Casal transforma tradição judaica em negócio de R$ 150 mil por mês em São Paulo
Casal transforma culinária judaica em negócio para diferentes públicos Quando o israelense Moris Mayzel e a brasileira Andréa Ayres decidiram abrir um restaurante em São Paulo, a ideia não era apenas servir comida. O objetivo era apresentar uma cultura inteira à mesa. O casal, que se conheceu em Buenos Aires e está junto há mais de uma década, chegou à capital paulista em 2025 disposto a construir uma nova etapa da vida. Enquanto iniciavam o processo para formar uma família, também decidiram criar raízes na cidade por meio do empreendedorismo. O resultado foi a abertura de um restaurante especializado em culinária judaica, com receitas inspiradas em diferentes comunidades espalhadas pelo mundo. “Quando criamos o restaurante, pensamos em fazer comida judaica para todas as pessoas. Queríamos apresentar essa culinária de maneira cultural, não vinculada apenas a um país ou região específica”, afirma Andréa. A proposta encontrou terreno fértil em São Paulo, conhecida pela diversidade gastronômica. Em vez de concentrar o cardápio apenas em receitas israelenses, o restaurante reúne pratos tradicionais de diferentes origens da diáspora judaica, despertando a curiosidade de clientes que buscam novas experiências gastronômicas. Casal transforma tradição judaica em negócio de R$ 150 mil por mês em São Paulo Reprodução/PEGN Da tradição familiar ao modelo de negócio O empreendimento nasceu com investimento inicial de R$ 350 mil. Hoje, opera com oito colaboradores e alcança faturamento médio mensal de R$ 150 mil. Segundo Andréa, o público varia conforme o dia da semana. Aos fins de semana, predominam clientes da comunidade judaica, muitos em busca de sabores que remetem às receitas preparadas por pais e avós. Já durante a semana, o restaurante recebe profissionais que trabalham na região da Avenida Paulista. “Temos dois públicos bem diferentes. No fim de semana, vem muito pessoal da comunidade. Durante a semana, recebemos pessoas que trabalham por aqui e procuram uma opção diferente para o almoço”, explica. Para atender a diferentes perfis, o estabelecimento oferece pratos executivos nos dias úteis, sem abrir mão da identidade gastronômica da casa. Operação inspirada em Buenos Aires Um dos diferenciais do negócio está no horário de funcionamento. Aberto de terça a domingo, das 8h às 22h, o restaurante serve todas as opções do cardápio ao longo do dia, independentemente do horário. A inspiração veio dos cafés e restaurantes frequentados pelo casal em Buenos Aires. “Achamos que o bairro comportava esse formato. As pessoas já entenderam que podem comer o que quiserem, na hora que quiserem”, diz a empresária. Além da cozinha principal, o espaço investe em uma pequena padaria artesanal que produz pães tradicionais judaicos. Muitos clientes, segundo Andréa, frequentam o local exclusivamente para comprar os produtos de panificação. Casal transforma tradição judaica em negócio de R$ 150 mil por mês em São Paulo Reprodução/PEGN Divisão de funções e crescimento A administração do negócio é compartilhada entre os sócios. Moris lidera toda a criação do cardápio e a operação da cozinha, enquanto Andréa responde pela gestão financeira e administrativa. A complementaridade das funções ajudou a estruturar a empresa desde o início. Antes mesmo da inauguração, o casal buscou apoio para planejamento financeiro, escolha do ponto comercial e compra de equipamentos. Entre as despesas iniciais, esteve a aquisição de maquinário para a operação do restaurante. O negócio também adotou sistemas integrados de gestão financeira e recebimento, além de investir em soluções de pagamento para acompanhar o crescimento da operação. Relacionamento próximo com os clientes Mesmo apostando no delivery por meio das plataformas digitais, Andréa afirma que o principal diferencial continua sendo o atendimento personalizado. “Muitas vezes o cliente faz uma encomenda para aniversário ou evento. Quando possível, eu mesma faço a entrega. Gostamos de criar vínculo com as pessoas”, conta. O relacionamento próximo acaba gerando histórias emocionantes. Não são raros os relatos de clientes que se comovem ao experimentar pratos que remetem à infância. “A gente vê muitas pessoas se emocionarem com o cardápio. Algumas dizem que não comiam determinado prato desde a infância. Isso é muito especial", completa. A comida como memória Para Moris, a gastronomia tem o poder de despertar lembranças da mesma forma que a música. Segundo o empreendedor, muitas receitas carregam memórias familiares e afetivas que atravessam gerações e fronteiras. É justamente essa conexão emocional que o casal procura reproduzir em cada prato servido. A ambição para os próximos anos não está necessariamente ligada à expansão acelerada, mas à consolidação da marca. “Queremos criar um lugar para onde as pessoas voltem, tragam suas famílias e se sintam acolhidas. Esse é o nosso principal objetivo”, afirma Andréa. No fim das contas, mais do que apresentar sabores da culinária judaica, o restaurante

Casal transforma culinária judaica em negócio para diferentes públicos Quando o israelense Moris Mayzel e a brasileira Andréa Ayres decidiram abrir um restaurante em São Paulo, a ideia não era apenas servir comida. O objetivo era apresentar uma cultura inteira à mesa. O casal, que se conheceu em Buenos Aires e está junto há mais de uma década, chegou à capital paulista em 2025 disposto a construir uma nova etapa da vida. Enquanto iniciavam o processo para formar uma família, também decidiram criar raízes na cidade por meio do empreendedorismo. O resultado foi a abertura de um restaurante especializado em culinária judaica, com receitas inspiradas em diferentes comunidades espalhadas pelo mundo. “Quando criamos o restaurante, pensamos em fazer comida judaica para todas as pessoas. Queríamos apresentar essa culinária de maneira cultural, não vinculada apenas a um país ou região específica”, afirma Andréa. A proposta encontrou terreno fértil em São Paulo, conhecida pela diversidade gastronômica. Em vez de concentrar o cardápio apenas em receitas israelenses, o restaurante reúne pratos tradicionais de diferentes origens da diáspora judaica, despertando a curiosidade de clientes que buscam novas experiências gastronômicas. Casal transforma tradição judaica em negócio de R$ 150 mil por mês em São Paulo Reprodução/PEGN Da tradição familiar ao modelo de negócio O empreendimento nasceu com investimento inicial de R$ 350 mil. Hoje, opera com oito colaboradores e alcança faturamento médio mensal de R$ 150 mil. Segundo Andréa, o público varia conforme o dia da semana. Aos fins de semana, predominam clientes da comunidade judaica, muitos em busca de sabores que remetem às receitas preparadas por pais e avós. Já durante a semana, o restaurante recebe profissionais que trabalham na região da Avenida Paulista. “Temos dois públicos bem diferentes. No fim de semana, vem muito pessoal da comunidade. Durante a semana, recebemos pessoas que trabalham por aqui e procuram uma opção diferente para o almoço”, explica. Para atender a diferentes perfis, o estabelecimento oferece pratos executivos nos dias úteis, sem abrir mão da identidade gastronômica da casa. Operação inspirada em Buenos Aires Um dos diferenciais do negócio está no horário de funcionamento. Aberto de terça a domingo, das 8h às 22h, o restaurante serve todas as opções do cardápio ao longo do dia, independentemente do horário. A inspiração veio dos cafés e restaurantes frequentados pelo casal em Buenos Aires. “Achamos que o bairro comportava esse formato. As pessoas já entenderam que podem comer o que quiserem, na hora que quiserem”, diz a empresária. Além da cozinha principal, o espaço investe em uma pequena padaria artesanal que produz pães tradicionais judaicos. Muitos clientes, segundo Andréa, frequentam o local exclusivamente para comprar os produtos de panificação. Casal transforma tradição judaica em negócio de R$ 150 mil por mês em São Paulo Reprodução/PEGN Divisão de funções e crescimento A administração do negócio é compartilhada entre os sócios. Moris lidera toda a criação do cardápio e a operação da cozinha, enquanto Andréa responde pela gestão financeira e administrativa. A complementaridade das funções ajudou a estruturar a empresa desde o início. Antes mesmo da inauguração, o casal buscou apoio para planejamento financeiro, escolha do ponto comercial e compra de equipamentos. Entre as despesas iniciais, esteve a aquisição de maquinário para a operação do restaurante. O negócio também adotou sistemas integrados de gestão financeira e recebimento, além de investir em soluções de pagamento para acompanhar o crescimento da operação. Relacionamento próximo com os clientes Mesmo apostando no delivery por meio das plataformas digitais, Andréa afirma que o principal diferencial continua sendo o atendimento personalizado. “Muitas vezes o cliente faz uma encomenda para aniversário ou evento. Quando possível, eu mesma faço a entrega. Gostamos de criar vínculo com as pessoas”, conta. O relacionamento próximo acaba gerando histórias emocionantes. Não são raros os relatos de clientes que se comovem ao experimentar pratos que remetem à infância. “A gente vê muitas pessoas se emocionarem com o cardápio. Algumas dizem que não comiam determinado prato desde a infância. Isso é muito especial", completa. A comida como memória Para Moris, a gastronomia tem o poder de despertar lembranças da mesma forma que a música. Segundo o empreendedor, muitas receitas carregam memórias familiares e afetivas que atravessam gerações e fronteiras. É justamente essa conexão emocional que o casal procura reproduzir em cada prato servido. A ambição para os próximos anos não está necessariamente ligada à expansão acelerada, mas à consolidação da marca. “Queremos criar um lugar para onde as pessoas voltem, tragam suas famílias e se sintam acolhidas. Esse é o nosso principal objetivo”, afirma Andréa. No fim das contas, mais do que apresentar sabores da culinária judaica, o restaurante aposta na hospitalidade como ingrediente principal. Uma combinação que tem atraído tanto quem busca matar a saudade de receitas familiares quanto quem deseja conhecer uma nova cultura através da comida. Casal transforma tradição judaica em negócio de R$ 150 mil por mês em São Paulo Reprodução/PEGN Sová Comida Judaica

