Cultivo e pesquisa da cannabis: novas regras trazem esperança para pacientes do DF
Regras para cultivo e pesquisa de cannabis medicinal no Brasil começam a valer no dia 4 de agosto Jornal Nacional/ Reprodução A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, no início deste mês, resoluções que detalham como vai funcionar o cultivo de cannabis no Brasil. As regras entram em vigor em agosto, quando começa também um "sandbox experimental", período de cinco anos no qual a Anvisa vai testar atividades relacionadas à cannabis fora do modelo industrial tradicional e em pequena escala. Além de impulsionarem pesquisas científicas, as mudanças trazem esperança e expectativas positivas para pacientes que utilizam produtos à base da planta no DF para tratamentos de transtornos mentais e de síndromes raras. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Expectativas de quem usa A autônoma Marta Francisca de Lima, de 57 anos, começou a utilizar o óleo à base de cannabis em 2022, junto com o filho, Rafael Muniz, de 40 anos. Inicialmente, Marta buscava tratamento para o filho, que tem Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), depressão e ansiedade. “Foram muitos anos de sofrimento. A gente sabia que pessoas em outros países usavam. Queríamos ter acesso e não sabíamos como nem onde. Eu não achava médico aqui em Brasília que atendesse e passasse a medicação”, conta Marta. A virada aconteceu quando ela assistiu a uma reportagem do DF2 sobre um rapaz que ganhou na Justiça o direito de cultivo da cannabis para tratamento médico. A partir da reportagem, Marta conheceu a Associação Brasileira do Pito do Pango (Abrapango), que atua na defesa do acesso seguro e humanizado à cannabis medicinal. A ONG, com sede em Brasília, oferece suporte jurídico e técnico a pacientes, capacita profissionais da saúde e também produz e dispensa medicamentos à base de cannabis. “[O médico] deu os caminhos para mim também porque eu fui diagnosticada com esquizofrenia. Tenho depressão e fibromialgia”, relata Marta. Ela tinha insônia e crises de ansiedade recorrentes antes de começar o tratamento. A medicação proporcionou um salto na qualidade de vida de Marta e Rafael. Agora, com as novas resoluções da Anvisa, as expectativas crescem ainda mais. "Tem melhorado muito a minha vida e eu acho que vai melhorar a de muitas pessoas. Acredito que avance de uma forma que vai atingir outros públicos e tipos de doenças. Só agradeço pelas pesquisas, medicações e por conseguir sorrir hoje. A qualidade de vida que ganhamos não tem preço”, finaliza Marta. Benefícios para a infância Ravi com seus pais, Tamara e Gustavo Oliveira Tamara de Matos/Reprodução Tamara de Matos, de 32 anos, também encontrou na Abrapango suporte para o tratamento do filho, Ravi Oliveira, de 6 anos. O menino foi diagnosticado com Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD) e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). “Nossa qualidade de vida melhorou muito. Não só a do meu filho. Ele era muito agitado e agressivo. Agora, está indo muito bem na escola graças ao tratamento", conta a recreadora. O motivo da escolha de Tamara foi justamente por ser uma opção natural para tratar a criança. Ravi utiliza o óleo de CBD (canabidiol) e CBN (canabinol) no tratamento.

Regras para cultivo e pesquisa de cannabis medicinal no Brasil começam a valer no dia 4 de agosto Jornal Nacional/ Reprodução A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, no início deste mês, resoluções que detalham como vai funcionar o cultivo de cannabis no Brasil. As regras entram em vigor em agosto, quando começa também um "sandbox experimental", período de cinco anos no qual a Anvisa vai testar atividades relacionadas à cannabis fora do modelo industrial tradicional e em pequena escala. Além de impulsionarem pesquisas científicas, as mudanças trazem esperança e expectativas positivas para pacientes que utilizam produtos à base da planta no DF para tratamentos de transtornos mentais e de síndromes raras. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Expectativas de quem usa A autônoma Marta Francisca de Lima, de 57 anos, começou a utilizar o óleo à base de cannabis em 2022, junto com o filho, Rafael Muniz, de 40 anos. Inicialmente, Marta buscava tratamento para o filho, que tem Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), depressão e ansiedade. “Foram muitos anos de sofrimento. A gente sabia que pessoas em outros países usavam. Queríamos ter acesso e não sabíamos como nem onde. Eu não achava médico aqui em Brasília que atendesse e passasse a medicação”, conta Marta. A virada aconteceu quando ela assistiu a uma reportagem do DF2 sobre um rapaz que ganhou na Justiça o direito de cultivo da cannabis para tratamento médico. A partir da reportagem, Marta conheceu a Associação Brasileira do Pito do Pango (Abrapango), que atua na defesa do acesso seguro e humanizado à cannabis medicinal. A ONG, com sede em Brasília, oferece suporte jurídico e técnico a pacientes, capacita profissionais da saúde e também produz e dispensa medicamentos à base de cannabis. “[O médico] deu os caminhos para mim também porque eu fui diagnosticada com esquizofrenia. Tenho depressão e fibromialgia”, relata Marta. Ela tinha insônia e crises de ansiedade recorrentes antes de começar o tratamento. A medicação proporcionou um salto na qualidade de vida de Marta e Rafael. Agora, com as novas resoluções da Anvisa, as expectativas crescem ainda mais. "Tem melhorado muito a minha vida e eu acho que vai melhorar a de muitas pessoas. Acredito que avance de uma forma que vai atingir outros públicos e tipos de doenças. Só agradeço pelas pesquisas, medicações e por conseguir sorrir hoje. A qualidade de vida que ganhamos não tem preço”, finaliza Marta. Benefícios para a infância Ravi com seus pais, Tamara e Gustavo Oliveira Tamara de Matos/Reprodução Tamara de Matos, de 32 anos, também encontrou na Abrapango suporte para o tratamento do filho, Ravi Oliveira, de 6 anos. O menino foi diagnosticado com Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD) e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). “Nossa qualidade de vida melhorou muito. Não só a do meu filho. Ele era muito agitado e agressivo. Agora, está indo muito bem na escola graças ao tratamento", conta a recreadora. O motivo da escolha de Tamara foi justamente por ser uma opção natural para tratar a criança. Ravi utiliza o óleo de CBD (canabidiol) e CBN (canabinol) no tratamento.

