Corinthians x Athletico: 7 jogadores históricos que jogaram por Timão e Furacão

O Athletico enfrenta o Corinthians nesta quinta-feira (30), às 19h30, na Neo Química Arena, pela 21ª rodada do Brasileirão 2026. No histórico, são diversos jogadores importantes que já atuaram pelos dois clubes. Dos dez maiores ídolos da história do Athletico, segundo a lista feita pelo UmDois Esportes no centenário, cinco já vestiram a camisa do Corinthians. Confira a lista de 10 jogadores […]

Jul 29, 2026 - 09:00
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Corinthians x Athletico: 7 jogadores históricos que jogaram por Timão e Furacão

Athletico enfrenta o Corinthians nesta quinta-feira (30), às 19h30, na Neo Química Arena, pela 21ª rodada do Brasileirão 2026. No histórico, são diversos jogadores importantes que já atuaram pelos dois clubes.

Dos dez maiores ídolos da história do Athletico, segundo a lista feita pelo UmDois Esportes no centenário, cinco já vestiram a camisa do Corinthians. Confira a lista de 10 jogadores que defenderam ambos os clubes.

Barcímio Sicupira

Considerado o maior ídolo da história rubro-negra, Barcímio Sicupira também é o maior artilheiro da história do clube, com 158 gols. O jogador já mostrou seu potencial logo na estreia, em 1968, quando marcou um gol de bicicleta no empate em 1 a 1 com o São Paulo, na Vila Capanema, e foi campeão e artilheiro no Campeonato Paranaense de 1970.

Sicupira recebendo homenagem do Athletico em 2019. (Foto: Gabriel Machado/AGIF/Gazeta Press).

A passagem pelo Athletico só teve uma breve pausa em 1972. Foi justamente quando o ‘Craque da 8’ se transferiu por empréstimo para o Corinthians para a disputa do Campeonato Brasileiro. Pelo Timão, Sicupira marcou quatro gols em 22 jogos, com 10 vitórias, 8 empates e 4 derrotas.

No final daquela temporada, o ídolo retornou para o Furacão e jogou até a aposentadoria, em 1975, aos 31 anos de idade.

Adriano Imperador

Campeão brasileiro pelo Flamengo em 2009, o Imperador foi anunciado pelo Corinthians em 31 de março de 2011. A passagem durou 347 dias, com apenas oito jogos e dois gols. Um deles, no entanto, foi contra o Atlético-MG e fundamental para a conquista do título brasileiro em 2011.

A passagem no Timão só aconteceu porque Ronaldo Fenômeno convenceu o ex-companheiro da seleção brasileira. Adriano estava infeliz na Roma e teve o retorno ao Flamengo vetado pelo então técnico Vanderlei Luxemburgo. Com a saída da Itália, o Imperador assinou com o Corinthians e acertou um salário de R$ 380 mil.

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Imperador teve passagens conturbadas por Corinthians e Athletico. Foto: GPG/IconSport

A chegada em São Paulo ainda previa uma recuperação de uma cirurgia no ombro, mas teve situação agravada quando o atacante rompeu o tendão de Aquiles do pé esquerdo. Sem tantos cuidados na recuperação, prevista para cinco meses, Adriano demorou oito meses para estrear e ainda conviveu com sobrepeso.

A passagem contou com 67 faltas a treinos, que foram multadas com recolhimento de parte do salário. Além disso, o jogador chegou embriagado ao clube em algumas situações, o que também irritou o técnico Tite e a diretoria da época.

A saída foi confirmada com rescisão de contrato em março de 2012, sendo que o vínculo iria até julho daquele ano, no qual o Corinthians se sagrou campeão da Libertadores e do Mundial. Contudo, o caso foi parar na Justiça, sendo que Adriano cobrou R$ 50 milhões pelo fim do contrato e indenização por danos morais, enquanto o Corinthians alegou demissão por justa causa por 67 faltas na fisioterapia. No fim, as partes acertaram o pagamento de R$ 1,8 milhão, que seriam pagos em seis parcelas de R$ 300 mil.

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Imperador apresentado na Baixada em obras. Foto: Divulgação/Athletico

Já no início de 2013, Adriano foi anunciado pelo Athletico após ficar dois anos sem atuar. O contrato feito definiu o salário por R$ 100 mil e bonificações por produtividade, como gols marcados, jogos realizados e a venda de camisas e patrocínios.

Na trajetória pelo Furacão, foram quatro jogos e apenas um gol marcado, o último da carreira do Imperador. Ele marcou o gol sobre o The Strongest, da Bolívia, na estreia dele como titular no Rubro-Negro, mas viu o time sofrer a virada e ser eliminado na última rodada da fase de grupos da Libertadores. O jogo foi na terça-feira, dia 8 de abril.

Com isso, o elenco principal deveria se reapresentar no CT do Caju na quinta (10), mas Adriano faltou ao treinamento e foi flagrado em um show da cantora Anitta, em Curitiba, naquela noite. Sem aparecer também na sexta-feira, a diretoria do Athletico se irritou com a postura e anunciou o fim do vínculo.

Carlos Alberto

Campeão da Champions League com o Porto, de Portugal, o ex-meia também foi campeão do Brasileirão 2005 pelo Corinthians, o quarto da primeiro título do clube na era dos pontos corridos.

Na passagem pelo Timão, atuou em 95 jogos, com 14 gols e 11 assistências, e fez parte daquela equipe histórica, que também tinha o meia Roger Flores, o atacante Nilmar e os argentinos Javier Mascherano e Carlitos Tevez, eleito o melhor jogador daquela Série A.

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Carlos Alberto chegou jovem ao Corinthians. Foto: GPG/IconSport

Aos 32 anos, Carlos Alberto foi contratado pelo Athletico em janeiro de 2017 para ser uma das peças do técnico Paulo Autuori na Libertadores daquele ano. O veterano foi importante e chegou a marcar o gol contra a Universidad Católica que garantiu a classificação às oitavas de final da competição, mas teve o contrato rescindido antes do previsto.

Em 7 de julho daquele ano, o próprio jogador pediu a rescisão de contrato. No mesmo dia, o clube demitiu o treinador Eduardo Baptista, que havia assumido em maio, o que culminou também na saída de Autuori, que passou a ocupar o cargo de gestor técnico e pediu demissão em apoio ao técnico.

Apesar das expectativas, ele marcou um gol e deu uma assistência em apenas 10 jogos com a camisa rubro-negra, sendo quatro como titular.

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Carlos Alberto: passagem decepcionante pelo Furacão. Foto: Fotoarena, Foto Arena LTDA / Alamy

Com três lesões, o ex-jogador não conseguiu ter sequência no Furacão. A saída do jogador, que estava no departamento médico, foi motivada após uma polêmica com torcedores. Carlos Alberto foi flagrado na saída de uma boate em Curitiba em uma foto vazada nas redes sociais. Depois da saída do Athletico, o meia só voltou a atuar em 2019, pelo Boavista, antes da aposentadoria.

Jackson

Nascido em Antonina, no Litoral paranaense, Jackson veio para Curitiba em 1942 para jogar no juvenil do Athletico. Foi campeão paranaense em 1945 e em 1949, no que é considerado até hoje um dos maiores times do Rubro-Negro, responsável pelo apelido de Furacão.

Jackson Nascimento, jogador histórico do Athletico. (Foto: Arquivo/UmDois Esportes).

A curta separação entre Athletico e Jackson ocorreu em 1950. Na ocasião, o Corinthians fez uma proposta irrecusável para o jogador e também para o Rubro-Negro. Em São Paulo, o atacante ficou por três temporadas e foi campeão do Campeonato Paulista de 1951, encerrando um jejum de quase dez anos sem título em Parque São Jorge.

Mesmo com o bom momento no Corinthians, Jackson voltou para Curitiba e aceitou jogar no Athletico de graça para voltar ao clube de coração.

Thiago Heleno

Um dos maiores ídolos da história do Athletico, Thiago Heleno teve uma passagem apagada pelo Corinthians. Em 2006, o zagueiro chegou por empréstimo do Cruzeiro, ficou somente seis meses e saiu após diversas falhas.

Thiago Heleno deixou o Athletico após passagem marcada por títulos. Foto: Divulgação/Athletico

Já a passagem do ‘General’ pelo Athletico foi completamente diferente. Em nove anos, o zagueiro foi o herói do título da Copa Sul-Americana 2018 ao ter convertido o pênalti decisivo na final contra o Junior Barranquilla. Além disso, foi peça fundamental e um dos líderes na era mais vitoriosa da história do Athletico. Com ele no elenco, o Athletico alcançou as conquistas da Sula, em 2022, e quatro Estaduais (2016, 2020, 2023 e 2024).

A saída do ‘General’, no entanto, não foi da melhor maneira. O zagueiro foi afastado do elenco após o rebaixamento do Athletico para a Série B e considerado um dos culpados pelo presidente Mario Celso Petraglia. Ele ficou seis meses sem jogar até acertar a saída para o Paysandu.

Lucas Severino

Revelado pelo Botafogo-SP, Lucas Severino chegou ao Athletico em 1998 e formou o “quadrado mágico” com Adriano Gabiru, Kelly e Kléber Pereira.

O atacante foi o autor do gol da Arena da Baixada, em 1999, no amistoso contra o Cerro Porteño e ainda fez parte do time campeão da Seletiva para a Libertadores. No ano seguinte, o centroavante foi vendido para o Rennes, da França, por 21,3 milhões de euros, e se tornou a venda mais cara da história do Furacão por muitos anos.

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Lucas deixou nome marcado na Baixada, mas não deixou saudade no Corinthians. Foto: Divulgação/Athletico

Depois de dois anos na Europa, Lucas voltou para o Brasil para jogar no Cruzeiro em 2002 e acertou com o Corinthians no ano seguinte. No clube paulista, ele jogou apenas oito vezes, com um gol marcado, mas foi campeão do Campeonato Paulista de 2003.

Lucas retornou ao Athletico em 2011 e chegou a se despedir dos gramados no mesmo ano. No entanto, o atacante desistiu da aposentadoria dois meses depois e jogou por mais dois anos no FC Tokyo, do Japão.

Cocito

Assim como Lucas, Cocito também iniciou a carreira no Botafogo-SP e se transferiu para o Athletico em 1998. O volante foi peça importante na conquista da Seletiva da Libertadores de 1999, com direito a gol no clássico contra o Coritiba, e foi campeão do Campeonato Paranaense de 2000 também diante do rival.

O ápice de Cocito com a camisa rubro-negra foi em 2001. O volante foi o símbolo de raça na campanha do inédito título do Campeonato Brasileiro, mas também ficou marcado por conta de uma falta que lesionou o tornozelo do jovem Kaká, na época no São Paulo, nas quartas de final.

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Ídolo do Furacão, Cocito pouco jogou no Timão. Foto: Divulgação/Corinthians

Cocito saiu do Athletico por empréstimo para o Corinthians em 2003 para subsituir Vampeta, que se machucou na disputa da Libertadores. O volante, no entanto, jogou apenas 14 vezes e saiu no final da temporada.

O ídolo voltou para o Rubro-Negro em 2005 para uma curta passagem de seis meses. No período, ele fez parte do time que foi vice-campeão da Libertadores diante do São Paulo.

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