Brasileirão sofre invasão colombiana e bate recordes: “Têm fome de vencer”
A Série A do Brasileirão 2026 conta com um ingrediente sul-americano interessante: é a edição deste século com mais jogadores nascidos na Colômbia. Um levantamento do UmDois Esportes aponta que 12 dos 20 clubes da elite contam com pelo menos um colombiano no elenco, sendo que o Athletico e o Vasco são os clubes com […]
A Série A do Brasileirão 2026 conta com um ingrediente sul-americano interessante: é a edição deste século com mais jogadores nascidos na Colômbia. Um levantamento do UmDois Esportes aponta que 12 dos 20 clubes da elite contam com pelo menos um colombiano no elenco, sendo que o Athletico e o Vasco são os clubes com mais atletas do país sul-americano.
O Furacão chegou a sete colombianos e 11 estrangeiros no elenco com a chegada do atacante Edwin Cetré, que se tornou a contratação mais cara da história do clube. O jogador de 28 anos acertou por três temporadas e desembarca em Curitiba neste sábado (31) após ter conquistado quatro títulos nos dois últimos anos com o Estudiantes, da Argentina.
O segundo clube com mais colombianos é o Vasco da Gama. A equipe comandada por Fernando Diniz e presidida pelo ex-jogador Pedrinho conta com quatro atletas da Colômbia: o zagueiro Carlos Cuesta, Andrés Gómez, Johan Rojas e Marino Hinestroza.
Outros dois times têm três colombianos. É o caso do Fluminense, com o lateral-esquerdo Gabriel Fuentes e os atacantes Kevin Serna e Santiago Moreno, e o Grêmio, o volante Gustavo Cuéllar, o meia Miguel Monsalve e o atacante José Enamorado.
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O que explica interesse brasileiro no futebol da Colômbia?
Mas o que explica tanto interesse nesses atletas? O UmDois procurou o empresário Gian Petruziello, que trabalha na gestão de carreira de Jhon Arias. Em 2021, o meia foi comprado por 600 mil dólares (R$ 3,1 milhões) e acabou vendido na metade de 2025 por 22 milhões de euros, cerca de R$ 142 milhões.
“Eu acredito muito no aspecto físico e na fome que eles têm em querer vencer na vida. Ao meu ver, isso gera um impacto no grupo de forma geral. É bonito de ver como o colombiano encara o desafio de estar no Brasil. A maneira que valorizam a oportunidade acima de tudo”, aponta ele.
Além do perfil dos atletas, outros fatores também contribuem para essa alavancada de transferências. Petruziello cita, obviamente, a questão econômica. Com o mercado brasileiro inflacionado, os clubes procuram alternativas nos países vizinhos, sendo que também é vantajosos para os atletas.
Além disso, o empresário indica, por exemplo, a diferença dos salários dos atletas entre o futebol brasileiro e colombiano.
“Houve uma injeção de recursos muito grande no mercado brasileiro nos últimos três anos, que nos faz igualar ofertas de clubes europeus inclusive. Os clubes colombianos não têm a capacidade financeira que os nossos têm. Conectado a isso, a média dos salários na Colômbia é muito inferior a nossa. Muitos jogadores da Liga Dimayor [Primeira Divisão colombiana] ganham o mesmo que um jogador da Série C aqui. Até por isso, já encontramos colombianos na Série B e até Série C“, completa.
12 clubes da Série A do Brasileirão têm colombianos no elenco; veja a lista
- Athletico – Carlos Terán, Juan Felipe Aguirre, Juan Portilla, Alejandro Garcia, Steven Mendoza, Kevin Viveros e Edwuin Cetré.
- Vasco – Carlos Cuesta, Andrés Gómez, Johan Rojas e Marino Hinestroza.
- Fluminense (Gabriel Fuentes, Kevin Serna e Santiago Moreno) e Grêmio (Gustavo Cuéllar, Miguel Monsalve e José Enamorado).
- Cruzeiro (Neiser Villarraeal e Luis Sinisterra), Internacional (Rafael Borré e Johan Carbonero) e Red Bull Bragantino (Sergio Palacios e Henry Mosquera).
- Atlético-MG (Mateo Cassierra), Botafogo (Jordan Barrera), Chapecoense (Jonathan Palacios), Coritiba (Sebástian Gómez), Flamengo (Jorge Carrascal), Remo (Víctor Cantillo).

