Diálogos mostram como advogados vazaram dados da Justiça ao PCC: 'Sei quem é que tá envolvido'
Polícia Militar cumpre mandados da Operação Backdoor em Jaboticabal e Taquaritinga Divulgação Áudios obtidos pelo Ministério Público revelam como advogados presos na terça-feira (23) no interior de São Paulo vazavam informações sigilosas para alertar integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) sobre operações policiais (veja o teor dessas conversas mais abaixo). A dupla, alvo da Operação Backdoor, usava a senha de uma promotora de Justiça para acessar os dados. A Operação Backdoor, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MP, e pela Polícia Militar, prendeu, em Jaboticabal (SP) e Taquaritinga (SP), dois advogados suspeitos de vazar dados judiciais a integrantes do PCC; Segundo as investigações, com isso, grande parte dos investigados da organização criminosa conseguiu fugir do cumprimento de mandados autorizados pela Justiça; A força-tarefa também apurou que os advogados usaram a senha de uma promotora de Justiça para ter acesso a processos sigilosos contra criminosos investigados por homicídios. As investigações ainda indicam que, antes de acessar os processos, esses advogados foram avisados por uma ex-estagiária do Ministério Público. Hoje advogada e também alvo da operação, ela é sobrinha de um integrante do PCC suspeito de participação em um 'tribunal do crime'. De acordo com o Ministério Público, as conversas envolvem os advogados Guilherme Gilbertoni Anselmo e Jonatas Alves Moraes, presos temporariamente na força-tarefa por cinco dias. “Já sei o que tá acontecendo, já sei qual que é a operação, já sei quem é que tá envolvido", afirmou Anselmo em uma das conversas que teve com uma pessoa ligada ao PCC, segundo o Ministério Público. O que dizem os investigados A defesa de Guilherme Anselmo informou nesta terça-feira que não iria se manifestar sobre o assunto. Em nota, os advogados Danielle Riegermann Ramos Damião e Olavo Hamilton Ayres Freire de Andrade comunicaram que Jonatas Alves Moraes nega integralmente a autoria e qualquer envolvimento nos fatos investigados. "Todas as circunstâncias serão devidamente apuradas pelas autoridades competentes, com observância do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Neste momento, não há qualquer nada definitivo que permita atribuir responsabilidade a Jonatas, razão pela qual a defesa confia que a apuração técnica e imparcial dos fatos demonstrará a verdade." LEIA TAMBÉM Advogados suspeitos de invadir sistemas da Justiça e vazar informações ao PCC são alvos de operação do Gaeco Operação Backdoor: advogados presos foram avisados por ex-estagiária do MP sobre investigação contra o PCC Advogados foram avisados por ex-estagiária do MP sobre investigação contra o PCC O que os diálogos revelam Os diálogos interceptados e analisados pelo MP revelam como os advogados utilizavam informações sigilosas obtidas ilegalmente para alertar e orientar integrantes do PCC sobre operações policiais e medidas judiciais.

Polícia Militar cumpre mandados da Operação Backdoor em Jaboticabal e Taquaritinga Divulgação Áudios obtidos pelo Ministério Público revelam como advogados presos na terça-feira (23) no interior de São Paulo vazavam informações sigilosas para alertar integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) sobre operações policiais (veja o teor dessas conversas mais abaixo). A dupla, alvo da Operação Backdoor, usava a senha de uma promotora de Justiça para acessar os dados. A Operação Backdoor, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MP, e pela Polícia Militar, prendeu, em Jaboticabal (SP) e Taquaritinga (SP), dois advogados suspeitos de vazar dados judiciais a integrantes do PCC; Segundo as investigações, com isso, grande parte dos investigados da organização criminosa conseguiu fugir do cumprimento de mandados autorizados pela Justiça; A força-tarefa também apurou que os advogados usaram a senha de uma promotora de Justiça para ter acesso a processos sigilosos contra criminosos investigados por homicídios. As investigações ainda indicam que, antes de acessar os processos, esses advogados foram avisados por uma ex-estagiária do Ministério Público. Hoje advogada e também alvo da operação, ela é sobrinha de um integrante do PCC suspeito de participação em um 'tribunal do crime'. De acordo com o Ministério Público, as conversas envolvem os advogados Guilherme Gilbertoni Anselmo e Jonatas Alves Moraes, presos temporariamente na força-tarefa por cinco dias. “Já sei o que tá acontecendo, já sei qual que é a operação, já sei quem é que tá envolvido", afirmou Anselmo em uma das conversas que teve com uma pessoa ligada ao PCC, segundo o Ministério Público. O que dizem os investigados A defesa de Guilherme Anselmo informou nesta terça-feira que não iria se manifestar sobre o assunto. Em nota, os advogados Danielle Riegermann Ramos Damião e Olavo Hamilton Ayres Freire de Andrade comunicaram que Jonatas Alves Moraes nega integralmente a autoria e qualquer envolvimento nos fatos investigados. "Todas as circunstâncias serão devidamente apuradas pelas autoridades competentes, com observância do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Neste momento, não há qualquer nada definitivo que permita atribuir responsabilidade a Jonatas, razão pela qual a defesa confia que a apuração técnica e imparcial dos fatos demonstrará a verdade." LEIA TAMBÉM Advogados suspeitos de invadir sistemas da Justiça e vazar informações ao PCC são alvos de operação do Gaeco Operação Backdoor: advogados presos foram avisados por ex-estagiária do MP sobre investigação contra o PCC Advogados foram avisados por ex-estagiária do MP sobre investigação contra o PCC O que os diálogos revelam Os diálogos interceptados e analisados pelo MP revelam como os advogados utilizavam informações sigilosas obtidas ilegalmente para alertar e orientar integrantes do PCC sobre operações policiais e medidas judiciais.

