Eliminação do Athletico prova que Petraglia e Odair Hellmann são a tempestade perfeita
Na Baixada, o Athletico perdeu para o Londrina por 1 a 0 e, abraçando-se aos coxas na desgraça comum aos dois, foi eliminado da final do Estadual. Mas esse fracasso não pode receber o mesmo tratamento de outros tropeços recentes. Ele encerra uma sequência de sinais que não parecem eventuais, e sim estruturais. O principal […]
Na Baixada, o Athletico perdeu para o Londrina por 1 a 0 e, abraçando-se aos coxas na desgraça comum aos dois, foi eliminado da final do Estadual.
Mas esse fracasso não pode receber o mesmo tratamento de outros tropeços recentes. Ele encerra uma sequência de sinais que não parecem eventuais, e sim estruturais.
O principal deles é o evidente desgaste do presidente Mario Celso Petraglia no comando do clube. Sozinho, acumulou insucessos. Nos últimos grandes títulos, a Sul-Americana de 2018 e a Copa do Brasil de 2019, havia a presença do presidente Salim Emed. No bicampeonato da Sul-Americana, Paulo Autuori também teve papel determinante. Agora, nem mesmo os atos firmes que sempre marcaram sua forma de exercer autoridade parecem surtir efeito dentro do próprio Athletico.
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Se não determinou, e tinha a obrigação de fazê-lo, que Odair Hellmann escalasse força máxima, errou. Se deixou essa decisão totalmente a cargo do treinador, o erro foi ainda maior.
Hellmann não é um técnico conhecido por decisões que dialoguem com o sentimento da torcida. E a torcida queria o título estadual, ainda mais após a eliminação do maior rival, o Coritiba, pelo Operário./https%3A%2F%2Fmedia.umdoisesportes.com.br%2Fmain%2F2026%2F02%2Fjoao-cruz-athletico-londrina.jpg)
Em algum momento, Petraglia demonstrou não confiar plenamente no cenário que se formava. O auxiliar João Correia, ligado às categorias de base, foi deslocado para outro compromisso, deixando dúvidas sobre a condução do grupo principal. Se Hellmann tinha autonomia total, poderia ao menos ter mantido a estrutura que vinha sendo utilizada.
O que se viu em campo foi um time desorganizado. Perdendo por 1 a 0 no intervalo, Hellmann lançou Zapelli, Viveros e Leozinho. Depois, já em desespero, colocou também Julimar e Mendoza. O Furacão teve ampla posse de bola, mas pouca objetividade.
O pênalti perdido por João Cruz não alivia a responsabilidade da comissão técnica. Pelo contrário: dos últimos cinco pênaltis, quatro foram desperdiçados. Isso evidencia falhas técnicas e emocionais. Resta saber se a direção reconhece a gravidade do momento ou se tratará o episódio como apenas mais um revés em meio a tantos outros.


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