Coritiba sofre empate justo para quem joga de mãos dadas com a sorte
O que estava ocorrendo no Couto Pereira era uma noite de ressureição: o Coritiba, que perdia havia dois jogos, ganhava, 2×1; e ganhava com um gol improvável de Rodrigo Moledo, 38 anos, que de tão ausente dos jogos, parecia ter perdido o caminho do campo. E porque tudo isso ocorria por casualidade, pois o Coxa […]
O que estava ocorrendo no Couto Pereira era uma noite de ressureição: o Coritiba, que perdia havia dois jogos, ganhava, 2×1; e ganhava com um gol improvável de Rodrigo Moledo, 38 anos, que de tão ausente dos jogos, parecia ter perdido o caminho do campo.
E porque tudo isso ocorria por casualidade, pois o Coxa era dominado pelo Inter, e porque no futebol a casualidade tem vida curta, os gaúchos empataram com gol do zagueiro Feliz Torres, na última bola do jogo.
Alguns atribuíram a culpa ao goleiro Pedro Rangel, porque espalmou para dentro da área a bola que foi ter com Torres para empatar; outros, a maioria, culpam a falta de coragem do treinador Fernando Seabra, que ordenou o time a jogar preso na defesa, à espera de vazios no campo do Inter.
Coisa de uma arquibancada que ainda não ganhou consciência da única verdade que já consolidou-se no Couto Pereira: o time do
Coritiba é fraco. Isso é desculpa de quem não sabe distinguir tratar os fatos com a razão. É preciso reconhecer que a boa colocação no campeonato, é consequência do trabalho de Seabra.
A jogada de atrair o adversário para que uma bola saia para o contra-ataque, só é possivel quando Josué não olha para o seu umbigo e tem a humildade de lançar Lavega, como ocorreu no primeiro gol.
Era tudo coisa de ocasião, pois o Inter dominava e só não ganhava pelo excelente jogo do goleiro Rangel. Como as coisas ocasionais desaparecem rápidas, prevaleceu o melhor jogo do Inter com o empate pelo gol de Borré.
A maior prova da confissão de Seabra de que não tem recursos técnicos, que tentou alguma coisa com Moledo, que não havia jogado neste Brasileirão. Vindo uma bola no campo improvável, Moledo, de cabeça, fez 2 a 1. Ganhando assim, alguma coisa estava estranha para os coxas da razão.
E para esses não foi surpresa o empate no último minuto.
Os 2 a 2 foi o resultado justo para quem joga de mãos dadas com a sorte.


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