Athletico e Coritiba aquecem clássico Atletiba com vitórias no Paranaense
Antes de tratar do primeiro encontro entre Athletico e Coritiba na temporada, algo inédito no mês de janeiro, mas produto do enlouquecido calendário do futebol brasileiro, atrapalhado pela exótica Copa do Mundo da Fifa, com 48 seleções no meio do ano, é importante entendermos os momentos das duas equipes. Todos os profissionais estão sendo desafiados […]
Antes de tratar do primeiro encontro entre Athletico e Coritiba na temporada, algo inédito no mês de janeiro, mas produto do enlouquecido calendário do futebol brasileiro, atrapalhado pela exótica Copa do Mundo da Fifa, com 48 seleções no meio do ano, é importante entendermos os momentos das duas equipes.
Todos os profissionais estão sendo desafiados a mostrar serviço em condições bem desfavoráveis, pelo atropelo de datas e campeonatos próximos.
Ambas as equipes estão em fase de arrumação, tanto que os treinadores titulares – Fernando Seabra e Odair Hellmann – só estrearam oficialmente na terceira rodada do Campeonato Paranaense. Mas foi tudo dentro de uma programação interna que permitiu experiências com diversos jogadores da base e com os próprios comandantes interinos – PC de Oliveira e João Correia – com resultados razoáveis, especialmente para o Coxa, que dos três jogos venceu apenas um, enquanto o Furacão ganhou dois e empatou um.
Na partida em que derrotou o Maringá como visitante o técnico Fernando Seabra começou a desenhar a sua formação principal ideal, pelo menos até a largada da Série A do Campeonato Brasileiro, que verdadeiramente conta.
Com o retorno do goleiro Pedro Morisco, de Maicon, Josué, Lucas Ronier e outras referências, agora acrescidas do avante Pedro Rocha, o time alviverde começou a ficar com cara de time de verdade.
Odair Hellmann voltou a arregaçar as mangas e ficar com o time dentro de campo. Time, aliás, que mais pareceu uma colcha de retalhos com poucos titulares efetivos, alguns perdidos pela falta de espaço apenas esperando ser passados para frente e promissoras revelações, com destaque ao atacante Bruninho, que voltou a fazer gol com direito a uma sequência de cambalhotas para delírio da torcida atleticana.
O triunfo sobre o Operário foi meio ao natural, apesar da boa atuação do time de Alex no primeiro tempo e da dispersão generalizada do Athletico. Na segunda fase o time de Odair reapareceu mais compenetrado e os gols de Bruninho, de cabeça, e de Belezi em improvável tiro longo que surpreendeu o goleiro Elias, do Fantasma.
As vitórias no meio de semana ajudaram a aquecer as possibilidades de um grande clássico Atletiba, na Arena da Baixada.


