Em BH, mulheres são maioria na população, mas minoria nos nomes que marcam a cidade

Especial conta a história das mulheres que dão nome a ruas, praças e parques de Belo Horizonte TV Globo As mulheres são mais da metade da população de Belo Horizonte, 53,35%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) , mas quase não aparecem nos nomes de ruas, viadutos e bairros da cidade. Um levantamento feito pelo programa especial Nome de Mulher, da TV Globo em Minas, com base em dados públicos, mostra que apenas cerca de 2 mil das 12.092 ruas da capital fazem referência a mulheres, o equivalente a 16,53% do total. Entre os 130 viadutos existentes, só seis têm nomes femininos. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp A Prefeitura de Belo Horizonte não possui uma classificação oficial sobre quantas vias homenageiam mulheres. Diante da ausência desses dados, a equipe cruzou bases públicas e excluiu nomes de santas para medir a representatividade feminina nos nomes de lugares da cidade. Para entender quem são as mulheres que conseguiram romper essa barreira simbólica e dar nome a ruas, praças e bairros, a reportagem percorreu diferentes regiões da capital e ouviu especialistas, moradoras e ativistas. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja locais com nome de mulher em Belo Horizonte: Avenida Clara Nunes — Bairro Renascença A via, que fica na Região Nordeste da capital, homenageia a cantora mineira que viveu no bairro Renascença antes de se tornar um dos maiores nomes da música brasileira. Avenida Clara Nunes viveu no bairro Renascença e se tornou um dos maiores nomes da música brasileira Reprodução/TV Globo Bairro Dandara A comunidade Dandara leva o nome de Dandara dos Palmares, uma das maiores lideranças da República de Palmares. Criada a partir de uma ocupação iniciada em 2009, a área nasceu de uma luta conduzida principalmente por mulheres. Em 2023, o território foi reconhecido oficialmente como bairro. Bairro Jaqueline No Bairro Jaqueline, o nome homenageia a filha do primeiro proprietário da área. O reconhecimento oficial veio com o Decreto 3.939, de março de 1981. Conjunto Zilah Spósito — Serra Verde O Conjunto Zilah Spósito foi criado a partir da mobilização de uma mulher que dedicou a vida às causas sociais. Nascida em Bocaiúva, Zilah ajudou famílias ameaçadas de remoção no bairro Serra Verde a conquistarem acesso à moradia. O novo bairro, resultado dessa luta, recebeu seu nome. A Companhia Urbanizadora e de Habitação de Belo Horizonte (URBEL) informou que o conjunto conta com mais de 790 domicílios e é classificado como um bairro popular. Parque Ecológico Maria do Socorro Moreira — Padre Eustáquio No bairro Padre Eustáquio, a história de Maria do Socorro Moreira ganha forma no antigo terreno do Aeroporto Carlos Prates. Desativada em abril de 2023, a área foi transformada em parque ecológico graças à atuação da líder comunitária, que defendeu o direito ao lazer e à convivência. Sua mobilização inspirou o nome do novo espaço. Ruas nomeadas por mulheres dentro da Avenida do Contorno Na região que corresponde à Belo Horizonte original, apenas duas ruas recebem nomes de mulheres: Bárbara Heliodora e Marília de Dirceu. Viaduto Helena Greco A trajetória de Helena Greco também marca a cidade. Primeira vereadora eleita em Belo Horizonte após a redemocratização, em 1982, ela iniciou a vida política aos 61 anos. Militante histórica, enfrentou a ditadura e pautou o combate às desigualdades de gênero, à violência e ao preconceito. Sua atuação se tornou referência na defesa dos direitos humanos. A trajetória de Helena Greco se tornou referência na defesa dos direitos humanos. Reprodução/TV Globo Confira os vídeos mais vistos no g1 Minas:

Mar 8, 2026 - 05:30
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Em BH, mulheres são maioria na população, mas minoria nos nomes que marcam a cidade

Especial conta a história das mulheres que dão nome a ruas, praças e parques de Belo Horizonte TV Globo As mulheres são mais da metade da população de Belo Horizonte, 53,35%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) , mas quase não aparecem nos nomes de ruas, viadutos e bairros da cidade. Um levantamento feito pelo programa especial Nome de Mulher, da TV Globo em Minas, com base em dados públicos, mostra que apenas cerca de 2 mil das 12.092 ruas da capital fazem referência a mulheres, o equivalente a 16,53% do total. Entre os 130 viadutos existentes, só seis têm nomes femininos. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp A Prefeitura de Belo Horizonte não possui uma classificação oficial sobre quantas vias homenageiam mulheres. Diante da ausência desses dados, a equipe cruzou bases públicas e excluiu nomes de santas para medir a representatividade feminina nos nomes de lugares da cidade. Para entender quem são as mulheres que conseguiram romper essa barreira simbólica e dar nome a ruas, praças e bairros, a reportagem percorreu diferentes regiões da capital e ouviu especialistas, moradoras e ativistas. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja locais com nome de mulher em Belo Horizonte: Avenida Clara Nunes — Bairro Renascença A via, que fica na Região Nordeste da capital, homenageia a cantora mineira que viveu no bairro Renascença antes de se tornar um dos maiores nomes da música brasileira. Avenida Clara Nunes viveu no bairro Renascença e se tornou um dos maiores nomes da música brasileira Reprodução/TV Globo Bairro Dandara A comunidade Dandara leva o nome de Dandara dos Palmares, uma das maiores lideranças da República de Palmares. Criada a partir de uma ocupação iniciada em 2009, a área nasceu de uma luta conduzida principalmente por mulheres. Em 2023, o território foi reconhecido oficialmente como bairro. Bairro Jaqueline No Bairro Jaqueline, o nome homenageia a filha do primeiro proprietário da área. O reconhecimento oficial veio com o Decreto 3.939, de março de 1981. Conjunto Zilah Spósito — Serra Verde O Conjunto Zilah Spósito foi criado a partir da mobilização de uma mulher que dedicou a vida às causas sociais. Nascida em Bocaiúva, Zilah ajudou famílias ameaçadas de remoção no bairro Serra Verde a conquistarem acesso à moradia. O novo bairro, resultado dessa luta, recebeu seu nome. A Companhia Urbanizadora e de Habitação de Belo Horizonte (URBEL) informou que o conjunto conta com mais de 790 domicílios e é classificado como um bairro popular. Parque Ecológico Maria do Socorro Moreira — Padre Eustáquio No bairro Padre Eustáquio, a história de Maria do Socorro Moreira ganha forma no antigo terreno do Aeroporto Carlos Prates. Desativada em abril de 2023, a área foi transformada em parque ecológico graças à atuação da líder comunitária, que defendeu o direito ao lazer e à convivência. Sua mobilização inspirou o nome do novo espaço. Ruas nomeadas por mulheres dentro da Avenida do Contorno Na região que corresponde à Belo Horizonte original, apenas duas ruas recebem nomes de mulheres: Bárbara Heliodora e Marília de Dirceu. Viaduto Helena Greco A trajetória de Helena Greco também marca a cidade. Primeira vereadora eleita em Belo Horizonte após a redemocratização, em 1982, ela iniciou a vida política aos 61 anos. Militante histórica, enfrentou a ditadura e pautou o combate às desigualdades de gênero, à violência e ao preconceito. Sua atuação se tornou referência na defesa dos direitos humanos. A trajetória de Helena Greco se tornou referência na defesa dos direitos humanos. Reprodução/TV Globo Confira os vídeos mais vistos no g1 Minas: