

Henrique iniciou a carreira no Coxa em 2006 e foi campeão da Série B no ano seguinte. Após boas partidas, ele se transferiu para o Palmeiras e chegou a ser negociado com o Barcelona. No retorno para o futebol brasileiro, jogou novamente no Palmeiras e foi campeão da Copa do Brasil de 2012 sob o comando de Luiz Felipe Scolari. O zagueiro ainda passou por Fluminense e Corinthians no futebol brasileiro antes de voltar ao Coritiba em 2021. Ele ficou no clube até 2023, quando encerrou a carreira.

Nilmar – 2010

Nilmar nasceu em Bandeirantes, na região norte do Paraná, e participou da Copa do Mundo de 2010. O atacante jogou quatro das cinco partidas da seleção brasileira e foi titular no empate sem gols com Portugal, na última rodada da fase de grupos. Ele entrou no segundo tempo das vitórias contra Coreia do Norte por 2 a 1 e Chile por 3 a 0 e da derrota por 2 a 1 para os Países Baixos. Só não jogou no triunfo por 3 a 1 sobre a Costa do Marfim.

Apesar de ter nascido no Paraná, Nilmar nunca jogou no futebol paranaense. Revelado no Internacional, o atacante teve boas passagens por Lyon, da França, e Corinthians. Ele ainda jogou novamente no Colorado mais duas vezes, vestiu as camisas de Villarreal, da Espanha, e Al-Rayyan, do Catar, e encerrou a carreira no Santos.

Kleberson – 2002 e 2010

Ronaldo comemora gol do penta com Kléberson ao fundo. (Foto: Firo/Icon Sport).

Paranaense de Uraí, também na região norte, Kleberson é o paranaense de maior sucesso com a camisa da seleção brasileira. O volante foi a grande surpresa do penta em 2002 e assumiu a titularidade já no mata-mata. Ele terminou o Mundial com cinco jogos e duas assistências, sendo uma delas para Ronaldo na final contra a Alemanha. O jogador ainda foi para a Copa de 2010, mas entrou em campo apenas nove minutos nas oitavas contra o Chile.

Revelado pelo Athletico, Kleberson fez parte do elenco campeão brasileiro em 2001. Em 2003, acabou vendido para o Manchester United, da Inglaterra. O volante permaneceu por duas temporadas no gigante inglês e, na sequência, defendeu o Besiktas, da Turquia, por mais duas temporadas.

O paranaense voltou ao futebol brasileiro em 2008 para jogar no Flamengo, onde ficou três temporadas. Em 2011, Kleberson teve nova passagem pelo Athletico. Depois, atuou um ano no Bahia. Ele ainda defendeu o Philadelphia Union, o Indy Eleven e o FL Strikers, nos Estados Unidos, antes de se aposentar em 2016.

Como técnico, Kleberson foi campeão neste ano do Troféu Inconfidência, do Campeonato Mineiro, com o North Esporte Clube, e levou o clube para a Copa do Brasil de 2027.

Belletti – 2002

Belletti, que nasceu em Cascavel, no oeste paranaense, também esteve no grupo campeão do mundo em 2002, mas jogou apenas cinco minutos na semifinal contra a Turquia. Ele era o reserva imediato do capitão Cafu.

Como jogador, Belletti iniciou a carreira como volante, mas fez sucesso na carreira como lateral-direito. No início da carreira, vestiu as camisas de Cruzeiro, São Paulo e Atlético-MG. Depois de uma passagem pelo Villarreal, viveu o auge da carreira no Barcelona e marcou o gol do título da Liga dos Campeões, na temporada 2005/2006. Ainda jogou por Chelsea e Fluminense.

Fora das quatro linhas, Belletti trabalhou quase um ano como diretor executivo internacional do Coritiba, entre dezembro de 2016 e outubro de 2017.

Rogério Ceni – 2002 e 2006

Ídolo do São Paulo, Rogério Ceni nasceu em Pato Branco, no sudoeste do Paraná, e participou de duas Copas do Mundo. Ele foi o terceiro goleiro na conquista do penta em 2002, mas não entrou em campo. Quatro anos depois, foi o reserva imediato de Dida e jogou a última partida da fase de grupos, na goleada por 4 a 1 contra o Japão.

Rogério Ceni começou a carreira no Sinop, do Mato Grosso, em 1990 e se transferiu para o São Paulo no ano seguinte. Com a camisa do Tricolor paulista, ele foi tricampeão brasileiro e paulista, bicampeão da Libertadores e da Sul-Americana e campeão do Mundial de Clubes, sendo herói na final contra o Liverpool, além de um Intercontinental, um Rio-São Paulo e uma Copa Conmebol.

Ainda é o goleiro com mais gols da história do futebol, com 131 gols. Após ‘pendurar as luvas’, Rogério Ceni virou técnico e já foi campeão brasileiro com o Flamengo. Ele também é considerado um dos maiores treinadores da história do Fortaleza e hoje comanda o Bahia.

Paranaenses Kleberson, Belletti e Rogério Ceni na comemoração do penta. (Foto: Matthias Schrader/Photoshot/ Icon Sport).

Dirceu – 1974

Dirceu era o último curitibano na Copa do Mundo até a convocação de Léo Pereira neste ano. O meia ainda é o único paranaense que disputou três Mundiais entre 1974 e 1982. Foram quatro jogos na Alemanha, em 1974, sete na Argentina, em 1978, e mais um na Espanha, em 1982.

O jogador vestiu a camisa do Coritiba entre 1970 e 1972 antes de jogar em Botafogo, Fluminense e Vasco. Ele ainda teve uma longa carreira no futebol internacional, com passagens por América e Venados de Yucatán, ambos do México; Hellas Verona, Napoli, Ascoli, Como, Avelino, Ebolitana e Benevenuto, todos da Itália; Miami Freedom, dos Estados Unidos; e Atlético de Madrid, da Espanha.

Paraná – 1966

Nascido em Cambará, no norte do Paraná, Ademir de Barros, que recebeu o apelido do estado em que nasceu, disputou a Copa do Mundo de 1966. O atacante foi titular na despedida da seleção brasileira, na derrota para Portugal por 3 a 1.

Paraná começou a carreira no São Bento, no interior paulista, e jogou por nove temporadas no São Paulo. Ele ainda teve uma passagem pelo Londrina, em 1976, e ficou marcado por ser o autor do primeiro gol do estádio do Café. O atacante encerrou a carreira no Tricolor paulista, em uma nova passagem em 1982.

Patesko – 1934

Patesko, que nasceu em Curitiba, entrou para a história por ser o primeiro paranaense convocado pela seleção brasileira para a Copa do Mundo. O atacante disputou o Mundial duas vezes e jogou quatro partidas no total. Uma delas foi em 1934, na Itália, e as outras três foram quatro anos depois, na França.

O jogador iniciou a carreira no Palestra Itália, clube já extinto de Curitiba, e ainda jogou por Nacional-URU, Botafogo, Atlético-MG e Fluminense.

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