Athletico torna-se dependente de Hellmann. E vence a Chapecoense

Eis uma grande verdade: há tempo o Athletico não era tão dependente do seu treinador, como é esse cujos números surpreendem e empolgam no Brasileirão. Não se trata de tese, mas de fatos. Sempre que o Furacão precisou compensar com qualidade e experiência os equívocos de Odair Hellmann, não as teve, como ocorreu em Salvador, […]

Abr 12, 2026 - 19:30
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Athletico torna-se dependente de Hellmann. E vence a Chapecoense

Eis uma grande verdade: há tempo o Athletico não era tão dependente do seu treinador, como é esse cujos números surpreendem e empolgam no Brasileirão.

Não se trata de tese, mas de fatos. Sempre que o Furacão precisou compensar com qualidade e experiência os equívocos de Odair Hellmann, não as teve, como ocorreu em Salvador, contra o Bahia, e em Belo Horizonte, contra o Galo. A vitória de ontem, na Baixada, sobre a Chapecoense por 2 a 0, escancarou essa dependência.

Jogando sem ordem, o primeiro do Furacão parecia comprometer uma vitória que estava no campo da obrigação.  Com o inacabado Portilla no meio campo e o perdido Julimar, não criou uma única chance contra a fraquíssima Chapecoense, recebendo vaias pelo zero a zero.

Mas veio o segundo tempo e com ele uma outra grande verdade: o Athletico pode confiar em Odair. Entre as suas virtudes, tem uma que é rara nos treinadores atuais: a consciência do erro. Revisando as suas ideias de origem do jogo, trocou Julimar e Portilla por Zapelli e Bruninho.

O Athletico saiu do tédio. Bruninho, parecendo ter visto “Arremesso Final”, já aprendeu o que Michael Jordan ensina para qualquer atleta, em qualquer esporte coletivo: “A passagem no um contra um desmonta qualquer sistema defensivo”.

Bruninho foi peça-chave em mudança de postura do Furacão. Foto: Geraldo Bubniak/ZUMA Press Wire/Alamy

E foi o que Bruninho fez: no um contra um, abriu e deixou atordoada a defesa da Chape. Na primeira, a bola foi a Zapelli, que deu o lançamento que acabou no gol de Mendoza; depois, a bola foi para João Cruz, como se já tivesse visto as enfiadas de Didi para Vavá e Pelé, em 1958, enfiou para Viveros fazer o segundo gol.

Os colombianos fizeram os gols. E isso provocou-me a lembrança de uma recente declaração do técnico Renato Gaúcho, para quem os seus colombianos têm dificuldade em entender as suas ordens. No fundo, colocou em dúvida a capacidade de percepção do jogador colombiano.

Será que essa capacidade não está atrelada à capacidade do treinador em transmitir as ordens táticas? Pela excelência do posicionamento de Mendoza e Viveros, a questão parece ser o treinador. Os colombianos do Athletico entendem bem Odair Hellmann. Mendoza foi o melhor em campo. 

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