Athletico e Coritiba vivem dilemas e testes no início do Campeonato Paranaense

Dois famosos botanistas norte-americanos percorriam uma savana, no sertão africano, à procura de uma rara espécie de orquídea, quando se depararam com um enorme leão. “Se esse bicho nos atacar, estamos fritos”, disse um deles. O outro abaixou-se rapidamente e começou a trocar as pesadas botas por tênis. “Você está pensando que pode correr mais […]

Jan 12, 2026 - 10:30
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Athletico e Coritiba vivem dilemas e testes no início do Campeonato Paranaense

Dois famosos botanistas norte-americanos percorriam uma savana, no sertão africano, à procura de uma rara espécie de orquídea, quando se depararam com um enorme leão. “Se esse bicho nos atacar, estamos fritos”, disse um deles.

O outro abaixou-se rapidamente e começou a trocar as pesadas botas por tênis. “Você está pensando que pode correr mais depressa que o leão”, admirou-se o companheiro. “Mais depressa que o leão, não. Basta que eu corra mais depressa que você.”

A sardônica sabedoria dessa historinha antiga pode ser aplicada de muitos modos e a diversos campos de ação, especialmente àqueles que se assemelham a uma selva, onde normas morais ou afetivas raramente têm lugar.

O mundo político e o mundo dos negócios nos dão exemplos diários de autêntica selvageria. No futebol, não é diferente. Vencer ou vencer: eis a lição.

Por isso, todos estão sendo testados durante o Campeonato Paranaense: executivos de futebol, treinadores, árbitros, bandeirinhas e, sobretudo, jogadores. E, em apenas duas rodadas, já temos uma coleção de novidades, boas e más. No campo da arbitragem, destacou-se a desastrosa atuação do trio escalado para o jogo do Athletico em Cianorte.

João Correia no comando do Athletico.

O técnico João Correia, responsável pela organização e direção do time atleticano alternativo, continua fazendo experiências e avaliações, enquanto Odair Hellmann acompanha tudo à distância, atento às boas novidades que já surgiram das categorias de base.

No Coritiba, ao contrário, o técnico PC de Oliveira lamenta o baixo rendimento dos jogadores lançados neste período de testes. Ele entende que a maioria não soube aproveitar a oportunidade ou, simplesmente, não reúne recursos técnicos suficientes para fazer parte do grupo de profissionais do clube. Por outro lado, a diretoria continua enchendo a prateleira de jogadores veteranos, como se já soubesse da escassez de talentos em sua categoria de base.

PC de Oliveira no comando do Coritiba. Foto: Edson de Souza/IMAGO.

Mas os campeonatos estaduais sobrevivem exatamente porque funcionam como uma espécie de pré-temporada, permitindo que os clubes façam suas avaliações antes que a bola role em eventos mais importantes e muito mais rentáveis, como o Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil e os torneios continentais, para quem obteve calendário internacional.

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