Athletico x Coritiba: O acaso não irá ao clássico Atletiba 400 da Baixada

Houve o tempo romântico. Em um estúdio de rádio, passávamos a semana de Atletiba discutindo quem era o favorito. Nofinal, o Coritiba era quase sempre o escolhido, porque sempre tinha o poder técnico e financeiro. Só não era uma regra unânime,porque eu me intrometia a favor do Athletico, com um argumento próprio dos perdedores: o […]

Mar 20, 2026 - 19:30
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Athletico x Coritiba: O acaso não irá ao clássico Atletiba 400 da Baixada

Houve o tempo romântico. Em um estúdio de rádio, passávamos a semana de Atletiba discutindo quem era o favorito. No
final, o Coritiba era quase sempre o escolhido, porque sempre tinha o poder técnico e financeiro. Só não era uma regra unânime,
porque eu me intrometia a favor do Athletico, com um argumento próprio dos perdedores: o acaso que, muitas vezes, improvisa a glória.

Com o tempo, descartei o acaso como esperança. Com Capitão, Washington e Assis, depois com Adriano, Alex Mineiro e Kléber “Incendiário”, mais tarde com Lucho González, Bruno Guimarães e Marco Ruben, “o poeta matador de Sandro Moser”, que nem sabia que os coxas existiam, o acaso foi para o Couto Pereira.

Domingo, pelo Brasileirão, tem Atletiba 400, na Baixada. Pode-se alongar as horas de debates no estúdios, nas esquinas e nos bares, que não haverá conclusão sobre um favorito.

Atletico e Coritiba são times iguais em tudo. Um equilíbrio melancólico, pois os defeitos são muitos e as virtudes raríssimas. E são tão iguais, que o próprio acaso, não teria disposição de servir um ou outro. Pois como escreveu Machado de Assis: “o acaso … É
um Deus e um diabo ao mesmo tempo”.

Um Atletiba sem jogadores de qualidade técnica, só tem um roteiro: força física, jogo rústico e jogo picado por falta. Bem por isso, eventualmente, pode ser decidido em um lance inesperado.

Assista ao podcast Carneiro & Mafuz #123

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