Câncer no cérebro, cirurgias e 11 anos de tratamento: relembre problemas de saúde enfrentados por Oscar Schmidt

Oscar Schmidt Reprodução/Instagram Após 15 anos do diagnóstico de câncer no cérebro, o ídolo do basquete brasileiro, Oscar Schmidt, morreu nesta sexta-feira (17). Ele foi levado ao hospital depois de um mal-estar. O falecimento do ex-atleta acontece após anos de seguidas batalhas contra problemas de saúde. O primeiro deles foi o diagnóstico, ainda em 2011, de um tipo de câncer de cérebro chamado glioma, localizado na parte frontal esquerda do cérebro. Na época, Schmidt realizou uma cirurgia para a retirada do tumor de grau 2, considerado baixo. Em 2013, o ex-jogador iniciou uma nova luta contra a doença. Foi identificado um aumento do câncer para grau 3, com necessidade de uma nova operação e sessões de radioterapia. Depois da nova cirurgia, ele iniciou um tratamento com quimioterapia, para controlar a doença e impedir o retorno dela. VEJA TAMBÉM: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Cura e interrupção do tratamento Em 2022, 11 anos após o diagnóstico, Oscar afirmou estar curado e disse ter interrompido as sessões de quimioterapia. Em uma entrevista, nesse mesmo ano, ele declarou que teria parado o tratamento por conta própria. "Eu fiz quimioterapia, que eu parei esse ano. Eu mesmo decidi parar. O doutor falou, há três anos, que estava pensando em parar com a quimioterapia. [...] Aí, continuamos mais dois anos e meio e eu parei no começo desse ano porque, se ele falou dois anos e meio atrás, significa que eu estou curado", disse na época. Segundo sua assessoria, o atleta vinha sendo acompanhado por uma equipe médica e pelo mesmo oncologista desde 2013, estava bem de saúde e era considerado curado da doença. Depois da interrupção do tratamento, Oscar realizava um acompanhamento de rotina para monitorar seu estado de saúde. LEIA TAMBÉM: O remédio de bilhões contra o câncer que poucos conseguem pagar Após 4 sessões de imunoterapia, paciente com melanoma raro tem regressão ampla das metástases Câncer no cérebro Os tumores no cérebro acontecem quando há o desenvolvimento anormal de células, que crescem de maneira descontrolada e formam uma massa com nódulos. Como no cérebro existem vários tipos de células – neurônios, células da glia (uma espécie de "armação" onde ficam os neurônios), células ependimais (que revestem internamente as cavidades do cérebro), células das meninges e das glândulas hipófise e pineal –, também há diferentes tipos de tumores no órgão. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer no sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal) representa 1,4 a 1,8% de todos os tumores malignos no mundo. Cerca de 88% dos tumores de SNC são no cérebro. A estimativa do instituto é que, até 2028, o Brasil registre cerca de 12 mil novos casos da doença. Existem diversas causas que podem levar ao desenvolvimento da doença, mas fatores como exposição à radiação e deficiência do sistema imunológico são fatores de risco. A detecção precoce ainda é a principal estratégia para aumentar a possibilidade de cura. Ela pode ser feita por meio de exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos. Os médicos recomendam que a investigação deve ser realizada em caso de sintomas como: Perda de funções neurológicas Dores de cabeça Náuseas e vômitos Convulsões Dificuldades de equilíbrio Visão turva Mudanças de comportamento Sonolência acentuada e coma "Na maior parte das vezes, esses sintomas não são causados por câncer, mas é importante que eles sejam investigados por um médico, principalmente se não melhorarem em alguns dias", detalha o INCA.

Abr 17, 2026 - 17:00
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Câncer no cérebro, cirurgias e 11 anos de tratamento: relembre problemas de saúde enfrentados por Oscar Schmidt

Oscar Schmidt Reprodução/Instagram Após 15 anos do diagnóstico de câncer no cérebro, o ídolo do basquete brasileiro, Oscar Schmidt, morreu nesta sexta-feira (17). Ele foi levado ao hospital depois de um mal-estar. O falecimento do ex-atleta acontece após anos de seguidas batalhas contra problemas de saúde. O primeiro deles foi o diagnóstico, ainda em 2011, de um tipo de câncer de cérebro chamado glioma, localizado na parte frontal esquerda do cérebro. Na época, Schmidt realizou uma cirurgia para a retirada do tumor de grau 2, considerado baixo. Em 2013, o ex-jogador iniciou uma nova luta contra a doença. Foi identificado um aumento do câncer para grau 3, com necessidade de uma nova operação e sessões de radioterapia. Depois da nova cirurgia, ele iniciou um tratamento com quimioterapia, para controlar a doença e impedir o retorno dela. VEJA TAMBÉM: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Cura e interrupção do tratamento Em 2022, 11 anos após o diagnóstico, Oscar afirmou estar curado e disse ter interrompido as sessões de quimioterapia. Em uma entrevista, nesse mesmo ano, ele declarou que teria parado o tratamento por conta própria. "Eu fiz quimioterapia, que eu parei esse ano. Eu mesmo decidi parar. O doutor falou, há três anos, que estava pensando em parar com a quimioterapia. [...] Aí, continuamos mais dois anos e meio e eu parei no começo desse ano porque, se ele falou dois anos e meio atrás, significa que eu estou curado", disse na época. Segundo sua assessoria, o atleta vinha sendo acompanhado por uma equipe médica e pelo mesmo oncologista desde 2013, estava bem de saúde e era considerado curado da doença. Depois da interrupção do tratamento, Oscar realizava um acompanhamento de rotina para monitorar seu estado de saúde. LEIA TAMBÉM: O remédio de bilhões contra o câncer que poucos conseguem pagar Após 4 sessões de imunoterapia, paciente com melanoma raro tem regressão ampla das metástases Câncer no cérebro Os tumores no cérebro acontecem quando há o desenvolvimento anormal de células, que crescem de maneira descontrolada e formam uma massa com nódulos. Como no cérebro existem vários tipos de células – neurônios, células da glia (uma espécie de "armação" onde ficam os neurônios), células ependimais (que revestem internamente as cavidades do cérebro), células das meninges e das glândulas hipófise e pineal –, também há diferentes tipos de tumores no órgão. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer no sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal) representa 1,4 a 1,8% de todos os tumores malignos no mundo. Cerca de 88% dos tumores de SNC são no cérebro. A estimativa do instituto é que, até 2028, o Brasil registre cerca de 12 mil novos casos da doença. Existem diversas causas que podem levar ao desenvolvimento da doença, mas fatores como exposição à radiação e deficiência do sistema imunológico são fatores de risco. A detecção precoce ainda é a principal estratégia para aumentar a possibilidade de cura. Ela pode ser feita por meio de exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos. Os médicos recomendam que a investigação deve ser realizada em caso de sintomas como: Perda de funções neurológicas Dores de cabeça Náuseas e vômitos Convulsões Dificuldades de equilíbrio Visão turva Mudanças de comportamento Sonolência acentuada e coma "Na maior parte das vezes, esses sintomas não são causados por câncer, mas é importante que eles sejam investigados por um médico, principalmente se não melhorarem em alguns dias", detalha o INCA.