Cientistas detectam microplásticos na chuva na Indonésia; veja VÍDEO

Veja reportagem completa no VÍDEO acima Resumo: Até a chuva está contaminada com microplásticos. Foi o que constataram cientistas na Indonésia. E eles alertam que a situação está piorando. "Nossa pesquisa ao longo dos últimos dez anos mostrou que todas as amostras de água – de rios e de águas costeiras e marinhas – continham microplásticos", afirma o pesquisador e oceanógrafo Muhammad Reza Cordova. Os microplásticos têm origem em coisas do dia a dia, como roupas com tecidos sintéticos, embalagens plásticas, pneus de veículos e outros materiais de plástico. Tudo isso acaba em aterros sanitários por toda a Indonésia. E as instalações de processamento desses resíduos ainda são limitadas no país. Infelizmente, na Indonésia, mais de 70% dos aterros sanitários são lixões a céu aberto. Com isso, o lixo fica exposto à luz solar. Quando expostas, as partículas plásticas são liberadas no ar e transportadas para toda parte, infiltrando-se nas águas subterrâneas e fluindo para os rios", diz Reza Cordova. A poluição plástica é um problema na Indonésia há décadas. Mas o que é novo é o nível de contaminação na chuva. A chuva de Jacarta transporta em média de 15 a 40 partículas de microplástico por metro quadrado. E os cientistas afirmam que a quantidade só aumenta. Os perigos da inalação de microplásticos ainda estão sendo estudados. Pesquisas sugerem que ela possa causar inflamação e comprometimento da função pulmonar, além de ter consequências de longo prazo para a saúde. Cientistas afirmam que os microplásticos podem transportar micróbios, já que bactérias e fungos conseguem aderir às superfícies plásticas. Isso significa que os microplásticos poderiam atuar como vetores de doenças. O governo de Jacarta está levando a ameaça a sério. E, em caso de chuva forte, alerta a população a permanecer em ambientes fechados ou usar máscaras. Mas, bom, se nem o uso de plástico nem as montanhas de lixo deverão diminuir tão cedo, fica claro que esse problema também não deve desaparecer. Veja também: Borboletas sinalizam a lenta recuperação da Mata Atlântica da Serra do Japi

Mai 14, 2026 - 05:30
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Cientistas detectam microplásticos na chuva na Indonésia; veja VÍDEO
Veja reportagem completa no VÍDEO acima Resumo: Até a chuva está contaminada com microplásticos. Foi o que constataram cientistas na Indonésia. E eles alertam que a situação está piorando. "Nossa pesquisa ao longo dos últimos dez anos mostrou que todas as amostras de água – de rios e de águas costeiras e marinhas – continham microplásticos", afirma o pesquisador e oceanógrafo Muhammad Reza Cordova. Os microplásticos têm origem em coisas do dia a dia, como roupas com tecidos sintéticos, embalagens plásticas, pneus de veículos e outros materiais de plástico. Tudo isso acaba em aterros sanitários por toda a Indonésia. E as instalações de processamento desses resíduos ainda são limitadas no país. Infelizmente, na Indonésia, mais de 70% dos aterros sanitários são lixões a céu aberto. Com isso, o lixo fica exposto à luz solar. Quando expostas, as partículas plásticas são liberadas no ar e transportadas para toda parte, infiltrando-se nas águas subterrâneas e fluindo para os rios", diz Reza Cordova. A poluição plástica é um problema na Indonésia há décadas. Mas o que é novo é o nível de contaminação na chuva. A chuva de Jacarta transporta em média de 15 a 40 partículas de microplástico por metro quadrado. E os cientistas afirmam que a quantidade só aumenta. Os perigos da inalação de microplásticos ainda estão sendo estudados. Pesquisas sugerem que ela possa causar inflamação e comprometimento da função pulmonar, além de ter consequências de longo prazo para a saúde. Cientistas afirmam que os microplásticos podem transportar micróbios, já que bactérias e fungos conseguem aderir às superfícies plásticas. Isso significa que os microplásticos poderiam atuar como vetores de doenças. O governo de Jacarta está levando a ameaça a sério. E, em caso de chuva forte, alerta a população a permanecer em ambientes fechados ou usar máscaras. Mas, bom, se nem o uso de plástico nem as montanhas de lixo deverão diminuir tão cedo, fica claro que esse problema também não deve desaparecer. Veja também: Borboletas sinalizam a lenta recuperação da Mata Atlântica da Serra do Japi