Athletico pode ajudar Ancelotti a não repetir erro de Tite com o Flamengo
O Athletico poderá desempenhar um papel importante na caminhada da seleção brasileira rumo ao improvável hexacampeonato mundial na Copa do Mundo 2026. Sob os olhares do técnico Carlo Ancelotti, o Furacão encara o Flamengo, neste domingo (17), às 19h30, pela 16ª rodada do Brasileirão. O italiano estará observando os atletas do clube carioca que constam […]
O Athletico poderá desempenhar um papel importante na caminhada da seleção brasileira rumo ao improvável hexacampeonato mundial na Copa do Mundo 2026. Sob os olhares do técnico Carlo Ancelotti, o Furacão encara o Flamengo, neste domingo (17), às 19h30, pela 16ª rodada do Brasileirão.
O italiano estará observando os atletas do clube carioca que constam na pré-lista de 55 nomes definida pelo treinador: são eles os zagueiros Léo Ortiz e Léo Pereira; os laterais Alex Sandro e Danilo; o meia Lucas Paquetá; e os atacantes Samuel Lino e Pedro.
Uma boa atuação do Furacão poderá ajudar Ancelotti a evitar os erros cometidos por Tite na definição da seleção na Copa de 2022, no Catar. Naquela ocasião, pressionado pela imprensa do eixo e por parte da opinião pública, Tite levou para o Oriente Médio o meia Everton Ribeiro e o atacante Pedro, então destaques do Urubu.
A dupla foi só para passear. Quando entraram em campo, o meia e o atacante demonstraram estar muito abaixo do nível exigido na principal competição do planeta. Pareciam disputar algum outro esporte. Não agregaram em absolutamente nada. Já no futebol brasileiro, eram acima da média. Desde então, pouco mudou.
Nada explicaria uma nova ida de Pedro para mais um Mundial. Quatro anos depois, sequer se firma como titular do Flamengo. Bateu jovem na mediana Fiorentina e nunca mais foi cogitado pelos grandes clubes da Europa. Foi exposto duramente pelo ex-técnico Filipe Luís.
Pedro é o tipo de atacante de área à moda antiga que só rende mesmo no pobre futebol sul-americano. Por aqui, sua técnica um pouco acima da média, bom posicionamento e finalização bastam. Mas só mesmo por aqui. E mesmo assim nem sempre. Diante do modestíssimo Vitória, na Copa do Brasil, não conseguiu decidir.
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Condição física de veteranos do Flamengo assusta
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A eliminação do Flamengo para o Vitória no meio de semana na Copa do Brasil também deixou evidente: Alex Sandro e Danilo são ex-jogadores em atividade.
Se ainda têm algum espaço, é porque o ilusório futebol disputado no Brasil assim o permite. E porque a nova safra de laterais do país é péssima, sendo o principal ponto fraco do time. Ninguém discute que ambos já foram bons jogadores. No passado distante. Hoje, não têm mais a mínima condição de vestir a camisa da seleção.
Para entendermos o risco da convocação de ambos, basta olharmos para a desesperada Itália: nem mesmo na mais profunda crise os italianos cogitaram chamar o volante Jorginho, talvez a principal referência técnica do Flamengo neste momento. Jorginho ainda sobra no Brasil. E não serve para a Itália.
Léo Pereira é bom zagueiro com um grande defeito
Já Léo Pereira e Léo Ortiz entram na mesma categoria de Pedro: bons para o cenário local, não têm estatura para os grandes palcos. Mais bem cotado para ir à Copa, Léo Pereira é inegavelmente um bom zagueiro. No Brasil. Mas tem um problema que coloca tudo em risco: pensa que joga mais do que realmente joga. /https%3A%2F%2Fmedia.umdoisesportes.com.br%2Fmain%2F2026%2F05%2Fleo-pereira-flamengo.jpg)
Isto não acontece por acaso. Há anos seguidos no multicampeão Flamengo, é titular do time de maior orçamento do continente. Passou a pensar, algumas vezes, que é algum tipo de craque da posição. Longe disso.
O amistoso contra a França deixou evidente: se entrar em campo na Copa, será uma temeridade. A não ser que faça o feijão com arroz muito bem feito. Menos mal que Emerson Royal não consta na pré-lista. Mas ainda assim corre nos bastidores que ele poderia ser convocado. É o pior de todos.
Sobram, então, Paquetá e Samuel Lino
Para completar, sobram ainda do Flamengo o meia Lucas Paquetá e o atacante Samuel Lino. Titular na Copa de 2022, o primeiro tinha tudo para ser nome garantido, mas viu a carreira despencar. Se envolveu em polêmica de apostas, caiu em desgraça no Velho Continente. Só restou voltar ao Brasil. E voltou mal. /https%3A%2F%2Fmedia.umdoisesportes.com.br%2Fmain%2F2026%2F05%2Fsamuel-lino-flamengo.jpg)
Já Lino veio para o Flamengo sob altas expectativas, após ser peça de uso regular no Atlético de Madrid de Diego Simeone. A pressão de jogar no maior clube brasileiro, no entanto, expôs seu futebol. Virou jogador comum. E nada mais.
Diante do Vitória, se enrolou, tropeçou na bola, tomou decisões erradas e, quando o bicho pegou, se escondeu do jogo. Acabou substituído. E o Flamengo, eliminado.

